<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212</id><updated>2012-02-16T07:15:20.969-02:00</updated><title type='text'>O ser humano é o artífice: cria, recria e transforma</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-94776071965552785</id><published>2012-01-31T16:15:00.002-02:00</published><updated>2012-01-31T16:15:18.226-02:00</updated><title type='text'>A Saúde Pública que conheço (conhecemos) no Brasil</title><content type='html'>- Tenho medo de ficar doente, em face do que tenho visto em relação à saúde no Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase poderia muito bem ser dita por mim, por você, que me &amp;nbsp;lê neste momento, ou por qualquer outro cidadão brasileiro que, na atualidade, precisa de atendimento médico no Brasil, seja ele público ou privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor dessa frase, alguém de minhas relações,&amp;nbsp;possui um atributo muito especial: ele é médico, profissional de larga experiência e longos anos de exercício profissional. Já ingressando na chamada terceira idade, sabe que seu corpo já apresenta sinais dos anos vividos e que, em algum momento, terá de requerer a ajuda do sistema de saúde brasileiro para cuidar de eventuais problemas que possam afetar o seu organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir tal desabafo, de imediato me fiz, silenciosamente, uma pergunta que você também deve estar se fazendo neste momento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Poxa, se ele, que é médico, diz isso, o que dizer de mim, que sou um simples cidadão em busca de um dos direitos mais elementares, garantidos pela própria Constuição Brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos &amp;nbsp;nós temos as nossas histórias para contar, experiências pessoais que nos levam à certeza de que, quem está doente, neste País, é o sistema de saúde brasileiro. Nós somos simplesmente o efeito colateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 5 &amp;nbsp;deste mes comecei a sentir anomalias no sistema urinário. Inúmeros fatores podem ocasionar tais sintomas, associados a causas diversas. Pelo desconforto e alerta que o organismo começou a apresentar, seria necessária uma ação urgente para diagnosticar e tratar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema público, gerenciado pela Prefeitura Municipal de Vitória, em convênio com o SUS, a previsão de conseguir uma consulta com médico especialista, foi de cerca de cinco a seis meses. Seria tarde demais, pensei. Então parti para o Plano B, de buscar um especialista credenciado por meu Plano de Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia. Descobri, após buscar mais de 10 medicos urologistas, que nenhum era credenciado. Todos eles só atendiam consultas particulares. Até poderia recorrer a uma consulta paga. Mas os médicos, hoje, só fazem um diagnóstico mediante exames médicos. Isso &amp;nbsp;poderia engrossar as despesas. já que, provavelmente haveria mais de um exame para fazer, em laboratórios diferentes. E ainda teria que retornar ao médico pago para efetuar um &amp;nbsp;novo desembolso, ai sim, para elaborar o diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultas pagas inviabilizam os médicos a requererem exames através de Planos de Saúde. Uma vez no sistema pago, teria que meter a mão na carteira a cada etapa. E isso sem falar numa possibilidade de internação hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oito dias de convívio com uma situação de desconforto. alimentada pela total ignorância acerca do que tinha, consegui, finalmente, um especialista credenciado ao Plano. Como era de se esperar, exames foram solicitados, que deveriam ser providenciados por mim, em regime de urgência. Marquei a data com um laboratório de ultrassonografia, como parte dos exames. Após uma espera de dez dias, apresentei-me ao laboratório para cumprir com aquela etapa, que exigia bexiga cheia, um certo desconforto que certamente comecei a enfrentar. Mas após tomar muita água, &amp;nbsp;fiquei a frente de muita burocracia. O Plano vetou a autorização. Naquele momento só estavam atendendo casos de emergência e gestantes. O meu era urgente, mas poderia ser esperado. Só me restou passar ao banheiro e depois, retornar à minha residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova data foi marcada para doze dias após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 26 dias consegui, finalmente, fazer a ultrassonografia, depois de brigar, uma segunda vez, com a burocracia do Plano até liberar a autorização para o Laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, acreditando que a burocracia é mais importante do que o bem-estar das pessoas, nem procurei mais o Plano para complementar os exames laboratoriais.&amp;nbsp;Consegui uma consulta com uma médica clínica da família, que requisitou, pelo SUS, os demais exames faltantes, acrescentando mais ítens aos requeridos pelo médico especialista. Mas somente na semana seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sistema público, decorridas duas semanas, após o início dos sintomas, consegui coletar o material laboratorial para análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pronto? Não. Espera de mais dez dias para o resultado. Ontem, dia 30, retornei ao Posto de Saúde de Jardim da Penha, onde fiz a coleta, para receber os resultados. Mas me deparei com um aviso à porta principal do laboratório: "nos dias 30, 31 e&amp;nbsp;1° &lt;u style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/u&gt; haverá expediente na parte da tarde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem muito acreditar no que a evidência de meus olhos mostravam, tive que voltar hoje pela manhã. Exame na mão, fui marcar a consulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atendente lembrei minha condição de idoso, solicitando atendimento de urgência. Consegui atendimento. &amp;nbsp;Marquei para &amp;nbsp;o próximo o dia 27 de fevereiro para, finalmente, mostrar os exames. Após decorridos 54 dias de espera, poderei, finalmente, conhecer a causa desta anomalia funcional do sistema excretor de meu organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso estarei me sentindo como todos os que me lêem: somos usuários de um sistema que agoniza, à espera de uma reformulação que vá ao encontro da grande massa "beneficiária", que continua aguardando o reconhecimento de sua condição cidadã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se salientar que, nunca em minhas gestões, pelos corredores de instituições públicas de saúde , deixei de encontrar funcionários cortezes, pois sempre procurei tratar o servidor público com o devido respeito. O mesmo acontece em relação aos profissionais do sistema privado de atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falhas que observo possuem vertentes comuns: falhas no sistema de gestão, mal versação do dinheiro público, privilégios e apadrinhamentos, formação de grupos coorporativistas, alienação ou gestão autocrática da coisa publica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionais que passam pelas escolas sem a devida qualificação, Médicos que se queixam de não reporem o que investiram nos bancos escolares, Planos de Saúde que dão prioridade a seu custeio, relativizando o atendimento que prestam, estabelecimetos públicos sem equipamentos, carência de funcionários e de gestão ineficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto nosso sistema de saúde não sofrer uma reformulação, continuaremos, todos, com muitas histórias para contar. E reafirmando o que ouvi de alguém de minhas relações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de adoecer neste País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-94776071965552785?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/94776071965552785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2012/01/saude-publica-que-conheco-conhecemos-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/94776071965552785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/94776071965552785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2012/01/saude-publica-que-conheco-conhecemos-no.html' title='A Saúde Pública que conheço (conhecemos) no Brasil'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-4564605456676548552</id><published>2012-01-23T22:58:00.004-02:00</published><updated>2012-01-24T11:44:02.550-02:00</updated><title type='text'>Defeito ou virtude?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muitas vezes, durante os finais de semana, nos deixamos levar pela preguiça e pela inércia, como forma de recompormos todas as&amp;nbsp;tensões&amp;nbsp;acumuladas durante a semana. Quando isso acontece, gosto de sentar à frente do aparelho de&amp;nbsp;televisão e procurar, nas emissoras a cabo, um bom filme para&amp;nbsp;preencher as horas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desses que levam o espectador a elaborar reflexões e análises críticas sobre o seu conteúdo, bem como analisar o trabalho de diretores e roteiristas, além da performance de atores diante dos papéis que lhes foram confiados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Inúmeras vezes, também, me senti um perfeito idiota, diante de um monte de enlatados, que foram alvo de incontáveis reprises e que não deixam opções para quem procura esta forma de lazer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Isso sem incluir a decepção com as programações oferecidas pelos&amp;nbsp;canais livres, compostas, dentre outras, por programas de auditório e&amp;nbsp;por &amp;nbsp;realitys shows que são meras&amp;nbsp;cópias&amp;nbsp;de produções exibidas em outros países, notadamente nos Estados Unidos. A qualidade dos programas que imitam o " american way of life " é sofrível e, portanto, não se constituem alternativas para quem não encontrou filmes interessantes para assistir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Então, fico com a nítida impressão que os responsáveis por essas programações se esmeram em superar seus concorrentes na escolha dos piores filmes. Tudo com o&amp;nbsp;objetivo subjacente de manter a programação à baixo custo e baixa qualidade mas assegurando o preenchimento da grade, durante os chamados "dias de descanso", que acabam mais me irritando do que me servindo de entretenimento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Talvez esses programadores acreditem que os dias de sábado ou domingo são reservados para se fazer de tudo, menos para assistir bons filmes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante um dos últimos finais de semana, essa&amp;nbsp;mesmice&amp;nbsp;se repetiu, a ponto de ficar sistematicamente trocando de canal até irritar os meus familiares com tanto troca troca. Quando já ia desistir, parei o controle num dos canais que exibe, em sua programação, filmes mais antigos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E lá estava um John Travolta que não mais existe. Alto, magro, franja " pega rapaz", calças coladas de couro, pingentes e outros pindulicálhos&amp;nbsp;e um caminhar rebolativo peculiar que o notabilizou por seu filme mais famoso.&amp;nbsp;Sim, após tantos anos,&amp;nbsp;resolvi&amp;nbsp;rever&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"&lt;em&gt;Embalos de Sábado a Noite&lt;/em&gt;".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao ser lançado, o filme r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ecebeu o título original de: "&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Saturday Night Fever ", mas ao chegar ao Brasil recebeu esse intrigante nome. Nada melhor do que, em plena noite de sábado assistir a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Embalos&amp;nbsp;de sábado à noite", lançado no ano de 1977, pela&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paramount Pictures, com duração de 1 hora e cinquenta e dois minutos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Esse filme marcou a juventude dos anos 70, sendo uma perfeita radiografia daqueles tempos, quando a chamada " juventude transviada " ganhou a sua vez. Foi sem dúvidas uma das melhores interpretações de Travolta em sua carreira. O diretor também soube unir muito bem coreografia e trilha sonora para oferecer aos espectadores uma experiência empática traduzida por emoção e sensibilidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O espectador vai se envolvendo com música, trama e coreografia até atingir o seu climax ao som de "More Than a Woman".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #552b00; font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quem não se identificou com o personagem Tony Manero? Ele&amp;nbsp;buscava superar seus limites, vencer no mundo da&amp;nbsp;dança, se divertir e amar, tudo isso&amp;nbsp;ao tempo&amp;nbsp;em que&amp;nbsp;a discoteca passou a se constituir na principal opção de lazer. E quantos não tentaram imitá-lo em seus passinhos requebrados? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mas, assistí-lo agora, 35 anos após o seu lançamento, me permite ver nuances e detalhes não enxergados naquela época. Tony Manero é um menino nascido e criado no Bronx, quase ao tempo em que nascia, ali, o movimento cultural denominado &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;. &amp;nbsp;Jovem ambicioso e arrogante, escolheu a dança como forma de o levar para fora dos limites do distrito onde nascera. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Seu inconformismo com a vida que levava e o seu trabalho, numa loja de tintas, no Brooklyn,&amp;nbsp;foram o estopim, alimentado pelo fato de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;ser&amp;nbsp;o lider,&amp;nbsp;entre seus amigos, das noitadas de danças, justamente por ser considerado o melhor dançarino entre eles. Tony Manero fazia muito sucesso entre as mulheres justamente por esse predicado. Sempre com a câmera à sua frente, o personagem seguia para as noites de discoteca e lá se reunia com um grupo de jovens, que vestiam as roupas coloridas da moda, tecidas em poliester. É praticamente impossível o espectador ficar imune às cenas de discoteca, com suas luzes, cores e músicas que embalavam sábados à noite. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Até encontrar o seu caminho, Manero (dizem que vem daí a expressão "maneiro", no Brasil,&amp;nbsp;que significava&amp;nbsp;agradável) fez bicos, trabalhou de garçom em danceteria,&amp;nbsp;até encontrar a chance de postular uma vaga de dançarino&amp;nbsp;em uma companhia de danças de Hollywood.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Manero vive uma crise existencial, questionando suas limitações e perspectivas. E eis aqui o ponto que queria colocar em discussão. No auge desses questionamentos vai visitar a sua mãe, que há muito tempo não via. E lá acaba pedindo-lhe desculpas&amp;nbsp;por tê-la tratado mal, quando ainda vivia naquela casa. Em seu desabafo, ele lhe confessa&amp;nbsp;se dar conta do quanto tinha sido arrogante, intempestivo e ambicioso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Sua mãe lembra-lhe que se nutriu do amor de mãe que sentia por ele, capaz de superar e entender seu comportamento contestador. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Depois ela lhe responde:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;- Desculpá-lo&amp;nbsp;por quê? Não tens que me pedir desculpas. Pois foi sua arrogância, ambição e seu jeito intempestivo que lhe tiraram daqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Manero consegue não só ser aceito na companhia de danças como, ainda, por ser insinuante,&amp;nbsp;o papel principal daquele musical. Mas o seu relacionamento pessoal com seus colegas, por seus atributos, gerou intolerância e discriminação, tal como acontece, geralmente, nesses casos, fora da telinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Humilhado por sua companheira de dança, que lhe diz não ter&amp;nbsp;talento, não passando de um dançarino amador, ele consegue, em sua estréia, superar-se, provar a ela e a todos que não foi em vão a escolha de seu nome para o papel principal, fazendo, de improviso, um solo que levou o público presente a aplaudí-lo de pé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A atitude de fazer rebaixar os outros para legitimar o poder é algo atemporal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O mesmo vale para quem é arrogante e intempestivo, embora esse comportamento seja discriminado e reprovado pela sociedade. Trata-se de um mecanismo de defesa que leva o ser humano a conviver com situações de opressão e autoritarismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nosssa sociedade tripudia pessoas arrogantes, mas aceita talentos que sejam dóceis e concordatos. E se esquecem que, por baixo das aparências de arrogância e intempestividade pode existir pessoas talentosas, criativas e visionárias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Nem sempre pessoas talentosas são afáveis. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ao contrário: são de difícel trato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No caso do filme, o diretor da companhia soube olhar por sobre a arrogância de Manero e enxergar talento, criatividade e inventividade. Bastou lhe dar uma chance e ajudá-lo a ver outras maneiras de superar seus "mecanismos de&amp;nbsp;defesa" para fazê-lo colocar para fora quem realmente ele era, para ter certeza de que estava preenchendo a vaga de dançarino principal da companhia com alguém que, embora de difícil tratamento, levava consigo os atributos necessários para ser o primeiro da companhia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Seria esse episódio algo de uma obra de ficcção ou seria o filme uma forma de retratar aquilo que nos acontece todo o tempo? Quantos comportamentos são tratados somente pela perspectiva do mal, rejeitados ou discriminados, sem que a pessoa que o tenha receba a oportunidade de serem utilizados de forma positiva para superar traumas e provocar catarses capazes de levar seres humanos a superar limites para se tornarem pessoas mais harmoniosas e com domínio de si mesmos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E, como a vida imita a arte, o próprio John Travolta torna-se expressão do papel que representou, no ano de 1977. Logo compreendeu que não poderia ser Manero para sempre em sua carreira. Então soube desapegar-se de sua fama, passando a ser um ator versátil e muito distante do universo de danceterias que o consagrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por isso posso dizer que há, em todos nós, um Manero, que guarda suas virtudes sob o manto da subserviência e da hipocrisia. &lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Basta um pequeno desafio para fazer eclodir todo o conetúdo que escondemos, com medo do que os outros possam dizer de nós.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se criarmos coragem, tivermos determinação e confiança em nós poderemos nos tornar alquimistas que desvendam véus até chegarmos a compreender quem realmente somos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Ao me dar conta deste fato, que passa quase que desapercebido, ao longo do filme, para quem vê somente na música e na dança o mot da proposta de direção, pude satisfazer o desejo de assistir um bom filme, salvar a noite de sábado e me rever para reconsiderar pontos fortes e fracos em minha personaliade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Também compreendi agora o sucesso retumbante que fez a novela Dancin' Days (1978) no Brasil, pouco tempo depois. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por trás da mesmice, há um talento escondido, que necessita deixar de ser amordaçado, para ser revelado, notadamente em um País que alterna, em sua história, tantos momentos de regime de excessão quanto de distenção. E gera pessoas reprimidas e com complexos para atenderem ao que o sistema quer: pessoas afáveis, comportadas e submissas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo está devidamente guardado no interior de cada indivíduo. Para isso lembro o que falou uma vez Augusto Cury):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Um ser humano rico procura ouro na sociedade, um ser humano sábio garimpa ouro no solo de seu ser. Quem tem&amp;nbsp; luz exterior caminha sem tropeçar. Quem tem luz interior caminha sem medo da vida. Alguns viajaram pelo mundo todo, mas nunca tiveram coragem ou habilidade para viajar para dentro de si mesmo. Ninguém pode conquistar o mundo de fora se não aprender a conquistar o mundo de dentro". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais do que simples movimentos coreográficos o filme deixa subjacente uma outra realidade. O personagem Manero é o exemplo da superação do ser humano que habita em nós, que muitas vezes sabe usar um atributo refutado pela sociedade para se converter em elemento de transformação. São os embalos de sábado a noite, sacudindo nossas vidas e nos mostrando a essência de tudo aquilo que escondemos por baixo das rotinas e mesmices de uma vida encarada em nome&amp;nbsp;da sobrevivência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A direção do filme esteve a cargo de John Badham,&amp;nbsp;roteiro de Norman Wexler, com estória de Nik Cohn e produção de Milt Felsen e Robert Stigwood. A música ficou a cargo de Barry Gibb, Maurice Gibb, Robin Gibb e David Shire e a fotografia por Ralf D. Bode. O figurino teve a assinatura de Patrizia von Brandestein e a edição ficou a cargo de David Rawlins. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Além do jeitão sui generis de John Travolta, no papel de Tony Manero, o elenco contou com as participações de Karen Lynn Gorney (Stephanie); Barry Miller (Bobby C.); Joseph Cali (Joey); Paul Pape (Double J); Donna Pescow (Annette), Bruce Ornstein (Gus), Julie Bovasso (Flo), Martin Shakar (Frank), Lisa Peluso (Linda), Denny Dillon (Doreen), Fran Descher (Connie), além de Ann Travolta (Garota da pizzaria).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O filme teve as indicações para o Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Comédia/Musical; Melhor Ator - Comédia/Musical - John Travolta, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original - "How Deep is Your Love? assim como a sempre lembrada presença do grupo Bee Gees, também, naquela época, no auge de sua carreira e juventude. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-4564605456676548552?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/4564605456676548552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2012/01/defeito-ou-virtude.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4564605456676548552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4564605456676548552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2012/01/defeito-ou-virtude.html' title='Defeito ou virtude?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8601777679550985809</id><published>2011-12-31T19:15:00.001-02:00</published><updated>2011-12-31T19:17:37.404-02:00</updated><title type='text'>Um renovar de esperanças</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A todos os que visitam esta página desejo um feliz e próspero 2012. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É hora de renovar as&amp;nbsp;esperanças num amanhã promissor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na passagem do ano,&amp;nbsp;muitos costumam vestir-se de branco, colocar uma peça de cor verde, amarela, brindar com espumante e assistir o espocar dos fogos. Saltitar ondas, andar sobre um pé só, comer lentilhas e tantas outras simpatias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas isso é coisa de momento e não&amp;nbsp;garantirá a eficácida que queremos&amp;nbsp;para mudar nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Se não estiveres satisfeito com o que tens colhido&amp;nbsp;em tua vida, lance ao chão sementes diferentes para colheres&amp;nbsp;outros resultados. Colheitas certas se fazem com sementes certas,&amp;nbsp;lançadas ao chão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Para mudar a sua vida, faça uma revisão ou aclaramento de objetivos e metas, além, é claro, de assumir o controle da própria vida, com determinação, perseverança e consciência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Só assim você irá influenciar outros a fazerem o mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Como dizia Gandhi: faça em si mesmo a mudança que queres ver no mundo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não apenas reclames ou reinvidique que os outros façam a sua parte. Faça a sua parte,&amp;nbsp;aja. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém se inspirará em alguém que seja irredutivel, conservador ou procrastinador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Comece. De início pode ser difícil. Não se esqueça que&amp;nbsp;uma marcha se inicia pelo primeiro passo.&amp;nbsp;Aja com sinceridade, altruísmo e amor transcendente. Esqueça-se de reclamar, seja pró-ativo e deixe de lado&amp;nbsp;a Lei do Gerson de levar vantagem&amp;nbsp;sobre tudo e&amp;nbsp;sobre todos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não does, doa-te, ajuda&amp;nbsp;o próximo, coloques um sorriso no rosto. Faça a sua parte...e tenhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;UM FELIZ 2012!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8601777679550985809?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8601777679550985809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/12/um-renovar-de-esperancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8601777679550985809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8601777679550985809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/12/um-renovar-de-esperancas.html' title='Um renovar de esperanças'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6824637244919449946</id><published>2011-12-24T21:49:00.003-02:00</published><updated>2011-12-25T11:24:06.720-02:00</updated><title type='text'>Oração pelo Natal</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pai Celestial!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje é véspera do dia escolhido pela humanidade para homenagear a força Crística que se plasmou em um ser humano iluminado, desvendando o mistério da Santíssima Trindade. E eu, como ser imperfeito, me volto a pensar na força do amor espargido por este Grande Ser, que renunciou a si mesmo para permitir que cada um de nós pudésse encontrar o caminho de volta. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Olho e vejo todos aqueles que, neste momento, recebem presentes, guardados, até há pouco, de baixo de árvores artificiais para inspirar seres humanos a praticar sentimentos verdadeiros de amor ao próximo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Logo teremos seres humanos vestindo roupas novas, usando novos perfumes, com aromas diferentes, que passam a ser exalados no&amp;nbsp;ar, brinquedos novos fazendo a alegria da criançada, computadores, ipades, jóias, adornos e utensílios para a casa e tantos outros " presentes", &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;que além de agradar seus destinatários, também agradam o comércio e a indústria que triplicam seu faturamento nesses dias. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E, também, logo haverá mesa farta, bebidas variadas, salgados, doces e tudo aquilo que não consta no cardápio quotidiano daqueles que participam desses verdadeiros banquetes. Oro por esses, para que a fartura não lhes falte nunca nesses momentos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E, ainda, Pai Celestial, há aqueles que estão passando mal-estar em seus organismos, por aqueles que precisam de atendimento médico, por aqueles que estão em seus leitos de morte, por aqueles que estão em seus leitos de hospitais, às vezes em cima de colchões, esparramados pelo chão, nas enfermarias, por falta de leitos&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;ainda não ingressaram nos hospitais, à espera de uma vaga para tratar de suas enfermidades.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E, também, há aqueles&amp;nbsp;alienados pelo vício, aqueles privados em cárceres, aqueles que vivem a dor da fome, da sede e do frio, há os suicidas e aqueles que perderam a esperança em si mesmos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Isso sem falar naqueles que vivem a dor da separação de pais, filhos, amigos e parentes. E, também, aqueles&amp;nbsp;que perderam as esperanças na vida, aqueles que são vítimas da violência e da guerra, das forças da natureza, dos efeitos de seus próprios karmas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Meu Pai Celestial!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Abençoai a todos os que consegui lembrar de suas existências e também que, por limitação humana, esquecí sem ter direito a isso. E, também a mim, para que eu não perca o sentido de humanidade que está presente em&amp;nbsp;minha caminhada. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Meu Pai Celestial!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Abençoai a todos os que lêem esta página, aqueles que visitam, periodicamente, este espaço, em busca de subsídios para suprir as&amp;nbsp; necessidade existenciais, de propiciar reascender, em si, alguma coisa perdida. E, também, os meus amigos, pela fidelidade e aos meus inimigos por tudo o que já me ensinaram. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Que eu consiga encontrar neste Natal o verdadeiro sentido desta data, representada pelo amor ao próximo, o esquecimento de si mesmo e de que é o espírito quem realiza experiência na matéria e não o contrário. Porque logo-logo a minha vida deixará de seguir o seu curso e eu conseguirei levar comigo, para uma outra, apenas e tão somente as lições que aprendí e os sentimentos que alimentei a uma verdadeira vida espiritual, tão distante e também tão próxima de meus anseios e desta noite tão apaziguadora que marca a passagem do Mestre Jesus entre nós. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Obrigado Pai Celestial, pelas graças que recebí, recebo e receberei: por estar nesta vida neste momento, por minha saúde, pela comida que me vêem à mesa, pelo abrigo de minha casa, por minha família, meus amigos e todas as demais coisas que me são oferecidas pelo Universo, enquanto houver natais como o que se comemora no dia de hoje. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Que assim seja!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6824637244919449946?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6824637244919449946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/12/oracao-pelo-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6824637244919449946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6824637244919449946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/12/oracao-pelo-natal.html' title='Oração pelo Natal'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6861072010858027569</id><published>2011-11-11T13:42:00.001-02:00</published><updated>2011-11-13T11:53:13.017-02:00</updated><title type='text'>11/11/11</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Será que o dia de hoje pode ser considerado uma data especial, capaz de trazer grandes transformações à vida das pessoas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O número trás consigo o seu impacto: 11/11/11, abrindo nossa intuição para nos alinharmos diretamente às forças cósmicas ou telúricas, na esperança de que as energias que circulam tragam, por si só, mudanças significativas em nossa vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Queremos receber bons presságios, adquirirmos meios para fazermos algo novo, afastando a negatividade, para que possamos fazer as pazes com a sorte, ou, ainda, fazermos jus a uma condição de ficarmos imunes ao mau agouro. E não queremos que elas signifiquem maus presságios, a exemplo do que ocorreu no ataque às Torres Gêmeas ou no tsunami ocorrido no Japão, ou, ainda, o que ocorreu na região serrana do Rio durante este ano. Todos esses acontecimentos ocorram num dia onze. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pensando nisso também me pergunto se esse não é o mesmo comportamento registrado a cada primeiro dia do ano? Para recebê-lo usamos roupas íntimas novas e segundo a cor do ano, pulamos num pé só ou em&amp;nbsp;ondas, jogamos sal e tantas outras crendices e superstições que visam trazer a nós os bons fluidos e despertar novos potencias em nós, sem que façamos nada, senão esperarmos por um milagre, trazido por esses bons ventos. Ainda mais quando essas comemorações coincidem com uma sexta-feira, reforçando nossa imaginação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns acreditam que o número onze, repetido três vezes, sugira a abertura de um portal energético sobre a terra, trazendo renovação para a humanidade. Outros, nesta data, prenúncio de mau agouro. De fato, na numerologia, o número um está associado à criatividade e a confiança em si e, quando adverso, desperta o bloqueio, a frustração, o mal e está associado ao vício. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, acima de tudo isso me pergunto se as influências externas são capazes, por si só, de provocar mudanças em nossas vidas? Não recebemos nada de graça. Acredito que só haja matéria porque essa é alimentada por energias mais sutis. E essas possam nos inspirar boas ou más influências. Porém somos dotados de livre-arbítrio para determinarmos o curso e a qualidade de nossas vidas. São nossas atitudes que determinam o nosso destino. São nossas atitudes que nos levam a vibrar nessa ou naquela energia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por mais favoráveis ou adversas que sejam essas forças, somos o fiel da balança. São nossas forças internas que se identificam ou não com as forças que vêm a nós. Somos nós que abrimos ou fechamos as portas. É do nosso esforço que dependem as mudanças, trabalhando regularmente essa transformação que almejamos, até chegarmos a transcender nossos obstáculos. É nosso fogo interior, a garra, a determinação e o enfrentamento de medos, angústias, inseguranças, aliada ao firmo propósito de levar nossa vida para onde desejamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seria muito fácil, a cada início de ano, colocar uma peça íntima nova, na cor do ano e simplesmente esperar que as coisas aconteçam conforme o rumo desejado. Seria muito fácil acreditar que acendendo uma vela ou fazendo uma oração entrássemos em um novo portal e, por sermos bonzinhos e bem-intencionados, ganhássemos, por acréscimo, o reino dos céus. O que vale é nossa intenção e aquilo que, com esforço, fizermos para mudar nossas vidas. É preciso caminhar com nossos pés até chegarmos ao destino traçado. Antes ou depois de uma data cujos números se repitam, como é esse 11/11/11. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A você, que me lê uma boa caminhada. E que os portais se abram, não porque seja uma dádiva, mas porque queremos aprimorar nossa existência, ver um mundo mais justo, fraterno e amoroso. Para isso não precisamos de milagres e sim de verdadeira perseverança, aliada à pura retro-intenção e o desejo altruísta de somar, aliar e integrar. O resto, bem o resto se faz por acréscimo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6861072010858027569?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6861072010858027569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/11/111111.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6861072010858027569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6861072010858027569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/11/111111.html' title='11/11/11'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-2069995659309234501</id><published>2011-11-04T10:26:00.000-02:00</published><updated>2011-11-06T09:19:25.814-02:00</updated><title type='text'>Mudanças</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;A partir desta semana este blog passa a circular contendo um novo visual. O motivo? O blogger está introduzindo inovações em seu sistema operacional que incluem novos formatos e novos modelos. Para explicar tais mudanças, um designer da Empresa gravou um vídeo, evidenciando as novidades introduzidas no sistema de funcionamento do provedor do blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Entre elas a modificação de botões, substituídos por outros, contendo ícones, o sistema de visualização da página, destinada ao gestor, permitindo novos atalhos e novos recursos. Um novo &lt;i&gt;lay out&lt;/i&gt;, também destinado aos gestores do Blog, permite a livre escolha das disposições de artigos, gadges, assim como a posição de botões que mostram a listagem de seguidores, links para arquivos mais antigos e perfil do autor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Naturalmente as antigas funcionalidades do sistema deverão ser desaquecidas, incluindo o design antigo. Daí a necessidade de mudanças no visual desta página digital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Muitas vezes as mudanças trazem desconfortos, principalmente para aqueles mais conservadores, que odeiam sair do já estabelecido. Suas resistências não só abrangem modelos e formas, mas, principalmente, estruturas internas que conformam a sua personalidade. São levadas pelo medo de sucumbirem, em meio a uma incursão por caminhos desconhecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Nem sempre é fácil permitir-se mudar e, de cara, rejeitam todo e qualquer desafio que implique em abrir suas defesas e se tornar vulnerável às mudanças que possam arranhar sua imagem frente a si e aos demais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Abrir-se ao desconhecido é, antes de tudo, aceitar-se e alimentar amor por si mesmo, pois é no caminhar que descobrimos novas possibilidades e não ao findar de um percurso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A grande maioria dos seres humanos utiliza cerca de 98% de sua capacidade mental, através do neo-cortex cerebral, isso é, através da razão, para dissecar o que vêem, sem se deixar levar pela intuição e por sua criatividade, que lhes permitem uma visão holística do que enfrentam em busca&amp;nbsp;de&amp;nbsp;novas descobertas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Permitir-se lançar-se ao novo, assim como as mudanças no visual deste Blog, é buscar uma nova dimensão de vida. Gostar da novidade é o primeiro passo para uma transformação interior. Afinal, ao fazer algo manualmente, como apertar botões, também enseja fazer de si um ser novo, renovado a cada dia e a caminho de seu próprio desenvolvimento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-2069995659309234501?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/2069995659309234501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/11/mudancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2069995659309234501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2069995659309234501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/11/mudancas.html' title='Mudanças'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3189764880441493188</id><published>2011-10-26T22:03:00.000-02:00</published><updated>2011-11-05T11:52:16.525-02:00</updated><title type='text'>INFORMAR OU PENSAR?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;O termo “&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sociedade da Informação&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”começou a ser empregado, em larga escala, a partir das últimas três décadas do século passado. Havia uma&amp;nbsp;expectativa de se converter em importante ferramenta para o aperfeiçoamento de processos de comunicação e de evolução do conhecimento. &lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; color: black;"&gt;Esse termo também passou a designar a &lt;em&gt;Sociedade do Conhecimento&lt;/em&gt;, tendo em vista emergência de um novo termo: a globalizaçâo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;Questões semânticas à parte, pode-se dizer que a &lt;/span&gt;“Sociedade da Informação”, como o próprio nome sugere, passou a reservar à informação &lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;um papel fundamental na produção de riqueza, contribuindo, assim, para o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos. A sua eficácia, no entanto, passou a depender da condição de os indivíduos envolvidos saberem ler e interpretar textos, efetuar cálculos matemáticos, ainda que simples, o que gerou a necessidade da formação de profissionais e sua qualificação, incluindo o aumento considerável de indivíduos nos ambientes acadêmicos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mal chegamos à primeira década deste século e já podemos notar o lado draconiano desse processo. Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia teve o resultado de seus estudos publicados na edição do dia 16 de outubro do corrente ano, no jornal New York Times, a partir do qual constata que ter informações tornou-se mais importante do que pensar, e, assim, estaríamos ingressando numa era pós-idéias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;Segundo ele, o grande volume de informaçôes, divulgadas através dos meios de comunicação, foi aliada à tendência de os usuários estarem perdendo &lt;/span&gt;a distinção entre ficção e realidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Thomaz Wood Jr., autor da postagem, descreve o relatório do autor: “Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante: vivemos em uma sociedade vazia de grandes idéias, leiam-se, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. De fato, é paradoxal verificar que nossa era, com seus gigantescos aparatos de pesquisa e desenvolvimento, o acesso facilitado às informações, os recursos maciços investidos em inovação e centenas de publicações científicas, não seja capaz de gerar idéias revolucionárias, como aquelas desenvolvidas em outros tempos por Einstein, Freud e Marx”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao ler tal consideração, interpreto esse fato segundo o que diz a linguagem popular: que a vaca foi para o brejo. Há uma longa distância entre intenção e concretização do que fora estabelecido. Para o autor, a carência por boas idéias se deve ao fato de vivemos em um mundo no qual idéias que não podem ser rapidamente transformadas em negócios e lucros são relegadas às margens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O autor reconhece o declínio de ideais iluministas, onde há a troca de modos avançados de pensamento por modos primitivos. Esse modelo afasta as universidades do mundo real, valoriza o trabalho hiper-especializado, em detrimento da ousadia. E, também, critica o culto da mídia por pseudo-especialistas, que defendem idéias pretensamente impactantes, porém inócuas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;Para &lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat; color: black;"&gt;Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, o excesso de informações estaria debilitando nossas idéias, uma vez que elas, antes, eram coletadas para construir conhecimento, para compreendermos o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Graças à internet, o volume de informações disponibilizadas por qualquer fonte, em qualquer parte deste planeta, já não mais permite isso. Temos acesso a tantas informações que não temos tempo para processá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim o seu uso se torna meramente instrumental: nós as usamos para nos manter à tona, para preencher nossas reuniões profissionais e nossas relações pessoais. Estamos substituindo as antigas conversas, com seu encadeamento de idéias e sua construção de sentidos, por simples trocas de informações. Saber, ou possuir informação, tornou-se mais importante do que conhecer; mais importante porque tem mais valor, porque nos mantêm à tona, conectados em nossas infinitas redes de pseudo-relações. As redes substituem raciocínios lógicos e argumentos por fragmentos de comunicação e opiniões descompromissadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O autor diz que o excesso de informações virtuais nivela comportamentos tanto do mundo virtual como do mundo real: colhe-se e distribui-se informações sem vontade ou tempo para analisá-las. Captam e reproduzem informações como máquinas, cheias de imagens e frases curtas, signos cheios de significado e vazios de sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para Gabler essa ausência de análise corrobora para a desvalorização das idéias, dos pensadores e da ciência, uma vez que tendemos a aumentar o volume de informações mas há o paralelo perigo de não haver mais ninguém para pensar a respeito delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E, sobre todo esse contexto analisado por Gabler, de suma importância para definir atuais e futuros comportamentos, também acrescento o fato de um grupo de formadores de opinião brasileiros lançarem as bases para eliminação, no processo de aprendizado escolar, da escrita a próprio punho, já que a digitação substitui, por sua rapidez, os apontamentos manuscritos. Sabemos o valor de um manuscrito para a formação e definição dos perfis psicológicos de educandos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E, por último, duas tendências, observadas por mim, em relação aos textos que circulam pelas redes sociais: o poder de síntese, para desobrigar usuários a gastarem muito tempo em leitura de textos longos, aliados à redação de textos mediante abreviaturas, contendo erros de português e cheios de estrangerismos. Acrescento que tais vícios levam à preguiça mental e o esforço limitado para análises. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tenho reparado que artigos mais extensos, de minha autoria, postados neste blog, geram pouco interesse ou nem sequer são lidos, a par do esforço de fazer pesquisas, buscar lançar idéias que propiciam a discussão, tornar esse espaço mais atrativo à visitação. Em conversa com alguns leitores, eles me sugerem: faça textos mais enxutos, mais fáceis de serem lidos, que não façam o leitor “perder tempo””. E eu tenho respondido: “para isso existe o twitter”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span lang="PT" style="background-attachment: scroll; background-image: none; background-position: 0% 0%; background-repeat: repeat repeat;"&gt;Gabler tem razão ao afirmar que &lt;/span&gt;colocamos a informação acima do conhecimento, mas eu acrescento ainda: informação concisa, clara, que não dê muito trabalho para o leitor pensar e que o livre da obrigação de gerar conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pois, afinal, neste contexto, descrito por Gabler, vale mais gerar informação que mantenha o poder e ascendência do que propiciar a reflexão e o surgimento de novas idéias. Estamos substituindo as antigas conversas, com seu encadeamento de idéias e a sua construção de sentidos, por simples trocas de informações. Talvez seja por isso que o twitter tenha se convertido em redundante sucesso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E se, por acaso, algum dia inventarmos uma engenhoca que leia pensamentos, para encurtar o trabalho de digitação, talvez não achemos o conteúdo gerador do grande volume de informações despejados na internet, simplesmente porque esquecemos de gerar idéias, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. Aí então poderemos lembrar o maior comunicador que já passou por este País, ao dizer “quem não comunica se trumbica”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 18pt; margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 18pt; margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 18pt; margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3189764880441493188?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3189764880441493188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/10/informar-ou-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3189764880441493188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3189764880441493188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/10/informar-ou-pensar.html' title='INFORMAR OU PENSAR?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-100678327363315493</id><published>2011-10-11T16:25:00.001-03:00</published><updated>2011-11-05T11:57:39.162-02:00</updated><title type='text'>O Homem que olhava para o Céu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 18px; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Quando olho para trás,&amp;nbsp;examinando o meu passado, identifico pessoas que &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 18px; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;de há muito me acompanham em minha jornada existencial. Dentre esses destaco um querido amigo que desde a minha juventude me acompanha&amp;nbsp;neste caminhar.&amp;nbsp;São quase cinqüenta anos de convívio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 18px; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dele eu lembro uma frase célebre: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O autoconhecimento é o primeiro passo para a melhora&lt;/i&gt;”. &amp;nbsp;E elevo minhas preces aos céus para agradecer por tão longa amizade. E, enquanto faço&amp;nbsp;isso, também me lembro de&amp;nbsp;outra constante presença em minha vida, não física, porém presença sentida, de um grande Mestre Ascensionado, que ilumina meu caminho e me ensina muito sobre a arte do autoconhecimento e da transformação interior. Ambos ajudam-me a completar o sentimento que alimento em relação aos verdadeiros amigos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp;Mestre&amp;nbsp;é&amp;nbsp;autor dessa parábola que passo a retratar a seguir:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Shidoshi era um grande homem, que peregrinava pela terra, carregando consigo o seu saber e também a sua vontade de sentir a vida. Não tinha uma idéia exata de quem era, mas tinha a certeza de que, se continuasse a questionar e também buscar respostas, chegaria a ter uma certeza maior sobre sua pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Certo dia, ao viver um momento de profunda tensão, Shidoshi parou para contemplar o céu, fitando as estrelas, que brilhavam naquela noite muito bela. Questionador aproveitou aquele momento para fazer uma constatação: “O fato é que eu as vejo, mas também é fato que elas não me enxergam”. E assim ele incluía mais um enigma em sua vida. Buscou a ajuda de um cientista renomado, mas se surpreendeu com a resposta às suas indagações: “como podes, pobre homem, questionar-me algo tão infame?” “Não vês que seu tamanho é deveras inferior ao das estrelas e, por isso, você as vê e também é por isso que elas não o enxergam? &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Shidoshi não ficara satisfeito com aquela resposta e resolvera continuar a sua busca. Dessa vez deparou-se com um nobre guerreiro e lhe fizera o mesmo questionamento. Esse lhe respondera: porque, para as estrelas, o que vale é o coletivo de todos aqueles que hoje estão no Planeta Terra. “As estrelas não lhe vêem Shidoshi, como um único homem, porque elas entendem de grandes dunas, como se você fosse apenas um grão de areia”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ele começava a se conformar com aquela resposta, dizendo a si mesmo: “enxergo as estrelas, mesmo que numerosas, porque elas são maiores do que eu, e, eu, portanto, sou muito inferior a elas. Elas me vêem, na imensidão do universo, como um pequeno grão de areia, que habita a dimensão do planeta terra. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas ele se apercebera que acabara de validar&amp;nbsp;as impressões&amp;nbsp;oferecidas pelo cientista e pelo sábio homem, sem, contudo, procurar os seus verdadeiros sentimentos. Então, tornou a fitar o céu estrelado, até que&amp;nbsp;chegou a&amp;nbsp;tamanha familiaridade&amp;nbsp;com elas, que as estrelas mais se pareciam irmãs ou primas do que propriamente estrelas distantes no firmamento. E, ao fitar os céus, também percebeu o movimento das estrelas cadentes. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E entendeu que aqueles movimentos simbolizavam uma resposta das estrelas às suas indagações. Percebeu que as estrelas brilham porque amam, brilham feito elas. Quanto mais amam, mais brilham. Quanto mais sabem que amam, mais são vistas e quanto mais vistas mais amigas e irmãs se tornam, e quanto mais amigas e irmãs possuem, mais belas tornam-se às dunas da evolução, e quanto mais belas, mais vistas, diante das verdades dos céus, mais belas se tornam às verdades da terra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Mestre conclui sua estória dizendo que aquele que quer enxerga as estrelas, assim como também crê que elas assim o enxergam. Esse é o poder da integração, que se expande e se estende para além de um único grão. Isso faz com que cada um compreenda a sua dimensão diante do universo. “Você é o que acredita ser, tens o tamanho do que sentes, pertences ao universo quando pensas grande, mas&amp;nbsp; és um grão de areia quando nada sentes. Da próxima vez que você ver estrelas cadentes no&amp;nbsp; céu, cumprimente-as pois são suas primas do céu dizendo: Eu vi você!”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Minhas digressões servem&amp;nbsp;para exortar o valor das amizades em nossas vidas. Nada somos, sem elas. Rendo aqui minhas homenagens a todos os que&amp;nbsp;convivem ou passaram&amp;nbsp;por minha vida, como verdadeiros amigos, do qual torno Alfred uma das referências para os que vieram depois. Alguns já se foram, outros seguiram seus próprios destinos,&amp;nbsp;outros ainda continuam a sua trajetória próximos a mim. Com meus amigos não me sinto um grão de areia. Sou um espelho que reflete a luz dos demais, estreitando os laços entre a grandeza do cosmos e a singeleza de um grande-pequeno grão de areia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-100678327363315493?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/100678327363315493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/10/o-homem-que-olhava-para-o-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/100678327363315493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/100678327363315493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/10/o-homem-que-olhava-para-o-ceu.html' title='O Homem que olhava para o Céu'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-1546161778194118141</id><published>2011-05-23T20:11:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T00:18:18.248-03:00</updated><title type='text'>Doação</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Ao examinarmos a vida dos grandes místicos, como João da Cruz, Eckhart, Agostinho, Milarepa, Patanjali, Rumi, Teilhard de Chardin, Simone Weil, Maomé, Krishna e tantos outros, temos a sensação de que estamos a anos luz de atingirmos seus estados de consciência elevados. Muito embora sejamos considerados um povo essencialmente místico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Quando nos encontramos em situação de perigo, quando somos acometidos de alguma enfermidade, quando perdemos o controle de alguma situação, quando sentimos medo, quando queremos controlar a nossa ira, quando recebemos alguma coisa adversa, não esperada, lançamos mão de orações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Brasileiro ora para seu time ganhar o campeonato, tirar boas notas nas avaliações escolares, passar em concursos, arranjar bons casamentos, livrar-se das dívidas, ganhar em jogos de azar, resguardar segredos, desvendar mistérios, achar objetos, manter o emprego, sair do desemprego, voltar a ter esperanças, transformar sonhos em realidade. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;São todas formas espontâneas de manifestar a fé em um poder superior, capaz de aplacar nossas angústias, dar coragem e satisfazer nossas mais estranhas aspirações, que estão à margem de dogmas e doutrinas disciplinadoras. Uma boa caminhada sempre depende do primeiro passo e sempre nos conduz a uma estrada que nos faz passar por lugares desconhecidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Grandes místicos ou simples transeuntes, nas estradas da vida, se lhes fossem perguntado se gostariam de passar pelo que têm que passar, certamente abdicariam de suas viagens, principalmente aquelas que incluem dor e sofrimento. Mas esse preço sempre nos leva a nos despojarmos de tudo aquilo que não é essencial ao cumprimento de nosso destino. “E é morrendo que se vive para vida eterna”, como diz o final da oração de São Francisco. Essa frase não se refere especificamente à morte física, mas a superação de estados de consciência rudimentares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Tenho ouvido, seguidamente, amigos me dizerem que ainda se consideram muito longe de onde querem chegar, classificando a sua condição existencial como primitiva em relação aos seres considerados mais evoluídos. Sempre acreditei que o melhor não é o ser humano esquecer do estágio em que se encontra e levantar a cabeça para identificar o ponto de chegada. Ao contrário.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Devemos sempre procurar conhecer os erros e nosso ego, nossas teimosias em nos fixarmos em não valores que nos impedem de servir de instrumentos para um Pai maior e para uma verdade também maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Um Mestre Ascencionado enfatiza, em a sua ensinança, que o que nos detém no caminho são nossos erros. Segundo Ele, Deus em sua infinita bondade, verdade e profundidade, poderia vir a terra e ensinar seus filhos a não cometerem erros. Mas estaria pecando em uma verdade original, pois o correto acerto vem da vontade de acertar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Somos parte de um universo sagrado e, assim, devemos seguir caminhando, doando-nos verdadeiramente com aquilo que temos de melhor. Devemos caminhar não na direção do oculto, mas sim na direção do sagrado. Através desta caminhada, compreendemos que nosso desenvolvimento depende de nossas relações com os demais. Todos, segundo o Mestre, aprendemos com todos. Algum dia chegaremos a compreender que todos partimos do mesmo ponto e para este ponto retornaremos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;O Mestre lembra que, perante o Universo, somos pequenos, legítimos, necessários e sagrados grãos de areia, que fazem toda a diferença quando se comprometem uns com os outros. Para explicar melhor a sua exposição, ele conta uma parábola a qual chamou de “O gigantesco passo do pequeno”. Conta o Mestre:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Certa vez, um nobre peregrino desejava conhecer a sua história e o seu destino. Então chegara a seu pai, um nobre samurai e lhe dissera: “meu pai, sinto que chegou a hora de partir em busca de mim mesmo. Mas preciso de auxílio para isso". Seu bondoso e sábio pai lhe respondera: - filho, se sentes que essa é sua hora, então o faça. Auxiliarei em teus passos. Poderás retornar aqui sete vezes, quando necessitares esclarecer alguma&amp;nbsp; dúvida.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;O pequeno peregrino entendera o recado de seu pai. Fora ao seu quarto, pegara seus pertences e depositara tudo em um saco, colocando-o em suas costas. Escolhera um cajado e se preparava para partir em sua missão. Mas eis que surge a primeira dúvida: para onde seguir? Por onde começar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Joshua, esse era o seu nome, chegara a seu pai e lhe fizera o seu primeiro questionamento: "Pai! Quero evoluir, descobrir-me, em meu sagrado universo, mas não sei por onde começar." Seu pai lhe respondeu: &amp;nbsp;- o primeiro passo é descobrir a vontade, para decidir onde vais. Joshua obedecera a seu pai, decidindo caminhar para o Norte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Depois de iniciar a sua caminhada, surge uma segunda dúvida: não sabia, Joshua, apesar de sua vontade apontar-lhe a direção Norte, se sua decisão estaria correta. Mais uma vez decidira retornar ao Pai para lhe pedir uma orientação: "Pai! Segui minha vontade, mas preciso ter certeza se ela é certa". Em resposta, ouviu de seu pai:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;- &amp;nbsp;Depois da vontade, o segundo passo é descobrir a verdade. A verdade, filho, é algo que se procura, deixando-se ser achado. Joshua escutou claramente as palavras de seu pai, seguindo de novo rumo ao Norte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Mas ele começou a ouvir o seu coração e mais uma dúvida começou a incomodar-lhe. Apesar da longa distância já percorrida, Joshua retornara ao seu pai para a terceira visita:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;- Pai, escolhi o caminho pela vontade, permaneci nele pela verdade, mas agora necessito da ação. Como faço? Onde a encontro? O que fazer? Seu pai lhe respondeu: - Filho,&amp;nbsp;dei-te a resposta quando te disse como encontrarias a verdade. Qual foi?&amp;nbsp; A verdade se procura deixando-se ser encontrado.&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;Joshua escutara com atenção e seguira rumo a um novo passo. O que encontraria se permitisse ser achado? Encontraria algo denominado de “missão”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Com isso o Mestre quis dizer que o ser humano não escolhe suas missões. Mas são escolhidos por ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Joshua agora partira para encontrar a sua missão. E, para tanto, teria de deixar-se ser achado por ela. E assim seguiu em sua caminhada até que ouvira um ancião, à beira do caminho, lhe chamar: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;- Jovem! Podes ajudar-me? E Joshua, compreendendo que sua missão lhe chamaria de pronto, respondera que sim. O que posso fazer para ajudá-lo? E o velho lhe respondera: “cure a minha perna, pois, com o passar do tempo, ela me tirou as forças para andar”.&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Mas Joshua começara a ter mais uma dúvida: teria capacidade para curar a enfermidade do ancião? Mesmo assim começara a tratar daquela perna, para saber se tinha ou não aquele dom.&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Alguns dias se passaram. A perna daquele ancião não melhorava. Então, Joshua tivera a quarta dúvida: “como seguir no caminho que me procurara, se não conseguia dar a resposta certa a esse chamado. E, assim, retornara pela quarta vez a seu pai:&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;- Pai! Disse-me que a minha missão bateria à minha porta e, de fato, aconteceu: um ancião pediu-me que curasse sua perna. Isso eu não soube fazer. O que está errado? O que deveria ter feito? O que preciso fazer para resolver esta situação? Seu pai lhe respondera com um novo questionamento:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: #4f81bd; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Filho! Tentaste cumprir com teu propósito ao ter a tua missão te encontrado, ou tentaste cumprir com o propósito do ancião? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Joshua, um pouco atordoado, respondera ao seu pai que tentara fazer a sua parte da melhor forma, mas que isso não resultara na cura da perna daquele ancião.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4f81bd;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Então, seu pai lhe dera a quarta resposta: "propósito! Busca um propósito!"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Então Joshua retornou ao ancião: "Senhor, o que queres mesmo que eu lhe faça? Qual é mesmo o seu propósito, estando sentado neste chão?" O ancião lhe respondera de pronto: "sair deste lugar, filho, sair deste lugar. Mas essa perna me impede."&amp;nbsp; Então Joshua decidiu ajudar o ancião a cumprir com o seu propósito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Sabia que era forte, que era valente, que tinha preparo. O que faria então? Carregar o ancião, em seus braços. Levá-lo até um curandeiro, que logo adiante estaria à espera. Lá chegando, recebera um jarro d'água e um pedaço de pão.&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;E, então, Joshua tivera seu quinto questionamento. Seria o jarro d’água e o pão uma resposta ou uma recompensa do universo para aquela sua boa ação? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Voltara rapidamente ao seu pai para fazer-lhe a quinta visita e a quinta pergunta: Pai! Carreguei o ancião em meus braços. Fiz a minha vontade e também uni a vontade de meu coração com o propósito daquele velho ancião. Não pude curar sua perna, mas encontrei alguém, no caminho, que me encontrou; alguém, pai, que poderia curar-lhe a perna. Ganhei um jarro d'água e um farto pedaço de pão. Essa é a recompensa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;E seu pai lhe perguntou: filho, essa é a recompensa do universo pelo seu feito, ou a forma de o universo lhe dizer que precisas te manter forte para continuares a carregar? Ao que Joshua, confuso, perguntou: como saberei isso? E assim surgiu sua quinta lição: doação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Então, de posse de mais um ensinamento, voltara àquele lugar, agradecendo ao curandeiro e seguindo adiante. Um pouco mais à frente encontrara uma nobre dama, com dois filhos e um cesto repleto de sementes. Sem vacilar, dirigiu-se à tal dama e lhe perguntara se precisava de alguma ajuda. A dama prontamente dissera: - sim, cavalheiro, é claro que quero sua ajuda. Necessito carregar este cesto de sementes até o outro lado daquela montanha. Joshua, em silêncio, pegara as sementes, colocara-as em sua cabeça e seguira montanha acima, montanha abaixo, até o lugar apontado por aquela nobre dama. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Mas, ao deixar as sementes, Joshua sentira-se estranho. Um cansaço muito diferente abateu suas forças e o seu coração. Joshua não se sentia em paz. Mas também não tinha certeza se, de fato, gostaria de continuar sua viagem. Então,&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;/span&gt;retornara ao caminho tenso e surpreso, sentindo uma má sensação corporal e emocional. Decidira retornar de imediato ao pai, usando de suas últimas forças para isso. Fizera a sua sexta visita ao seu pai.&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Antes mesmo de fazer sua pergunta, o pai indagou: "andaste um bocado fora de teu caminho, não foi?"&amp;nbsp; E o filho, surpreso, perguntou: - pai, como sabes que andei montanha afora, longe de meu caminho? E o sábio pai lhe respondeu: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;- Porque, filho, somente se cansa, na caminhada da evolução, aqueles que perdem seu rumo. Então me ouça com atenção. Essa nobre dama o impediu de carregar suas sementes? Não. Recusaste um propósito alheio? Não. Usaste de tua vontade própria? Sim. Então eis a tua sexta lição: o livre arbítrio. Procuraste ou foste procurado? Procuraste. Foste ou não desviado de seu caminho? Sim. Entendeste que poderias fazer uso de teu livre arbítrio? Sim, mas isso poderia te gerar muito cansaço, uma lei secundária a essa estagnação ou atraso, porque, no universo, tudo está alinhado de forma perfeita e, nesta vida, tudo está contado no sagrado relógio do tempo e do espaço. O uso do livre-arbítrio, assim como o conhecimento de nossos propósitos, pode, por vezes, ser sábio. Mas outras vezes pode significar esforços cansativos. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;E, então, munido de tal resposta, Joshua retornara ao seu caminho e o seguira com maior retidão. Sabia que poderia ajudar a muitos, carregar poucos, curar alguns, cantar, se divertir, casar, ter filhos, envelhecer. E eis que surge uma nova dúvida: antes de deixar esta vida, como ensinar aqueles por quem deveria passar a nobre forma de evoluir? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Então, retornara ao seu pai pela sétima vez: como passar adiante as sete leis ou missões, a forma certa de evoluir? Então o pai respondeu: - filho livra-te de tudo aquilo que diz respeito a um propósito cego. Procura te nutrir de tudo aquilo que diz respeito a uma missão, porque o propósito cego é aquele baseado em uma vontade sem conhecimento e sem experiência. Mas a vontade munida de verdade e de experiência pode contrariar o destino, posto que contraria a sagrada lei da doação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Então respondera ao seu filho: despoja-te de tudo aquilo que diz respeito à vaidade e encontrarás a fórmula certa para seguir com tua missão de evoluir. E, então Joshua fechara os olhos e fizera a sua passagem sentindo-se certo, sereno e seguro de que havia aprendido finalmente a evoluir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Com essa estória, o Mestre quis lembrar que o destino coloca sempre o ser humano no lugar certo, na hora certa, no tempo exato. Os propósitos, a vontade de alcançar conhecimento, missão ou doação são as verdades que podem levá-lo ao correto caminho, à correta caminhada ou ao correto passo. Nesse sentido, lembra que Deus foi perfeito na sua forma de trabalhar a evolução. Porque colocou que o propósito da missão não é feito por ciclos, mas, sim, pelo caminho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Nesse sentido, indaga: se perguntassem a Jesus, antes de sua vida pública, se gostaria de ser filho do Grande Senhor e ter de servir de exemplo, acham que Ele diria sim? E a Chico Xavier se gostaria de movimentar, ajudar e curar massas, deixando de lado todos e quaisquer prazeres da vida terrena? Acham que ele diria que sim? Certamente não. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Mas eles foram exemplos de seres humildes, que enfrentaram um propósito, não para si mesmos &amp;nbsp;e, sim, para outros e fizeram o que lhes estavam sendo solicitados. A Espiritualidade acontece quando crescemos, evoluímos e nos desenvolvemos através de um princípio único chamado de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;doação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;O Mestre considera mágico um ser humano agir pela vontade de escolher um bom caminho, seguir alimentado por sua sede e, nessa caminhada, achar um rio que alimenta a muitos com seus peixes, com suas plantas, com suas verdades e com seus valores, tudo isso sem saber ao início, que poderia fazer isso. Achar-se um curador, caminhar como um carregador e terminar seus dias como um bom pai, um bom filho, um bom cônjuge, um bom amigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Ele lembra que somos um pouco como Joshua, que, por um instante, um momento, sente-se perdido, cansado ou em dúvidas. Não é errado não saber para onde ir, para onde seguir, o que fazer. Mas é sempre certo doar-se, dando o melhor de si mesmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;O Mestre pergunta: “pensam que grandes físicos, químicos ou matemáticos já sabiam, desde o berço, que seriam aqueles que muito contribuiriam para a humanidade? Não”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Não seria cada um de nós, seres humanos, verdadeiro grão de areia, vistos pelo Grande Arquiteto do Universo? Cada um de nós, carregando suas verdades, cumpre com seus propósitos. Mas, assim como Joshua, acaba encontrando pelo caminho o propósito de outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Nesse sentido, o Mestre compara a nossa missão com a de uma flor, que deseja sair e mostrar-se a uma bela jovem, mas não pode se locomover. Deus estaria sendo injusto com esta flor? Estaria lhe dando vontade própria e um propósito também próprio, de entregar-se a alguém, &amp;nbsp;não lhe dado condição para mover-se. Então Ele pergunta: o que ela faz? Ele responde: cumpre com seu propósito. E qual é esse propósito? Deixa-se ser achada. Por quem? Por quem estiver pelo caminho, que tanto pode ser um pássaro, uma abelha, um ser humano. E ela seguirá com seu propósito, quando tiver por propósito a doação, não é mesmo? Trabalhar por si mesmo não constitui um propósito, porque não envolve doação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Ele explica que não há caminho se ficarmos sentados, de olhos fechados, dizendo: ”me achem, eu não farei nada, me achem”. Cumprir com um propósito necessariamente deve ser com doação. A doação deve partir de uma retidão. Como Joshua, que recebeu um jarro d'água e um pedaço de pão, como forma de o Universo contribuir com sua verdade. Isso não é doação.Significa que plantar não é obrigatório, mas a colheita sim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;Para iniciar a sua jornada, é só seguir rumo ao norte, rumo às sete verdades do caminho. Quais são elas? Vontade, verdade, deixar-se ser achado, missão, propósito, doação e retidão.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-1546161778194118141?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/1546161778194118141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/05/doa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1546161778194118141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1546161778194118141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/05/doa.html' title='Doação'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3316250228004664947</id><published>2011-04-14T23:07:00.008-03:00</published><updated>2011-04-30T17:24:48.673-03:00</updated><title type='text'>O caminho certo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Nem sempre é fácil usarmos sabiamente o livre-arbítrio para alcançarmos uma dimensão mais ampliada de nós mesmos. Muitas vezes utilizamos falsas premissas para buscarmos o equilíbrio e a consciência que nos levem a uma relação mais harmônica com a natura, com as pessoas, com a possibilidade de transformar a nossa vida para podermos viver mais no amor, na paz e na harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um querido Mestre Ascensionado conta a seguinte história, que reflete nossos enganos diante das escolhas que fazemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- Uma jovem era devota de São Francisco. Todo o dia, antes de iniciar suas tarefas, parava em frente ao seu altar, acendia sua vela e rezava fervorosamente ao seu protetor. Era tão devota que não começava nada, em seu dia, sem antes cumprir com seu ritual sagrado de orações. Certa vez, em um dia nublado e ventoso, seguia com seu ritual quando ventos fortes invadiram o recinto e apagaram a chama de sua vela. Tantas vezes ela acendera novamente a chama quanto os ventos apagavam o fogo que ardia.&amp;nbsp; Até que ela sentiu-se vencida pelo vento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pensando sobre as tentativas frustradas, concluiu que São Francisco poderia estar lhe dizendo que, naquela manhã, não desejava o seu rito de orações. Ela tratou de consolar-se, afirmando a si mesma ter feito a sua parte, mas fora impedida pelo que considerava um aviso para não seguir em frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Na verdade, o vento cumprira com o seu papel. Posto que não possui célebro, nem pensamento, fizera o que tinha que fazer: simplesmente soprar. Embora munida de três inteligências (espiritual, emocional e racional), teria que ter feito a leitura correta da situação. Teria de ter fechado as janelas ou simplesmente prosseguido com suas orações, em frente ao altar, sem a necessidade de usar a vela. Assim teria cumprido sua tarefa diária com devoção e desprendimento. A partir desse dia a devota passou a sentir a sua fé abalada, porque passou a achar que seria São Francisco quem deveria resolver aquela questão para ela.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Quantas vezes, diante de uma dificuldade não examinamos adequadamente a situação e acabamos por tomar decisões precipitadas, afoitas, com base em falsos juízos ou com base no exame parcial da situação e, depois, buscamos justificativas para aplacar a nossa consciência, dizendo que a nossa parte havia sido cumprida. E, em ato contínuo, pedir a um ser de luz que resolva um problema que o seu fraco comprometimento e a sua visão distorcida lhes conduziram à inércia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Quantas vezes nos dispomos a realizar um trabalho, impulsionados por nossas intenções, porém alicerçado em pouca perseverança e determinação, em pouca disposição para assumir responsabilidades e em pouca renuncia à nossa persona. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Muitas vezes, oramos erroneamente a Seres de Luz para agradá-los, quando o certo é seguir em direção à evolução a partir de nossas próprias escolhas. Trabalhar para a formação de uma consciência holística não implica somente em viver paixões e prazeres pessoais, mas assumir compromissos e comprometimentos. No caso da jovem, antes de pedir a São Francisco que corrija o seu erro, deveria trabalhar para alterar o seu estado de consciência. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Quantas vezes ficamos à espera de uma ajuda “superior”, à espera do milagre, para resolver nossos problemas, sem fazermos adequadamente a nossa parte. Quantas vezes pedimos aos seres de luz que nos atendam em nossas súplicas, sem atentar para o fato de que as escolhas são nossas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Certamente nem São Francisco nem quaisquer outros seres de luz se negarão a fazer a sua parte. Mas não lhes cabe ficar julgando quem pode ter mais ou menos merecimento. Todos os seus fiéis seguidores formam uma grande irmandade voltada à realização da Obra Divina e todos se encontram em igualdade de condições, não por merecimento, mas segundo o seu grau de doação, partilha, entrega, comunhão. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Em se tratando de São Francisco, todos os seus devotos devem procurar materializar o seu credo de fé: levar amor onde houver ódio, o perdão onde houver ofensa, a união, onde há discórdias, a fé onde há dúvidas, a verdade, onde houver erros, a esperança, onde há desespero, a alegria onde há tristeza, a luz, onde há trevas. Devem mais consolar do que serem consolados, compreender mais do que ser compreendido, amar que ser amado, doar, antes de receber, perdoar para ser perdoado, morrer para chegar à vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Por isso, conforme lembra o Mestre, a verdade de um é a verdade de todos e a verdade de todos deve seguir a verdade de um. Se refletirmos, poderemos perceber que tudo está interligado e que, sozinhos ou isolados, não chegaremos a lugar algum. Todos nós fazemos parte de um contexto. Perda de um, perda de todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Assim como essa jovem, não devemos nos preocupar em realizar ações bonitas e importantes para mostrar ao Universo, para que sejamos, perante Ele, reconhecidos. Não devemos ficar a frente de uma vela, inertes, sem buscarmos nossas respostas certas, tentando, insistentemente acender a chama, para vermos um pouco mais, e, sem muito esforço, dizer que não conseguimos porque o vento a apagou. Isso implica em assumir atitudes que não nos levam a uma condição confortável, de ficar acomodado e fechado aos demais, circunscrito ao seu pequeno mundo, sem olhar para o que acontece à sua volta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Se a busca é espiritual, orar é importante, cantar é importante, conhecer é importante, pedir é importante. Mas isso não é tudo. O mais importante é sentir-se unido aos demais, ser solidário, compassivo, como um verdadeiro guerreiro de luz. São essas atitudes os pilares de construção do Plano Divino, a que estão empenhados seres como São Francisco de Assis. Para os obreiros do Universo, o maior trabalho consiste em dar a assistência, a ajuda, como instrumentos de paz, de amor, de união.A oração de São Francisco reflete tal diretriz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Quem inicia uma caminhada espiritual sabe que não há volta. Não há como negar o que já se conhece de si, das próprias caminhadas e de outros, também. Para os homens adormecidos, uma vida comum, onde nascem, crescem, estudam, trabalham e têm filhos, mas não sabem o que fazem, somente respondem à estímulos. Sequer conhecem seus propósitos, seus inícios para justificarem seus fins. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Mas para aqueles que decidem acordar, dar auxilio, prestar ajuda, ser solidário representa a Páscoa, a partilha, o renascimento em tudo e em todos. É o alargamento de seus horizontes interiores. Somente chega ao final do caminho quem tiver paciência, inteligência e compaixão. Seres como Francisco trabalham pelos exércitos de luz e não para defesas de egos. Se sua vela da fé se apagar, simplesmente lembre-se de seguir em frente, sem deixar que o vento da dispersão justifique a falta de fidelidade aos compromissos firmados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3316250228004664947?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3316250228004664947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/04/pascoa-e-partilha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3316250228004664947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3316250228004664947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/04/pascoa-e-partilha.html' title='O caminho certo'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6805089225085649480</id><published>2011-03-02T23:59:00.001-03:00</published><updated>2011-11-04T08:59:05.506-02:00</updated><title type='text'>Alquimia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;i&gt;Senhor! Graças por me dar a força e a convicção para completar a tarefa que me foi incumbida. &amp;nbsp;Agradeço por me guiar através da retidão pelos inúmeros obstáculos no meu caminho. E por me manter firme, quando tudo parecia perdido. Pela proteção e pelos muitos sinais pelo caminho. Graças pelo bem que tenha feito e perdão por algum mal. Agradeço pela amiga que fiz. Olhe por ela como tens olhado por mim. Agradeço por permitir meu descanso, afinal. Estou muito cansado. Agora descanso em paz, sabendo que fiz o bem em meu tempo na terra. Eu combati o bom combate. Cheguei ao fim da corrida. Eu mantive a minha fé.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Do filme: O Livro de Eli.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: 17px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: 17px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;Essa oração foi proferida ao final de uma vida, cujo protagonista cumpriu com seus desígnios e, já moribundo, dirigiu-se a Deus para agradecer pelas graças recebidas, encontrando alivio depois de muitas lutas e descanso após enfrentar um caminho cheio de adversidades. É o ser humano artífice, que cria, recria e transforma a sua vida. Uma vida cheia de provas e também de aprendizados, capaz de alternar momentos de intensa fecundidade e prosperidade ao lado de outros marcados por adversidades e desafios.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem sempre conseguimos ultrapassar com facilidade nossas adversidades. Não raro esbarramos em nossas limitações, principalmente quando nos vemos em pleno ciclo de prosperidade e a vida nos coloca, de forma compulsória, obstáculos que nos levam a perder, de forma inexorável, tudo aquilo que havíamos construído com esforço e determinação. E aí começa uma fase de provas e sacrifícios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quantas vezes nos sentimos completamente vencidos em nossas batalhas? Quantas vezes nos sentimos &lt;b&gt;impotentes &lt;/b&gt;para fazermos frente aos obstáculos que surgem em nossos caminhos? Quantas vezes tentamos, incansavelmente, virar o jogo e em vão ficamos retornando à estaca zero? Quantas vezes sentimos perder o nosso livre-arbítrio, nos tornando cativos de um destino adverso que avança sugando nossas forças e roubando nosso entusiasmo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quantas vezes nos sentimos sem forças para levantarmos da lona e reiniciarmos nossa jornada de virada? Quantas vezes nos sentimos absolutamente impotentes e incapacitados de ingressarmos nas camadas mais sutis de nosso ser para lermos os sinais que a própria vida oferece? Quantas vezes deixamos a fé de lado, de acreditarmos em nós para virar o jogo de adversidades que assolam nossas vidas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nossas vidas obedecem a ciclos e muitas vezes estamos tão aferrados a uma etapa, apegados ao &lt;i&gt;status quo &lt;/i&gt;vigente, que somos incapazes de reconhecer que chegamos ao final de uma estrada e é chegada a hora de nos lançarmos no futuro, desconhecido, de mãos vazias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;Essa é a hora de nos tornarmos artífices, deixando de olhar para fora e buscando um olhar interno capaz de produzir a verdadeira alquimia. Para uns, a &lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Alquimia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;seria uma prática ligada à transmutação em ouro de meta-metais considerados inferiores. Para outros, seria a obtenção do Elixir da Longa Vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;Outros, ainda, acreditam que alquimia seja uma fórmula de se obter a pedra filosofal, uma substância mística. Embora seja considerada ciência, &lt;span class="apple-style-span"&gt;por combinar elementos de Química, Antropologia, Astrologia, Metalurgia, Matemática também é vista como manifestação de Magia, Filosofia, Misticismo e Religião. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A Alquimia é considerada a precursora da ciência moderna, tendo sido disseminada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; na Mesopotâmia, no antigo Egito, no mundo islâmico, na América Pré Histórica, na China e na Europa. Para mim, é simplesmente uma representação simbólica associada às práticas de purificação espiritual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por mais diferenciadas que sejam as formas como vivemos, sempre estamos passando, a cada dia de nossas vidas, por transformações. Algumas sutis, que passam despercebidas de nossa consciência. Outras, pelo esforço e pelo sofrimento que envolve, deixam suas marcas indeléveis impressas em nossas almas para o resto da existência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deixarmos um ciclo e passarmos para outro implica em promovermos uma alquimia interior. Renovarmos a fé em nós mesmos, nos apoiarmos em nossas virtudes e utilizarmos nossos defeitos e limitações não para esquecê-los, mas para transmutá-los a fim de nos tornarmos pessoas mais completas. É a hora de passarmos pelo teste da persistência e da coragem de quem busca concretizar o seu destino existencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Somos verdadeiros guerreiros, empunhando suas espadas dotadas de duas lâminas. Uma serve para o bem e outra para o mal. Tudo depende de nossas escolhas. A espada simboliza nossa mente superior e está ligada às decisões que temos que tomar permanentemente em nossas vidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: #fce5cd; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando tudo é adverso, é hora de buscarmos o poder interior para saber agir dentro dos princípios de ação e reação que regem essa lei cósmica imutável. Entrar em sintonia com o Universo e escolher, dentro todos os projetos existenciais, aqueles que mais se coadunam com o cumprimento de nosso destino. Pois, quando queremos algo acima das demais coisas, como se nossa própria vida dependesse de alcançá-lo, todo o Universo conspira a nosso favor. Para isso me lembro de uma frase, adotada por espíritas, que diz: “Deus dá assistência àqueles que agem e não àqueles que se limitam a pedir”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6805089225085649480?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6805089225085649480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/03/alquimia_1859.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6805089225085649480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6805089225085649480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/03/alquimia_1859.html' title='Alquimia'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6478654990666242646</id><published>2011-02-21T13:16:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T13:20:46.588-03:00</updated><title type='text'>Texto enxuto?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há pouco tempo comentava com uma pessoa próxima que o assunto ao qual estávamos tratando deveria se converter em artigo, a ser publicado em meu Blog. Essa pessoa olhou-me atentamente nos olhos e me disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Ah! Ótimo! Mas não escreva muito”... “Faças um texto bem curtinho”...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nada lhe respondera naquele momento. A conversa encerra-se ali mesmo, após aquelas interjeições. Porém não consegui tirar aquelas reticências de minha mente: "escrevas curtinho"...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu, que estava acostumado a elaborar textos para revistas e jornais, sujeitando-os à constrição dos espaços, medidos em picas ( se lê “paicas”) ou cíceros, e achara que havia me libertado daquela “ditadura”, &amp;nbsp;agora me sintia solapado em minha criatividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Escreva com conteúdo, faças as suas reflexões, mas sejas prático, sintético e objetivo”, era a mensagem subjacente que recebera. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Comecei a pensar na quantidade de leitores, que vi esparramados pelas livrarias, às quais costumo freqüentar, pegarem um livro e olharem-no de trás para diante, para ver quantas páginas deveriam “enfrentar” para digerirem o que o autor quis dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;u vou ter que ler tudo isso? Onde vou arrumar tanto tempo? Peraí, eu vou trocar por um livro mais fininho, e, assim, não terei que gastar tanto tempo em cima deste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Também pensei naqueles que costumam folhear um livro para ver se tem ilustrações, a fim de tornar a sua leitura mais espaçada e amena. Menos indigesta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pensei naqueles procrastinadores (às vezes me torno um deles) que deixam uma pilha de livros em suas cabeceiras para, quando houver tempo, digeri-los em verdadeiros “atos de sacrifício”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pensei nos orkuts e facebooks cuja economia de letras tenta expressar melhor os conteúdos a que retratam, onde a concisão é tão mais apreciada do que a retórica da reflexão desmedida ao longo de páginas mais volumosas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Será que é por isso que as pessoas não visitam o meu espaço digital? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O mundo tem pressa. Ninguém mais tem tempo para ler obras extensas. Mas será que a busca frenética pela síntese e pela concisão não nos está levando para a superficialidade e a objetividade sem conteúdo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Lembro-me de uma frase, dita pelo notável poeta Frederico Barbosa, em suas reflexões sobre “&lt;b&gt;O Guarani&lt;/b&gt;”, de José de Alencar: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Brasil não é um país de leitores. Nunca o foi. Poucos foram os momentos em que a literatura conseguiu atingir, entre nós, um público mais amplo do que um pequeno grupo intelectualizado e fechado. Mesmo os nossos mais celebrados e consagrados escritores, como Gonçalves Dias, Machado de Assis ou Carlos Drummond de Andrade, foram e continuam sendo lidos apenas por uma pequena elite mais interessada e informada. A maior parte dos leitores dos clássicos da nossa literatura parece estar reduzida, hoje, a colegiais que apenas os lêem para cumprir uma enfadonha tarefa escolar. Lêem obrigados, pela nota, e não pelo prazer da leitura”.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Textos como esse, de autoria de Frederico Barbosa, me levam a pensar que possa existir, entre os que me visitam, em meu Blog, aqueles que dizem: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Puxa, recomendaram-me visitar este Blog, mas o cara escreve muito extenso. Não tenho tempo para isso. Vou fechá-lo e, depois, quando houver tempo sobrando, eu volto para digerir esses “bifes”que ele escreve&lt;/i&gt;”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;E, sinceramente, me sinto pensativo, quando vejo Frederico Barbosa afirmar: &lt;span style="font-family: 'Comic Sans MS'; font-size: 13.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Grandes criadores de ficção, como Machado de Assis ou José de Alencar, transformam-se, assim, em verdadeiros monstros, ainda que sagrados. Viram sinônimo de tortura, de chatice, de leitura imposta e cobrada. Um monstro é sempre um monstro: assustador. Um ser sagrado não deve ser tocado, curtido, lido. Deve ser reverenciado a distância, no altar ou na estante - intocado e fechado.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Perde-se de vista que um Machado ou um Alencar, que sempre procuraram deleitar e divertir os seus leitores, escreviam para serem consumidos, não para serem reverenciados. Para que o leitor se aproxime de um clássico, sem medo e sem reservas, é preciso que saiba que nem sempre foi um clássico. Muitas vezes foi um livro revolucionário e polêmico. Alguns foram até obras extremamente populares no seu tempo, como as peças de Shakespeare,&amp;nbsp; que chegou a ser acusado, por seus contemporâneos, de ser um escritor apelativo e popularesco.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O Guarani&amp;nbsp;&lt;/b&gt;é um clássico. Uma das obras mais importantes da literatura brasileira. Mas que isso não assuste nem afaste o leitor.&amp;nbsp;&lt;b&gt;O Guarani&lt;/b&gt;&amp;nbsp;foi, antes de mais nada, um dos maiores sucessos de público da história da nossa literatura. A maior parte dos jovens, que hoje tremem ao saber que terão de ler&amp;nbsp;&lt;b&gt;O Guarani&lt;/b&gt;&amp;nbsp;como dever escolar, talvez não se sentissem tão ameaçados&amp;nbsp; se soubessem que houve época em que milhares dos seus semelhantes se reuniam nas repúblicas estudantis, por todo o Brasil,&amp;nbsp; só para ouvir a leitura emocionada das aventuras narradas por Alencar.&amp;nbsp; Como hoje fazem fila para assistir aos filmes de Steven Spielberg ou aguardam ansiosamente o capítulo final de uma novela de televisão”.&amp;nbsp;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Comic Sans MS'; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Sinceramente não me conforta saber que este Blog não se constitui uma honrosa exceção, mas, sim, que tal observação, feita por aquela pessoa, sirva de alerta para o que acontece hoje no Brasil, em relação à leitura e seus brasileiros. E me pergunto: “quem realmente teria que mudar: o escritor, para suprir a “falta de tempo” dos leitores ou os leitores, para despojarem-se de seu pragmatismo de encontrarem as coisas prontas, para seus pensamentos pouco elaborados e, enfim, passarem a mergulhar num mundo de palavras e reflexões?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Lembro-me que, recentemente, o jornal A Gazeta de Vitória teve que mudar o seu projeto gráfico, acabando com as chamadas matérias de página inteira, reduzindo-as para meia página, fruto de uma pesquisa, junto aos seus leitores, cuja maioria alegara “falta de tempo” para consumir textos preparados por profissionais que elegeram a investigação jornalística como meio de expressão comunicativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Fico a imaginar como seria se Erico Veríssimo tivesse que escrever a sua famosa obra “O tempo e o vento” para ser publicada no twitter, ou Monteiro Lobato para escrever as suas obras completas, publicadas em 1956, ou mesmo Gabriel Garcia Marques em seu “Cem anos de solidão”, ‘A história de minha vida”de Charles Chaplin ou mesmo, a obra recente de “O Senhor dos Anéis” de J.Tolkien”, livros que hoje não cabem nas econômicas estandes de uma&amp;nbsp; sala, quanto mais nos limitados 140 caracteres do Twitter. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O mundo mudou porque a praticidade de quem faz leitura mudou. Por isso, mesmo correndo o risco de pagar um preço alto, continuo a me libertar das picas e dos ciceros, como um&amp;nbsp; rebelde com causa. É nessas horas que busco parafrasear à imortal Clarice Lispector que disse: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada. Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro”...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6478654990666242646?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6478654990666242646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/02/texto-enxuto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6478654990666242646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6478654990666242646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/02/texto-enxuto.html' title='Texto enxuto?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8403412551393541464</id><published>2011-02-07T17:46:00.003-02:00</published><updated>2011-11-04T08:56:27.396-02:00</updated><title type='text'>És Roberta, força telúrica em transmutação pelo ar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TVAd6pO6OvI/AAAAAAAAALI/yJTX3vrejIE/s1600/DSCN0110.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TVAd6pO6OvI/AAAAAAAAALI/yJTX3vrejIE/s320/DSCN0110.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: ArialMT; font-size: 18pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: ArialMT; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 27px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: ArialMT; font-size: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nasceste fruto do amor compassivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Iniciaste a tua evolução como broto da esperança.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Viveste a tua infância entre quereres e, de pouco a pouco, alcançaste&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a plenitude de todo o teu ser,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&amp;nbsp;alma completa, que agora viceja amor,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;compaixão e plenitude.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Levar-te à pia batismal foi um privilégio, de poder presenciar a chama crística iluminar a tua alma. Acompanhar o teu crescimento significou testemunhar a construção, pouco a pouco, pelos teus pais, de um manto de amor para cobrir os teus ombros e te dar coragem para empreenderes a tua caminhada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assistir a tua formatura foi o verdadeiro epílogo para uma trajetória à vida adulta, que transborda, nesta guerreira, a maturidade de uma mulher das &amp;nbsp;letras.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;És, assim, letra e música.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em tuas letras, aprendeste a recitar a ode da&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;transformação e a pedagogia da concretude humana. Em tua&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;música a liberdade da expressão e a verdadeira dimensão de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;crer um mundo melhor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em tua melodia és Roberta, que assim&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;és, assim fostes e assim serás, aquela que vive a eterna&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;formatura de estar sempre um passo a frente daqueles que um&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;dia te pegaram pela mão, para chegares, hoje, à condição de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;mulher completa e fonte de inspiração para todos os que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;testemunharam colocares a toga, que te guiará pelos caminhos de tua existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Dindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8403412551393541464?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8403412551393541464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/02/es-roberta-forca-telurica-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8403412551393541464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8403412551393541464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/02/es-roberta-forca-telurica-em.html' title='És Roberta, força telúrica em transmutação pelo ar'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TVAd6pO6OvI/AAAAAAAAALI/yJTX3vrejIE/s72-c/DSCN0110.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8185411241787235429</id><published>2011-01-19T15:49:00.001-02:00</published><updated>2011-01-19T15:51:10.195-02:00</updated><title type='text'>Buracos nas Estradas ou Estradas nos buracos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcjyI087pI/AAAAAAAAAK0/u4XnE4pe7B0/s1600/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+034.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcjyI087pI/AAAAAAAAAK0/u4XnE4pe7B0/s320/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+034.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcj4dnbzQI/AAAAAAAAAK4/E0rCitLxDFo/s1600/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+033.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcj4dnbzQI/AAAAAAAAAK4/E0rCitLxDFo/s320/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+033.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcj9gjJvgI/AAAAAAAAAK8/9yO_Lbov_O8/s1600/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+035.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcj9gjJvgI/AAAAAAAAAK8/9yO_Lbov_O8/s320/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+035.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Os motoristas que circulam pelas rodovias BR-280, BR-153 e BR-476, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Paraná, cansaram de esperar pelas ações do Poder Publico e adotaram uma forma inédita de lidar com os incontáveis buracos existentes na cobertura asfáltica dessas estradas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com a ajuda de algumas prefeituras passaram a pintar de branco os buracos existentes, como forma de torná-los visíveis à distância, principalmente durante a noite. Só assim conseguem andar de forma serpenteada e desfrutar do resto de cobertura asfáltica ainda existente naquelas paragens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esta semana estive circulando pela Rodovia BR 280, trecho entre os municípios de Porto União e Caçador, e registrei essa maneira inusitada de aplicar o famoso “jeitinho brasileiro” para tratar da omissão do Estado brasileiro (foto de minha autoria). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Segundo informações de moradores, alguns buracos, existentes na BR-153, estão lá desde 1983, sem que os sucessivos e principais gestores do Poder Público tenham equacionado o problema. Já aqueles motoristas que circulam pela rodovia BR-476, trecho entre São Mateus e Curitiba, trafegam por excelentes rodovias, em bom e durável asfalto, com acostamentos largos e sinalização adequada. Porém são obrigados a pagar pedágio, na altura de Palmeiras, cujos preços oscilam entre R$7,00 e R$8,00, para trafegarem por, aproximadamente, 60 quilômetros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Remanescentes do período de governo de Jayme Lerner, esses trechos oferecem maior segurança aos transeuntes, porém oneram os bolsos daqueles que viajam periodicamente por trechos pagos. Trata-se de uma bi-taxação, já que contribuem, anualmente, com impostos para conservação de rodovias pavimentadas, através do Sistema Nacional de Trânsito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;O quadro observado somente referenda o que vem mostrando, anualmente, a Pesquisa Anual realizada pela Confederação Nacional do Transporte, desde 1995, que traz um diagnóstico completo de 100% da malha rodoviária federal pavimentada e os principais trechos sob gestão estadual e sob concessão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;No ano de 2009, o&lt;/span&gt; estudo apresentou uma conclusão perigosa: a maioria das estradas brasileiras está no limite. Cerca de 69% das rodovias estão enquadradas em situação regular, ruim e péssima. Apenas 31% das estradas apresentaram condições boas ou ótimas.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;Em relação às condições de pavimento, a Pesquisa assinalou que 54,2% das estradas estão em situação regular, ruim e péssima.&amp;nbsp; Novamente, três entre 10 estradas brasileiras apresentam condições boas ou ótimas. Em termos de sinalização, 63,9% das rodovias foram consideradas regulares, ruins e péssimas. As estradas em condições ótimas ou boas chegam a 36,1%. Na geometria analisada pela pesquisa, o número de estradas em condições péssimas, ruins ou regulares aumenta.&amp;nbsp; No Brasil, 79,8% das vias estão nestas condições. Apenas 21,1% estão em boas ou ótimas condições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;Em termos comparativos, em relação a anos anteriores, a Pesquisa revelou uma melhora no quadro geral, da ordem de 4,6% no que tange às estradas em situação ruim, péssima ou regular. E na sinalização, o estudo mostra que houve queda de 7,1% nas estradas com condições ruins, péssimas ou regulares.&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;Em relação à situação por região, o estudo mostra que, no sudeste, 45% de estradas foram consideradas boas ou ótimas. Na outra ponta, está a região norte, com 93,7% das rodovias em condições regulares, ruins ou péssimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Entre as rodovias sob gestão pública, 77,6% não apresentam boas condições para os motoristas e o restante (22,4%) tem boa trafegabilidade. No caso das rodovias privatizadas, a situação se inverte: 76,5% estão em boas condições e 23,5% apresentam problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;As informações, de caráter institucional, dão conta de que as piores estradas estão na região Norte. Mais de 90% das estradas apresentam más condições. A situação mais crítica é no Amazonas, que tem toda a malha rodoviária considerada como regular, péssima ou ruim. Em seguida, está o Acre, que tem 98,7% das estadas em condições precárias. Roraima foi o que teve a maior parte das estradas avaliadas como ruins (43,6%) - a BR-210 foi considerada a pior estrada no estado.&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Segundo informações divulgadas através do site &lt;a href="http://www.primeiramao.com.br/"&gt;WWW.primeiramao.com.br&lt;/a&gt; o estudo da CNT contou com 16 equipes para avaliar 89.552 km de rodovias, sendo 60.784 km federais, 28.768 km estaduais e 14.215 km concedidas. O tempo de avaliação da pesquisa foi de 45 dias de trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;b&gt;Quem paga?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;A par do aumento, durante os últimos anos, do volume de investimentos públicos em rodovias, eles são insuficientes para fazer frente às necessidades de adequação e ampliação da malha viária, isso sem contar com os constantes problemas de paralisação de obras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Segundo as mesmas fontes, são necessários cerca de R$ 32 bilhões para manter, reconstruir e restaurar as rodovias, isso contando com a boa vontade política e a aplicação sistemática na reconstrução da malha rodoviária brasileira, dentro de um tempo não inferior a dez anos, segundo os cálculos da CNT. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Enquanto isso, à medida que as estradas apresentem maior depreciação, há, em contrapartida, um aumento da ordem de 28% no custo operacional de caminhões, elevação de até 5% no consumo de combustível, queda na velocidade operacional e maior emissão de poluentes, segundo dados da CNT.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Desde a década de 1980, a estrutura e os equipamentos de apoio ao desenvolvimento econômico carecem de uma resoluta ação governamental, visando acompanhar o crescimento industrial e a ampliação da circulação de mercadorias em território brasileiro. Nem mesmo o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que concluiu seus oito anos de mandato como o chefe de Estado mais bem avaliado do mundo (87% entre os entrevistados - segundo levantamento feito também pela Confederação Nacional dos Transportes – CNT, em parceria com o Instituto Sensus) deixaram de ser tímidos em relação a investimentos neste setor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 3;"&gt;Pelo andar da carruagem, pintar buracos de branco pode se constituir mais do que uma medida cautelar contra acidentes, para se converter em verdadeira ironia frente ao descaso, que se traduz na pergunta mais óbvia a ser feita: Buracos nas Estradas ou Estradas nos buracos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8185411241787235429?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8185411241787235429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/01/buracos-nas-estradas-ou-estradas-nos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8185411241787235429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8185411241787235429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2011/01/buracos-nas-estradas-ou-estradas-nos.html' title='Buracos nas Estradas ou Estradas nos buracos?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/TTcjyI087pI/AAAAAAAAAK0/u4XnE4pe7B0/s72-c/Visita+a+Porto+Uni%25C3%25A3o+034.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-2777923227138681927</id><published>2010-10-13T18:55:00.001-03:00</published><updated>2010-10-14T12:01:29.519-03:00</updated><title type='text'>San José</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Desde o cair da tarde de ontem, terça-feira, 12 de outubro de 2010, os olhares do mundo se voltam para um ponto deste Planeta: a Mina de San José, no deserto de Atacama, no Chile, para assistir, via satélite e ao vivo, o resgate de 33 mineiros. Soterrados devido a deslizamentos na estrutura da mina, no dia cinco de agosto do corrente ano, esses mineiros conseguiram chegar a um abrigo, há cerca de 620 metros de profundidade, e a ser resgatados depois de 70 dias de confinamento, dentro de uma operação considerada exitosa, segundo as condições disponíveis desde o início do caso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Assim como na política ou no futebol, o assunto é considerado polêmico e certamente contará com centenas de interpretações e juízos. A cada um que esteve à frente de um aparelho de televisão, para assistir a tal evento, é&amp;nbsp;dada a&amp;nbsp;condição de assumir suas próprias considerações,&amp;nbsp;em face da eloqüência das imagens e áudios transmitidos. Por isso pretendo apenas dar o meu pitaco, sem a intenção de me inserir nas polêmicas que tais fatos ensejaram pelos quatro cantos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não foi a chegada de um homem a lua, nem o final de uma viagem interplanetária, nem mesmo o encerramento de um grande episódio universal, mas, sem dúvidas, foi um grande passo para a humanidade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Primeiro, porque foi o primeiro resgate mundial nas condições em que ocorreram. Em segundo, porque esse fato é rico em conseqüências para a geração de conhecimentos multidisciplinares, nos campos da medicina, da arquitetura, da engenharia, do aporte tecnológico, da biotecnologia e tantos outros ramos da ciência, da tecnologia e da sociologia. E, sobretudo, para a própria espiritualidade do ser humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Foi a vitória do planejamento, da disciplina e da organização, envolvendo, desde o início, uma centena de homens, a ajuda de inúmeros países, entre eles o Peru, o Canadá, os Estados Unidos, através dos técnicos da NASA, para balizar a manutenção da vida nas entranhas da Mãe Terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Como se cada um dos mineiros tivesse retornado ao útero da Mãe Terra para fazer um novo nascimento, a partir da dor, do sofrimento, do medo do desconhecido, da possibilidade de guiar-se, na escuridão, tão somente pela fé e pela crença em si mesmo. Inicialmente ficaram presos na escuridão por 17 dias, até que equipes da superfície soubesse que estavam vivos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lembro-me que, ainda jovem, visitei uma Mina na cidade de São Jerônimo, no Rio Grande do Sul. Fui conduzido ao fundo, há cerca de 100 metros de profundidade, por um elevador e lá percorri inúmeras galerias, sempre guiado pelo farol do capacete que eu usava. A sensação que vivi, no fundo daquela mina, me dá uma idéia das circunstâncias vividas por esses 33 mineiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O ar é rarefeito e pesado, a vitalidade diminui, a umidade é muito elevada, o suor ficava contido na própria roupa, sem escoar. No ar ainda estão presentes a poeira de minerais pesados, bactérias e fungos e, no meu caso, um pó preto e fino, oriundo da extração de carvão naquelas profundidades.&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;Para além das lâmpadas não há nada mais do que escuridão total, ainda que se ouçam vozes vindas das profundidades. Não há eco, não há a sensação de amplitude e nem outra sensação senão a de pleno confinamento, desconforto e limitação. Não sou claustrofóbico, por isso mantive sobre controle a sensação de estar privado dos raios do sol. O contingente humano que trabalha nas profundezas é sempre muito expressivo e muitos deles apresentam envelhecimento precoce, dada a insalubridade dos ambientes em que trabalham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Por essa experiência, posso imaginar 33 homens, sobreviventes da do deslocamento e da reacomodação de rochas e terra, circunscritos a um ambiente da câmara onde ficaram, medindo cerca de dois quilômetros quadrados, quase sem ar, sem comida, água ou remédios, convivendo com altas temperaturas, acima dos 40 graus, muita umidade no ar, sem poder avisar aos colegas de superfície que estavam vivos, e, sobretudo, tendo que compartilhar entre si as adversidades, lidando com os mais enfermos e enfraquecidos, vivendo sem a perspectiva de resgate, de sobrevivência, tendo dentro de si o medo, a impotência e a depressão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A única arma utilizada era a fé, a crença em algo maior, na vontade de superar os mistérios da vida. Tiveram que encontrar, naquelas circunstâncias, a condição de fazer surgir um líder e de gerar solidariedade entre si, as únicas formas de&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;enfrentarem aquelas adversidades. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E, depois de descobertos pelas equipes de superfície, ainda terem que receber a notícia de que seriam resgatados nos meses de novembro e dezembro deste ano, dentro de uma condição especial, dados os riscos de resgate. Uma corrente invisível de orações começou a se formar por aqueles que crêem, pertencentes a inúmeros caminhos, religiões e filosofias buscando a formação de um enorme vórtice de energia para ajudá-los em sua senda. O mundo espiritualizava-se em busca da solidariedade àqueles 33 homens em risco de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Até que suas vidas passaram a ser&amp;nbsp;organizadas, pelas equipes da superfície, de modo a absorver nutrientes que lhes garantissem a sobrevivência prolongada, naquelas condições, exercícios físicos e psíquicos, horários para dormir e períodos de instruções e de assistência psicológica para a sobrevivência em condições satisfatórias, enquanto as providências de resgate fossem acionadas. Uma divisão natural de tarefas e de responsabilidades foi feita, com a existência de uma coordenação, além de encarregados de enfermaria, direção espiritual e animação de grupo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E, por último, além da disciplina ao programa traçado, tiveram que conviver com a busca permanente de fazer&amp;nbsp;frear ansiedades e alcançar o domínio de si mesmo, até que lhe chegasse a vez de fazer o ultimo sacrifício, de entrar na cápsula, percorrer, por infindáveis quinze minutos, o trecho até serem içados até a superfície. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Foi à vitória da solidariedade, da esperança, da convergência de interesses, da submissão de suas vontades pessoais à vontade de outros seres humanos, além da haver uma ode à vida, à fé, a esperança, à bondade e o amor humano. Dessa experiência se retira a natural obediência do ser humano à ordem natural das coisas, à valorização da vida, à unicidade de propósitos materiais e transcendentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Cada mineiro resgatado ganhou o aplauso, o carinho dos familiares e de autoridades presentes, assim como revalidou uma revisão completa de seus propósitos de vida, a reverência e a fé em algo superior e a certeza de que na vida sempre há algo a ser desvendado, algo a ser ratificado, algo a ser transformado pelas mutações existenciais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Há sempre um fio que nos une, em nossa condição humana, que, pelo menos neste episódio, uniu, pelo olhar, cada homem presente em San José à humanidade. Em tempos de paz, ainda nos resta uma esperança de superar diferenças, trabalharmos pelo bem comum e nos tratarmos como moradores desta verdadeira aldeia global. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Hoje esses 33 homens são considerados verdadeiros heróis. Amanhã, a memória humana poderá ficar enfraquecida pela poeira do tempo. A rotina poderá levar, novamente, esses heróis ao anonimato, e, talvez pelas circunstâncias da vida, pela falta de opção financeira voltem ao fundo de buracos como esse, de onde saíram para dar continuidade a suas vidas. Não receberão mais abraços de Presidentes e Ministros, mas apenas de seus familiares, que os receberão cada vez que subirem à superfície. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E, talvez, ainda, por contingências da vida, novos heróis venham a desfilar por nossos aparelhos de televisão, sob a chancela do Big Brother Brasil. Mas nós saberemos, pela fragrância das diferenças, identificar quem são os heróis verdadeiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pois teremos a certeza de que, pelos verdadeiros heróis, não criados pela mídia, o mundo convergiu seus olhares, comemorou a paz, a fraternidade e união substancial em nome de uma humanidade que caminha a passos largos para um novo ciclo evolutivo, calcado no verbo, na fé e na esperança de validar a unidade nas diferentes formas de ser e de agir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-2777923227138681927?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/2777923227138681927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/10/san-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2777923227138681927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2777923227138681927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/10/san-jose.html' title='San José'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-4454788417284900223</id><published>2010-10-01T23:37:00.001-03:00</published><updated>2010-10-01T23:47:50.536-03:00</updated><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>Neste domingo o Brasil vai às urnas. É a grande festa democrática, onde pobres e ricos, brancos e negros, homens e mulheres, em plena saúde ou em condições especiais, vão ter o mesmo direito pleno de escolher seus governantes. E, em conseqüência, a definição dos destinos deste País, durante os próximos mandatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que estou cansado para escolher meus candidatos. Estou cansado pela falta de verdadeiras ideologias, pela falta de fidelidade partidária, de compromissos político-partidários destituídos de Programas de Governo bem elaborados, consistentes e coerentes, de plataformas coerentes que dêem credibilidade aos compromissos assumidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de candidatos oportunistas, cansado de ouvir seus discursos vazios, de direita se alvorotando a fazer inflamados discursos de esquerda e de esquerda se alvorotando, com o peito cheio de soberba, a fazer discursos visionários, que nada tem a ver com a democracia, nem mesmo são compatíveis com a realidade onde se inserem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de falsas promessas, pois Deputado não executa obras, não faz a gestão dos recursos do Executivo, não operacionaliza leis, não tem poder de polícia, não administra escolas, nem hospitais, nem comanda a construção de estradas ou pontes, terminais de transportes, nem metrô, nem quaisquer outros equipamentos urbanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deputado não faz nada disso. Deputado elabora leis. Ponto. O resto é demagogia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de ver desfilar, por meu aparelho de televisão, candidatos que ostentam apelidos picarescos, que denigrem a dignidade do momento solene pré-eleitoral. E o que mais me desanima é ver candidatos semi-analfabetos, liderarem pesquisas, ex-jogadores de futebol, sem quaisquer vivências com as letras, contarem apenas com sua popularidade, para atingir os eleitores mais incautos, líderes religiosos deixarem de tratar de sua religiosidade para buscarem o ingresso na grande arena política que marca o jogo de interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda, de candidatos enxergarem uma boquinha para se escorar, num cargo político, que, além da compensação financeira, é acompanhada por vantagens adicionais raramente oferecidas pelo mercado formal de trabalho, tais como verbas de representação, recursos para formação de staff, subsídios ao exercício de suas funções, férias prolongadas, direitos trabalhistas estendidos, aposentadoria especial e tantos outros favorecimentos, isso sem falar do prestígio que seu nome passa a desfrutar&amp;nbsp;como " legítimo representante do povo, sufragado pelo voto popular e a possibilidade de virar mito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de candidatos à Presidência, com complexos de inferioridade, apontar os defeitos alheios para diminuí-los frente à opinião pública, para, assim, mostrarem-se mais capazes de gerir os destinos deste País. Estou cansado de ver candidatos que fizeram parte de governos condenarem a administração a qual participaram como integrantes. Estou cansado de velhos caudilhos abandonarem partidos políticos e se esquecerem da visão político-ideológica, que os alimentou durante o tempo em que estiveram em suas fileiras. Estou cansado de candidatos que precisam se escorar na popularidade alheia para legitimar o seu carisma, sem o qual, talvez, tal condição não seja reconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de assistir debates mornos para evitar-se o confronto e a mácula a suas bem traçadas diretrizes de marketing político. Como dizia meu avô: “Lobo não come lobo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fica na mesma panacéia. Por isso estou cansado. Estou cansado de ver candidatos ignorarem os feitos heróicos de nossos antepassados que lutaram pela independência e glória de nosso povo, derramando seus sangues para que nós um dia pudéssemos desfrutar o direito de exercer, pelo voto, a nossa cidadania e a nossa soberania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de alianças de interesses, conchavos e acordos, onde os principais cargos já estão rateados, antes mesmo de a eleição ser realizada, visando garantir que ninguém perca a sua fatia de poder e ascensão ao comando do Estado brasileiro. Estou cansado de não ver a verdadeira democracia vigir neste País. De tributar-se a mesma relevância aos bastidores quanto nos palcos da democracia. Da inexistência de verdadeiros e autênticos líderes nacionais, verdadeiros estadistas, capazes de se esquecerem de seus interesses e renunciarem a suas ambições para simplesmente servirem à vontade de um povo a que representam e à qual prestam juramento, no momento em que são empossados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, na mesma linha, de mandatários dos Executivos e dos legislativos estaduais afinados com as causas do povo que representam. Que deixem de polir seus egos, deixem de buscar ascensão ao poder político e econômico, para simplesmente tornarem-se verdadeiros servidores públicos, como o próprio nome já sugere. Que deixem de legislar em causa própria, obter benesses pessoais, fazer concessões e ou cooptarem em nome de sua condição mandatária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que vencer essa preguiça e fazer minhas escolhas. Mas também não quero optar por ser guiado pelas grandes correntes que apregoam o voto útil, para não me sentir marginalizado do meio em que vivo. Nem mesmo de, como eleitor, identificar as vantagens que terei ao eleger esse ou aquele candidato, segundo meus próprios interesses pessoais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero votar no menos marqueteiro e no mais sério e compromissado com as mudanças deste País. Quero crer em candidatos que ainda não atingiram a popularidade nas urnas mas que sejam mais coerentes com suas plataformas políticas, destituídos da malícia e do jogo de cintura e mais afetos às ideologias que abraçaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importa que me chamem de velho gagá, desfocado da realidade, ou mesmo de ser esquisito porque escolho o diferente, o novo, o ainda não corrompido pelos jogos de interesse. Pois creio que assim estarei defendendo verdadeiras mudanças para esse Brasil varonil que tanto precisamos. Quero dizer um basta a este status quo existente, que ainda não discutiu as reformas política, tributária e estrutural que tanto precisamos, por estar afeto aos interesses dos que desejam conservar o status quo vigente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de votar no menos aquinhoado pelas urnas, quero assistir ao filme “Invictus” para inspirar-me na interpretação impecável de Morgan Freeman na pele do lendário Nelson Mandela, que passou pelos calabouços, de governos segregacionistas, em seu processo de aprendizado de como ser um verdadeiro estadista, e mais tarde dirigiu a sua África do Sul, nos anos 1994 e subseqüentes, renunciando às aspirações pessoais e nutrindo o amor a seu povo, que o reconheceu e o amou, por se inspirar nos princípios da verdadeira democracia, aquela que acabou com a diferença entre brancos e negros, pobres e ricos, ensejada por mais de 40 anos, como uma verdadeira afronta aos direitos universais do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos mais aplicar um modelo eleitoral, ratificado no século XX para vigorar em pleno século XXI. E, enquanto não acordarmos para essa realidade, estarei apenas vencendo o cansaço, vencendo a mesmice e sonhando com um novo amanhã, uma nova forma de elegermos nossos governantes, a ser concebida pelo povo e para o povo, sem máscaras, sem marketing, sem dominação das massas, mas respaldada por ações efetivas, diretamente compromissadas com as reformas sociais tão necessárias à sociedade brasileira. Aí sim deixarei, se ainda estiver nesta forma de existência, o tédio e o cansaço para ativamente abraçar o verdadeiro sentido para onde deve caminhar a verdadeira cidadania.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-4454788417284900223?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/4454788417284900223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/10/cansaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4454788417284900223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4454788417284900223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/10/cansaco.html' title='Cansaço'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3143351282159026482</id><published>2010-09-12T16:29:00.000-03:00</published><updated>2010-09-12T16:29:45.744-03:00</updated><title type='text'>Nosso Lar</title><content type='html'>O que você achou do filme? Perguntaram-me, inúmeras vezes, parentes e amigos, quando souberam que eu fui ao cinema para ver “Nosso Lar”, estreado no dia 3 de setembro deste ano. Quatro dias depois lá estava eu, acompanhado por familiares, para assisti-lo “quentinho”, “saído do forno”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos à bilheteria surpreendi-me com o tamanho da fila, serpenteada e a perder de vista. Mas chegamos, felizmente, após andarmos e esperarmos muito, à sala de exibição. Fui logo rumando para o fundo, lugar mais alto e mais distante da tela, onde costumo freqüentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas foram, aos poucos, chegando e, antes mesmo de tomarem seus assentos, trataram de pegar seus “pacotinhos” de pipoca, cerca de 30 cm x 20 cm (imensos), coca ou guaraná de litro, bombons, balas e outras guloseimas. Pensei comigo como seria possível ingerir tamanha dose de guloseimas em um pouco menos de duas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá, pois lembrei que o estômago recebe grande feixe terminais nervosos e nada melhor do que usar um verdadeiro festival de fast food para controlar a sua paciência de permanecerem sentados e quietos, durante o tempo em que a sala permanece escura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim posso acrescentar, para esse episódio, que, ao sairmos, o carpete continha uma nova camada, formada por restos de pipocas, papéis de balas e bombons, tampas de garrafa e líquidos derramados. Fatalmente as faxineiras, depois de sairmos, iriam ter hora extra para devolver a sala a seu aspecto original. E, diga-se de passagem, após muito trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verdadeiro paradoxo para quem vai a uma sessão de cinema para travar contato com uma obra essencialmente focada na vida espiritual e, portanto, buscando o sentido mais elevado da dimensão humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa e me vem a primeira surpresa: o som é bom, puro, nada tem a ver com grande parte das películas rodadas no Brasil, pois contou com a participação do badalado norte-americano Phillip Glass, aliado ao trabalho de fotografia do suíço Ueli Steiger (o mesmo de 10.000 AC). Mas não me surpreendi com a qualidade dos efeitos visuais, supervisionados por Geoff D. E. Scott (o mesmo de Como Cães e Gatos 2: A Vingança de Kitty Galore, que também estreou concomitantemente), desenvolvidos no Canadá pela Intelligent Creatures (empresa que atou também em Babel e Watchmen – O Filme). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li que mais de 350 imagens de Nosso Lar têm algum tipo de inserção gerada em computadores, quantidade nunca feita antes numa produção brasileira, mas entendi que, mais para servir de pano de fundo para ilustrar o eixo da obra, do que para fazer apologia à tecnologia e aos efeitos especiais hollywoodianos, tão comuns naquela academia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção e o roteiro são de Wagner de Assis e, no elenco, inúmeros artistas globais, para alicerçar uma obra cinematográfica brasileira tratada como superprodução: Renato Prieto ( André Luiz), Othon Bastos, Ana Rosa, Paulo Goulart, Werner Schünemann, Fernando Alves Pinto, Rodrigo dos Santos, Inez Viana, Rosanne Mulholland, Clemente Viscaíno, Lu Grimaldi, Selma Egrei, Nicola Siri, Helena Varvaki, Cesar Cardadeiro, Lisa Fávero, Ana Beatriz Corrêa e Chica Xavier. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse cuidado é para fazer o espectador conseguir visualizar a narrativa do livro homônimo Nosso Lar, que está em sua 60° edição no Brasil, onde vendeu cerca de dois milhões de exemplares. Já foi traduzido para o inglês, alemão, francês, espanhol, esperanto, russo, japonês, tcheco, braile, grego e é um dos campeões de venda da literatura espírita. O filme utiliza uma linguagem simples e direta, buscando um conteúdo didático que, às vezes, assume um tom catequizador ou doutrinário. O Espiritismo tem servido de palco para a cinematografia mais recente, entre eles os filmes Bezerra de Menezes, Chico Xavier, assim como nas telenovelas, como acontece com a trama “Escrito nas Estrelas” da Rede Globo. Sempre atraindo um público expressivo, interessado nas temáticas que abordam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando no que estariam buscando essas pessoas, que ví passarem por mim, naquela sala de espetáculos, carregando em suas mãos um verdadeiro coquetel gastronômico. Certamente que não seria pura diversão. Em razão disso me arrisco a dizer que boa parte deles tenha ido assistir ao filme levada pela dúvida se há alguma forma de vida após a morte. E, se há, qual seria ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano ainda é ávido em querer obter provas cabais, de que a vida não termina após o último suspiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer ironia, mas ninguém até hoje conseguiu retornar da morte para contar suas experiências, E, assim, cada ser humano tem que encontrar por si a sua verdade sobre o que nos acontece no pós-morte. A doutrina espírita busca dar ao leigo um sentido transcendente para a existência, de que não há morte, mas apenas a continuidade da vida para além do contexto biológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Lar vai ao encontro dessa busca. Escrita por André Luiz após a sua morte, a obra foi psicografada por Chico Xavier, contendo relatos e desenhos sobre uma cidade, descrita por ele, no ano de 1944, onde viveu após deixar a sua vida terrena. Pouco se sabe sobre André Luiz nesta vida. Apenas que foi médico sanitarista, no início do último século, tendo exercido sua profissão na cidade do Rio de Janeiro. E, provavelmente, esse também não era seu nome de batismo, mas um nome adotado por ele para buscar enviar notícias além-túmulo, por compreender as limitações humanas frente ao fenômeno da existência. Dos seus apontamentos sabe-se que era homem reconhecido em sua profissão, porém austero e distante de sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus relatos conta que, ao deixar este corpo, foi parar no que ele denomina de umbral, uma espécie de corredor que separa dois mundos, onde encontrou-se consigo, revivendo intensamente todas as suas limitações humanas, situação que lhes trouxe muita dor e, ao final, desespero, onde nada mais lhes restava, senão as súplicas para abandonar aquela experiência, revelada por sua consciência. Até que seres mais iluminados lhe retiraram daquela situação e o conduziram a uma enfermaria, onde passou a ser tratado para revigorar-se. Em seguida foi conduzido a conhecer a cidade, uma urbe à frente de seu tempo, onde a tecnologia, a arquitetura e o modus de vida estavam a um passo a frente da cidade onde morara nesta vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo em convívio com sua nova cidade, recebe autorização para visitar os lugares onde viveu, encontrando seus filhos já adultos e sua esposa casada em segundo matrimônio. O marido, já doente, era tratado por ela em extrema consideração, atenção e amor. André Luiz se revolta por não ser lembrado, nem estar fazendo falta a seus queridos familiares, que deixara na terra, sendo novamente conduzido ao umbral para rever suas paixões, dentro de uma rápida passagem por aquela condição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim consegue dar-se conta de seu egoísmo, e, na mesma condição, retorna ao convívio de sua antiga família, onde participa da cura daquele enfermo, dá a benção a eles e retorna novamente para a cidade onde vive. Enquanto lá esteve, foi somente reconhecido pela empregada e pelo cachorro da casa. Ele deixa sua antiga residência com a certeza de que o mundo em que vivera já não lhe pertencia mais. E que, durante o tempo em que estivera ali, praticara inúmeros deslizes, fruto de sua concepção egocêntrica e da busca de poder e ascendência sobre aqueles que estavam a sua volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É marcante o episódio que registra a sua chegada àquela cidade atemporal, onde lhe exortam a necessidade de realizar algum trabalho útil aos demais, para viver entre os habitantes daquela urbe. Ele escolhe o trabalho de assistência aos recém chegados. Colocado numa espécie de enfermaria, como aprendiz, vai logo dizendo: “não se preocupe, eu sou médico, e sei como tratar esses casos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava acostumado a adotar uma postura tecnocrática, onde seus conhecimentos médicos o destinge de seus pacientes e onde conserva uma visão estritamente orgânica da constituição humana. E logo se dá conta de que, tudo o que aprendera em sua estada na vida terrena nada lhe valia agora. Tudo era energia e, para atuar ali, dentro de sua nova função, teria que se fazer banhar pela luz do amor, a fim de transmitir a seus novos “pacientes” a ajuda necessária às suas adaptações aquela forma de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ingresso naquela cidade se fazia através de um enorme portal, por onde os recém chegados tinham de passar, simbolizando o despojamento das limitações mundanas inferiores, para ascender em espírito de solidariedade, fraternidade e universalidade da comunhão entre pessoas. Isso é, deixar os interesses pessoais para passar a viver da comunhão e do espírito fraterno entre seus semelhantes. Situação vetada aos mais egoístas que devem permanecer no umbral, revendo suas falhas, a sua falta de humanidade, até ampliarem a sua consciência e adquirirem a condição de elevarem-se até um plano evolutivo compatível com a sua situação, como era o caso de André Luiz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz, em uma de suas obras psicografadas: "Quero trabalhar e conhecer a satisfação dos cooperadores anônimos da felicidade alheia. Procurarei a prodigiosa luz da fraternidade através do serviço às criaturas, olvidando o próprio nome que deixo para trás por amor a Deus e a elas. Revisto-me transitoriamente de outra personagem para melhor ensinar e amparar. Sou André”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o aproxima de seu público leitor é o fato de ter sido, enquanto viveu nesta forma de vida, um homem comum, igual à maioria dos que lhe foi contemporânea, que soube encontrar paz, conforto e elevação em seu trajeto evolutivo. Segundo suas próprias palavras, habitara a terra, conseguira títulos universitários sem maior sacrifício, tivera os vícios recorrentes da juventude, conseguira casar e dar estabilidade à sua família, mas experimentara a noção do tempo perdido, gozando os bens, sem avaliar o legado de seus pais, amando sua esposa e seus filhos de forma egoísta, deliciando-se do jubilo familiar mas esquecendo-se da enorme família humana e alheio aos deveres de fraternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Nosso Lar, encontra sua mãe e comporta-se de forma infantil, olha com desdém a uma mulher, antiga paciente, por buscar fidelidade egocêntrica a sua antiga esposa, privando-se do convívio dos demais e isolando-se, para não perder as características de sua personalidade, mantendo apego à sua arrogância e orgulho. Com as sucessivas reflexões, consegue sair de sua concha, auxiliar a jovem Elisa, em sua infelicidade, ajudando, nas enfermarias, já não mais como profissional tecnocrático, mas como irmão fraterno e solidário. E, com isso, consegue se integrar ao ambiente harmonioso e elevado, que sua nova vida passou a lhe proporcionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: perfeitamente consciente das ilusões que ele mesmo criara, ao longo de sua trajetória, percebe que, na vida terrena, encontrara o tédio, dera curso a seu temperamento agitado, e, ao dar graças às novas experiências, aprende dar valor ao serviço dedicado aos semelhantes, surgindo, daí, André Luz, um ser humano inspirado no amor, no amparo, na elevação da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcionada ao público espírita, Nosso Lar encontra no leigo a devida acolhida, por traduzir os anseios mais elevados do ser humano. Enquanto, nas plateias, saboreia guloseimas pode refletir sobre as perguntas existenciais que mais lhe preocupam. Isso me faz lembrar, certa vez, de uma passagem que tive junto a um asceta da renúncia, quando lhe perguntei: Senhor, como se morre? E ele respondeu, em sua santa simplicidade: “morre-se como se vive”. Por certo que a vida é curta, a curiosidade é enorme, em conhecer o que há do outro lado. O filme leva à reflexão e suscita a pergunta: “como eu estou vivendo? Sou feliz? Tenho em mim um sentido mais universal? Minha vida está valendo a pena?” Afinal, a vida é transformação e sempre é possível mudar de rumo. Como dizia Chico Xavier: 'Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo... qualquer um pode recomeçar para fazer um novo fim...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3143351282159026482?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3143351282159026482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/09/nosso-lar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3143351282159026482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3143351282159026482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/09/nosso-lar.html' title='Nosso Lar'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6663274650203873084</id><published>2010-09-06T14:31:00.001-03:00</published><updated>2010-09-07T10:58:35.696-03:00</updated><title type='text'>Zezinho e a Santa</title><content type='html'>Sua estatura era baixa. Também era franzino, mesmo quando&amp;nbsp;atingira&amp;nbsp;a vida adulta, e de pouca fala. Mas era considerado um bom trabalhador. Quando pegava na enxada fazia a diferença, roçando o dia todo, até que surgissem os primeiros fios de ouro do luar do nordeste. Era um homem simples, saído do povo. Mas conhecia as primeiras letras, desenhava seu nome e, na maioria das vezes, pouco entendia&amp;nbsp;dos textos apresentados por sua professora de primeiro grau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fervoroso cristão, aos domingos punha a sua melhor roupa e lá ia ele ajudar o Vigário da Cidade em seu ofício de sacristão. Nunca falhava, nunca se atrasava, atendendo prontamente as orientações do Padre e, por isso mesmo, era querido e apreciado pelos homens da Igreja. E pelo povo da cidade que comparecia aos cultos após os sinos dobrarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vila era pacata. Poucos veículos nas ruas, que, quando chovia, se tornavam um imenso lodaçal. Mas eram repletas de jegues e bicicletas que circulavam para lá e para cá. Principalmente junto à Praça Central, onde não poderia faltar estátua de político, geralmente de coronéis que dominavam a região, e muitas moças circulando&amp;nbsp;à espera de um futuro garantido através de um bom partido. De preferência bem aquinhoado. Nos dois sentidos. Ah! Poderia ou deveria ser trabalhador, afável, gentil e não mulherengo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse era o grande defeito de nosso homem, que, por seu porte esguio, mas só na aparência, recebera a alcunha de “Zezinho”. Nosso coroinha tinha sempre um destino incerto, itinerante, e seu lar era mesmo todo o nordeste. Porque sempre chegava à próxima cidade fugido e, sem dificuldades,&amp;nbsp;ia logo se sentindo à vontade, conquistando, com seu carisma,&amp;nbsp;a admiração das beatas, a confiança dos Padres e a complacência dos fiéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois de se tornar conhecido e bem-quisto, deixava mostrar a sua maior fraqueza: servir de consolo para viúvas e mulheres de caixeiros viajantes. À noite costumava visitá-las, para dar-lhes o ombro amigo, preenchendo-lhes todos os espaços vazios. Todos. Aquecia suas camas, cobria-lhes de carícias e, pela manha, antes do sol nascer, tomava uma meia xícara de café preto e saia furtivamente, assim como entrara na condição de visita noturno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorava muito e era descoberto por alguém que padecia de insônia ou por algum entregador de leite ou de jornal. – “Olha lá o Zezinho saindo da casa de dona Zica. Aquele safado!” E logo-logo já não havia mais um denunciante, mas um grupo raivoso de homens que, indignados pelo consolo que dava, punha-o a correr da rua e também da cidade, com a promessa de que, se voltasse, poderia ficar sem o seu consolo para atender senhoras necessitadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim que o tal Zezinho rodava por toda a região. Mudava-se quando a sua maior fraqueza era descoberta: as mulheres. E também foi assim que mal tinha chegado àquela cidade e já arrumava um jeito de fazer o seu carisma abrir caminho. Mas, desta vez, fora descoberto em sua primeira incursão. Tratou logo de correr e, embora tomado pela surpresa, constatara a pouca margem de distância em relação a seus desafetos.– La vai ele, pega ele, pega ele!, diziam os mais exaltados. Tarado. Tarado. Demônio. Pecador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, agora, para onde ir? Só havia um lugar para onde correr, esse já familiar e de seus antigos hábitos: a sacristia da Igreja. E foi para lá que correu. Correu tanto, que superou até mesmo o limite de sua constituição franzina, que Deus lhe dera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Entrara apressado no saguão santificado, mal dando tempo de encostar o dedo indicador na água benta da pia e, já cambaleando, fez a flexão de joelhos para demonstrar respeito ao Todo Poderoso, embora ele mesmo não tivesse a mesma reverência com seus semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Onde ele está?, gritavam. Onde ele foi se esconder? Diziam vozes vindas do lado de fora do prédio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ligeiro, procurou um lugar para se esconder, caso alguma alma incauta resolvesse inspecionar aquele local sagrado. Não havia nada, senão enfiar-se sob o manto da imagem da Santa, de estatura próxima à sua, em tamanho “natural”. E alí ficou ofegante, encolhido. Assustado. Porque dessa vez ele exagerara na medida, pois o alvo era a mulher do Doutor Prefeito, que viajara em comício, em busca de sua reeleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns instantes, tudo serenou e seu coração passou a bater com menor freqüência, enquanto ele dizia: “Puxa, foi por pouco. Muito Pouco”. Lá permaneceu até cambalear a cabeça e a ressonar, em conseqüência do cansaço que tomava conta de seu franzino corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, acostumado aos revezes, que suas traquinagens lhe traziam, resolveu olhar pela fresta do tecido e viu duas mulheres ajoelhadas, com&amp;nbsp;terços na mão, fazendo suas novenas. Estava preso ali, porque se fizesse um só movimento, poderia ver a sua moral arrancada de seu corpo, após lhe dar toda aquela fama de galanteador e seu jeito de atender as súplicas de mulheres solitárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito era controlar-se, para não deixar o seu corpo enrijecido pelo medo, enxugar o suor de sua testa e.... esperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não contava que o grupo caçador percorrera a Vila, nada encontrando, voltando para o átrio da Igreja. E todos, sem saber de seu paradeiro, entraram na Igreja para pedir ao Senhor que os auxiliassem em sua busca a encontrar aquele safado farçante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tudo, escondido junto à Santa, Zezinho assistia. E, agora? O que fazer? Enquanto as rezas seguiam, ele, novamente ficara fora de si, começando a falar alto e fino, enquanto o povo calava-se para ouvir aquela voz. Até que um fiel exclamou: “ Olha, a Santa fala!” Milagre. Milagre. E não demorou muito para que a Igreja lotasse. Todos queriam ouvir a Santa falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zezinho gostou da experiência e, quanto mais se exaltava, mais soltava o verbo. Até que se surpreendeu dizendo frases inteiras que não eram de sua autoria. Como poderia isso estar acontecendo? Olhou para a imagem da Santa e ela permanecia ali, imóvel. Enquanto isso suas palavras fluíam através de sua boca, sem que ele quisesse ou pensasse naquilo que pronunciava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais incrédulo do que os próprios fiéis, que ali estavam, compreendeu que o milagre estava acontecendo. Não era testemunha. O milagre estava dentro dele. Por ter vivido a experiência de Coroinha, entendeu que dentro de si morava o pecado e também a redenção. Mesmo sem rezar ou buscar elevar a sua fé, tudo fluía como uma luz que atravessava o seu corpo e se expandia ao tempo em que permanecia como o mais impuro dos fiéis, escondido por trás do manto que guardava a imagem de uma Santa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, foram todos para suas casas. Os fiéis, contagiados por palavras que lhe falaram ao coração,&amp;nbsp;lhes trouxeram&amp;nbsp;a certeza de terem assistido algo maior do que eles mesmos, maior do que suas próprias vidas, ainda que sem saber que o fenômeno se processara através da impura alma de Zezinho. E, esse, por sua vez, ainda estupefato, aguardara um pouco mais para sair sorrateiramente de mais uma Igreja, de mais uma cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dessa vez, tendo aumentado a sua experiência de vida, levando a certeza de que, com o Sagrado, não se brinca. E a dúvida de que talvez não fosse ele mesmo santo o suficiente para consolar jovens mulheres solitárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando lhe veio à cabeça o mesmo conselho, lhe repassado por vários padres por onde&amp;nbsp;passava: "Meu filho, viva sob as leis de Deus. Obedeça os 10 mandamentos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, ele sabia que era difícil ignorar os pecados da carne. Quem sabe mudar de vida, fazendo amizade somente com o cabo de sua enxada e passando a freqüentar mais vezes os salões e as sacristias de igrejas? Ou, como toda aquela experiência já ia se esvaecendo, para ficar tão somente em sua memória, quem sabe, talvez, pudesse ousar experimentar o vinho que o vigário guardava na sacristia, pois, afinal, neste mundo, ninguém é santo e ele, assim, poderia praticar um pecado menos alarmante, menos mortal, sem que viesse a bulir na moral e nos bons costumes das cidades por onde passava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de si apenas a certeza de que, um dia, a Santa lhe falara, e que poderia unir, numa só coisa, destino e livre-arbítrio, embora, muitas vezes, as mudanças só ocorressem através de verdadeiros milagres, para lhe dar certeza dos caminhos a seguir. Apesar de nutrir uma paixão por viver perigosamente e transgredir limites, para dominar&amp;nbsp;todas as situações de&amp;nbsp;perigo que suas aventuras lhe proporcionavam. A adrenalina era necessária à sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6663274650203873084?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6663274650203873084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/09/zezinho-e-santa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6663274650203873084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6663274650203873084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/09/zezinho-e-santa.html' title='Zezinho e a Santa'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-1432364103723825805</id><published>2010-08-23T10:06:00.000-03:00</published><updated>2010-08-23T10:06:39.890-03:00</updated><title type='text'>Avatar</title><content type='html'>Será que, quando chegar a hora, nós humanos vamos colocar os pés em outros planetas da mesma forma como os europeus os colocaram nas Américas, durante o século XVI? Será que, ao explorarmos outras dimensões do Universo, deixaremos de lado atitudes de paz e de integração aos ambientes visitados, para darmos prioridade a busca de riquezas e ousadia, assim como o fizeram, naquele século, portugueses, espanhóis, ingleses, holandeses, franceses e tantos outros caçadores de aventuras, conforme tão bem retratou Sérgio Buarque de Holanda, em seu “Raízes do Brasil'? Será que nos lançaremos ao espaço como verdadeiros colonizadores, cerceando liberdades e tratando nativos de forma subjugadora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos essa é uma reflexão que James Cameron traz a seu público, através do filme “ Avatar” seu primeiro longa-metragem, após o fenômeno Titanic (1997). Sou um daqueles retardatários que, até ontem, ainda não tinha assistido ao filme. E, de cara, compreendi porque a criação de Cameron, em apenas seis semanas, após entrar em cartaz, nos cinemas mundiais, se tornou a mais rentável de todos os tempos, porém não conseguiu sensibilizar o poder hollywoodiano, que apenas ratificou, no Oscar deste ano, as indicações de Melhor Fotografia, Melhor Direção e Arte e Melhor Efeitos Visuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assisti, ontem, vi que o filme é tudo aquilo que disseram dele, em suas duas horas e 46 minutos de duração. Para o grande publico a estória agrada pela existência de um casal que encontra impeditivos para sua união, fórmula que Cameron também utilizou em seu Titanic, através dos personagens vividos por Leonardo de Caprio e por Kate Winslet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo prefiro, ao traçar impressões sobre o filme, me valer de minhas anotações sobre aspectos político-sociais e culturais que estão subjacente à mensagem de Cameron. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles é o fato de ele questionar a forma imperialista e colonialista com que seu País vem atuando na política internacional, assim como já o fizeram os colonizadores da América. Certamente um tema que não agrada aos poderosos de Hollywood. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa de Cameron se passa no futuro, quando seu Pais resolve invadir Pandora, uma lua que orbita ao redor de Polyphemus, habitada por humanóides azuis de 3,5 metros de altura, chamados de Na´vi. O subsolo dessa lua é rico em um mineral chamado unobtainium. Cinco anos antes, do momento em que se passa o filme, esses colonizadores haviam feito uma tentativa de “domesticar” os nativos de Pandora, ensinando-lhes a língua inglesa, através de uma missão catequizadora, assim como fizeram os colonizadores aos tempos de Colombo, com o propósito de que esses nativos viessem a “colaborar” com os invasores, retirando-se das áreas onde estão assentados e onde se encontram as maiores jazidas de unobtanium, cuja cotação da época é estimada em Us$ 20 milhões de dólares por quilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os primeiros contatos, em lugar de levar os na'vis a se tornarem afáveis e submissos, os fez arredios e hostis, ao perceberem o perigo que tal invasão poderia significar, não só para eles, como para a quebra do equilíbrio do ecossistema existente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, agora chega a vez de uma nova missão ser enviada em busca dos na'vis, com o propósito de fazer com que as resistências fossem demovidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença invasora era composta por um contingente expressivo de militares, para garantir o poderio bélico, sob o comando do coronel Miles Quarithc, que não hesita em destruir a população local, em busca daquele minério, além da pesquisadora Grace Augustine (Sigourney Waver), que chefia uma equipe de estudos do meio ambiente e atua com os Avatares, seres com aparência de Na'vi e DNA de humanos, e que recebe a missão de se aproximar dos nativos para aprender seus hábitos e costumes, visando facilitar as estratégias de invasão do território. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a missão, contam com a ajuda do ex-fuzileiro e paraplégico Jake Sully (Sam Worthington), que, seduzido pela promessa de voltar a andar de Quatrich, aceita tomar o lugar do irmão gêmeo Tom, que havia sido treinado para essa missão, porém morrera dias antes, onde Jake passa a usar o mesmo DNA para interagir com seu Avatar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake Sully, Grace e seus companheiros entram em câmaras especiais, para se colocarem em estados alterados de consciência, onde podem, dali, “entrarem” nos corpos dos Avatares, para dar-lhes vida. E é nessa condição que se dirigirão à região onde se encontram os na'vis para travar-lhes contato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse momento que o Diretor faz a sua segunda importante abordagem, ao retratar o território de Pandora todo coberto por matas, rios e cascatas, animais selvagens e inúmeras tribos, distribuídas ao longo de seu território. Cameron aproveita a sua obra de ficção-científica, para discutir os problemas ambientais porque passa o Planeta Terra, para questionar a sustentabilidade e a necessidade imediata de ações que levem a salvar Gaia, fazendo recriar, em Pandora, uma fauna, uma flora, costumes e tradições essencialmente ligadas a seus questionamentos, através de um realismo impressionante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ocorreu com os ameríndios, os nativos viviam em tribos, usando arcos e flechas, eram desprovidos de quaisquer tecnologias, que pudessem melhorar suas vidas, sendo liderados por um cacique e por sua esposa xamã, simbolizando o poder material e o poder espiritual em união e cooperação. Usando a mente humana de Jake e o corpo de um Avatar, o enviado invasor penetra na mata utilizando a sua experiência de “mariner” para sobreviver na mata. Mas, em situação de perigo, acaba sendo salvo por Neytiri, uma jovem Na'vi, filha do pajé e da xamã que dirigem a tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem, depois de salvá-lo do ataque de animais ferozes, resolve abandoná-lo na floresta, mas recebe um aviso dos céus, de que deveria guiá-lo e lhe dar atenção, acabando por conduzi-lo aos membros de sua tribo. De início, é hostilizado e ameaçado pelos guerreiros, mas a xamã resolve pedir a sua filha Neytiri para treiná-lo e introduzi-lo nos usos e costumes de seu povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake, que era um militar, tem, agora, a tarefa de se tornar um guerreiro. Há, entre os dois, uma notável diferença: o militar americano, levado por seu patriotismo, deve lutar e matar usando uma obediência cega, inqüestionável, uma verdadeira máquina de matar, desprovida de discernimento. E, agora, tem que aprender a ser um guerreiro, que possui livre arbítrio, consciência, sabedoria e independência, para agir somente através de seu juízo de valores, sabendo preservar a vida, o equilíbrio e a dignidade frente às adversidades que a vida lhe impõem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, Jake mostra um coração forte, mas comportamento de criança, o levando a ao perigo frente a uma matilha de animais ferozes, semelhantes aos lobos. Para salvá-lo, Neytiri acaba matando um dos animais e depois lamenta por sua morte, já que ela simboliza um desequilíbrio das forças da natureza. Cameron retrata, nesta cena, o medo de um ser humano se encontrar em ambiente hostil e desconhecido, fator que leva animais selvagens a investir contra ele, ao perceberem o desequilíbrio em seu estado anímico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente um guerreiro passa por tal situação de forma diferente, pois consegue dominar o seu medo, respeita o seu oponente, porém é detentor de confiança em si e determinação para sobrepujar seus adversários. Com isso, Jake vai compreendendo e percebendo as diferenças entre um mariner e um guerreiro, onde arriscar-se e lançar-se às dificuldades constituem atitudes inerentes à condição que luta para alcançar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guerreiro está perfeitamente integrado ao ambiente em que vive, conectado com suas divindades maiores, representadas, no filme, por Eywa, e pelas forças da natureza, está subordinado a seu líder, porém possui discernimento e livre-arbítrio para agir segundo suas próprias convicções, sem, contudo, deixar de fazer parte a sua tribo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que há a rejeição inicial dos na'vis ao novo integrante, pois ele já carrega consigo medos e vícios que o detém frente as adversidades, algo difícil de fazer remover, assim como encher um copo que já está cheio, conforme diz Neytri. Para seguir aprendendo, Jake tem que esvaziar-se de tudo, e somente não opor resistência às novas situações a que lhe é colocado a prova. E, também aos poucos, vai ganhando coragem e capacitando-se para viver a sua nova condição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nativos ou os omaticayas mantém a Árvore Sagrada, que esconde um campo de fluxo de energias, que lhes dão sabedoria e consciência unitiva. É nela que Jake vai concluir o seu aprendizado, ao receber, em cerimônia xamã, a sua condição de guerreiro, sob as bençãos de Eywa. E também os cumprimentos de sua nova tribo, onde cada guerreiro encosta a sua mão nas costas de outro, à sua frente, formando uma grande mandala humana, representando, simbolicamente, a ignorância do ser humano frente aos mistérios da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que Cameron vai construindo um mundo de contrastes, onde, de um lado, um povo invasor, possuidor de um poderoso exército, aparelhado pela mais adiantada tecnologia e alimentado pela ambição extrativista, consegue encontrar um povo rudimentar, porém detentor de um grau elevado de espiritualidade, devidamente conectado às energias que alimentam aquela natural e diversificada forma de existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os invasores, os nativos são macacos azuis, selvagens repugnantes que merecem ser destruídos. E também é assim que Jake vive a sua crise existencial, onde valores humanos de sua civilização imperialista e materialista se opõe aos valores holísticos e conservacionistas de seu novo povo, quando está na condição de Avatar. Jake acaba perdendo a confiança na'vi, quando ocorre o início das investidas bélicas dos colonizadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei mais quem sou”diz ele. Ele sente que a sua situação se invertera, quando descobre que ser Avatar é, para ele, um mundo real e ser humano paraplégico se torna o mundo dos sonhos. No momento de seu maior dilema existencial, os guerreiros do clã descobrem sua verdadeira identidade: um demônio em corpo falso. Jack só consegue reverter a sua situação quando torna-se Toruk Macto, o cavaleiro da última sombra, passando a reunir, em volta de si, guerreiros de todos os clãs para enfrentar o grande inimigo. A batalha se inicia: canhões, robôs e aeronaves, contra guerreiros de arco e flecha, em suas montarias ou a pé, numa luta aparentemente desigual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, os guerreiros omatycaias contam, ao seu lado, com uma força poderosa: a existência de um sistema de comunicação eletroquímico, que existe entre os animais e as raízes de mais de um trilhão de árvores. Esse sistema permite cerca de 10 milhões de conexões, formando uma verdadeira rede, mais conexões que um cérebro humano, que transmitem informações e dados capazes de neutralizar a força bélica dos invasores e que acabam agindo a favor dos nativos. A natureza se torna hostil ao grande exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isso que Jack percebeu, de que a riqueza verdadeira não estava no subsolo, mas ali mesmo, pujante, sobre a terra, em sua volta, e que, para compartilhar toda essa vida, seria necessário entende-la e interagir com suas formas, usando, para isso, a força da mente, as energias eletroquímicas, a sua fé interior em todos os aspectos intangíveis de sua inteligência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencido, o grande gigante volta para casa, tal como ocorreu no Vietname, ou, mais recentemente no Afeganistão ou Iraque, onde sua força permitiu a tomada do poder, porém não a conquista de um território dominado pelas guerrilhas e emboscadas, de inimigos invisíveis e capazes de atenuar o poderio bélico, a arrogância e a ambição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Jack, esse compreendeu, ao encontrar a inteligência superior, também achara a sua segunda chance de vida. Pois um guerreiro na'vi nasce duas vezes: uma quando vem a esta forma de vida e a outra quando se torna um verdadeiro guerreiro e passa a ser, para sempre, reconhecido como filho de omaticaya, a partir de sua coragem, determinação e sabedoria, em defesa de todas as formas de vida e em consonância com as leis de Eywa em toda a sua exuberante beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso sob as lentes de Cameron, que busca rever os valores convergentes de uma nova ordem mundial mais igualitária, entre os povos, sob os olhares complacentes da academia, que conserva a sua própria lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o enorme paradoxo hollywoodiano, que permite a sensibilidade de fazer-se questionar o status quo vigente, porém deixa de premiar e reconhecer uma obra que relativiza o american way of life, em tempos de Obama e Hilary Clinton, em meio a políticas de expansionismo e belicismo aculturadores e mantenedores da hegemonia de poder em favor das grandes potências, retratando, assim, a realidade vigente em pleno século XXI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a sugerir que tal condição fatalmente será levada a outros planetas, quando naves intergalácticas deixarem a terra, ostentando o seu poderia bélico, capaz de garantir a obtenção de riquezas, em lugar da convergência de valores e a harmonia das relações com outras formas de vida, sejam eles na'vis ou quaisquer outros, talvez assentados em suas árvores de sabedoria, como sugere Cameron, em seu Avatar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreando em 18 de dezembro de 2009, o filme traz no elenco Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Joel Moore, com produção de Cameron e John Landau, Roteiro de Cameron e fotografia de Mauro Fiore.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-1432364103723825805?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/1432364103723825805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/avatar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1432364103723825805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1432364103723825805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/avatar.html' title='Avatar'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5260793437757888073</id><published>2010-08-11T22:05:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T22:05:27.841-03:00</updated><title type='text'>O romantismo está morrendo?</title><content type='html'>Pelo menos essa é a tese argüida por terapeutas e por psiquiatras: a de que o amor romântico está à beira da extinção, como resultado da evolução natural da sociedade, que passa a reservar ao amor uma condição menos avassaladora e reservando para o século XXI o nascimento de outras formas de sua manifestação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é tratado por Maria Fernanda Seixas, na edição do dia 8 de junho do corrente ano, veiculada pelo Correio Brasiliense. Maria Fernanda faz uma análise histórica do tema, remontando ao século XII, quando surge o amor cortês e começa a desenhar o conceito de romantismo, que se estabeleceu durante o século 19. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo lembra, essa evolução acabou resultando, já na década de 1940, nas idéias românticas que formam as bases do matrimônio, na segunda metade do século XX. Segundo a idéia dominante no romantismo, os indivíduos passam a acreditar na conquista da felicidade pelo chamado “Complexo de Cinderela”, na qual a conquista da felicidade passa pelas mãos do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar o século XXI, a tendência é levar as pessoas a aprenderem a não mais delegar a própria felicidade ao outro, sem que isso sentencie o desaparecimento dos suspiros apaixonados. Mas levando indivíduos a buscarem o autoconhecimento e a individualidade, que significa, segundo esses profissionais, por quem os retrata, abandonarem conceitos como “cara-metade”, “felizes para sempre” e “almas gêmeas”. E onde passam a ser abandonados ideais baseados em expectativas, fidelidade e felicidade frutos da crença de que a outra metade possa completar a unidade para o alcance da felicidade eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, segundo profissionais citados por Maria Fernanda, as relações entre indivíduos se tornam mais práticas e menos passionais, uma situação que passa a ser assentada a partir de uma nova lógica, que acaba com a contingência de as pessoas permanecerem casadas e infelizes. Para esses profissionais, essa combinação explosiva é resultado de um começo marcado por um impulso romântico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo é impactante e passível de gerar polêmica. Para aqueles mais otimistas, a situação é favorável porque permite maior liberdade e sinceridade dos envolvidos na relação, que passam a estar mais desimpedidos de cobranças, desespero e dor. Essa maior liberdade, no entanto, não implica no desaparecimento da corte, da oferenda de rosas ou cartas de amor, do amor cortês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá como for, apesar dessa constatação, mostrada pelo referido estudo, há que se aprofundar as discussões, em busca de um aclaramento entre o que passa a ser abolido e o que passa a ser mantido a partir do advento dos novos paradigmas. Enquanto isso, o romantismo ainda permanece na preferência de muitos casais, assim como a expectativa de buscar o outro como forma de encontrar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que a passagem de um paradigma para outro, uma necessidade mais atribuída do que real, depende do grau de equilíbrio de quem se encontra prestes a viver uma relação segundo os novos parâmetros. Ninguém dá o que não tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se verifica é a existência de um expressivo contingente de brasileiros que ainda encontram dificuldades de gostarem de si mesmos, acabam agindo de forma rigorosa, em relação a si mesmos e precisam trabalhar questões subjetivas que nem sempre são fáceis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar de lado o “Complexo de Cinderela” para optar pela busca de um autoconhecimento exige o alcance da maturidade, do equilíbrio, da auto-estima e, ainda, abrandar o egocentrismo para substituí-lo por uma postura mais altruísta. Implica em ser capaz de compartilhar, doar, acolher, abarcar, repartir, renunciar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, também, de um sentimento maior capaz de produzir felicidade e plenitude. Se o romantismo está mudando ou permanecendo o mesmo, durante mais algum tempo, uma questão sempre permanece subjacente à discussão: o amor é o alicerce de toda a relação e Ele ainda constitui a chave para este novo século, pois Ele permitirá que todos os desafios sejam resolvidos. Só o amor é capaz de dar equilíbrio e harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É válido pensar-se que, existindo o amor, a orientação interior leva à melhor compreensão de pensamentos e emoções e a um melhor equilíbrio corpóreo, mental e espiritual. O amor é resposta a tudo, a cada desafio, relacionamento, circunstâncias que envolve o ato do existir. Encontrá-lo é desvendar o segredo da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5260793437757888073?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5260793437757888073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/o-romantismo-esta-morrendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5260793437757888073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5260793437757888073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/o-romantismo-esta-morrendo.html' title='O romantismo está morrendo?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8116870095716274024</id><published>2010-08-08T16:09:00.000-03:00</published><updated>2010-08-08T16:09:03.091-03:00</updated><title type='text'>Dia dos pais</title><content type='html'>Há cerca de 20 anos, uma então colega de trabalho me perguntou: quantos filhos você tem? Eu lhe respondi prontamente: nenhum. E ela, misturando um ar de indignação, com a minha resposta, e surpresa, me replicou: ué, mas eu vi você, num shopping, acompanhado de crianças. Como você me vem agora responder que não tem filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que lhe respondi: eu não tenho filhos, eles me têm. Porque agora, que estão crescidos, eles me dizem que roupa devo usar, me apontam meus erros, dizem o que devo fazer, expressam suas opiniões enfáticas sobre mim, com ar de quem já adquiriu suas experiências na passagem por esta existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim tem acontecido, ao longo dos anos. Eu os acolho. Eles me emprestam suas experiências de vida. E, hoje, enquanto eles reverenciam o pai que tem, eu me volto a pensar em todos aqueles que dividem comigo, neste momento, essa experiência maravilhosa de ser pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de minha idade, assim como experiências já passadas há muito,&amp;nbsp;verifico e reconheço o quanto é difícil passar por esta experiência ao término de um século e o começo de outro, quando tudo é visto, revisto e examinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paradigmas mudam, o papel atribuído passa por questionamentos, as relações afetivas se transformam, a visão de quem é filho, hoje, muda a todo o instante, enquanto ficamos aferrados às velhas e conservadoras posições. Sempre foi assim. O novo surge para desbancar o velho, mas o velho também incorpora valores trazidos por esse mesmo novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso na experiência paterna. Se, no Brasil, as universidades injetam nas mentes acadêmicas um monte de informações que não serão utilizadas pelos seus discentes, e não há preocupação curricular de preparar seus alunos para a vida, mas, sim, para a tecnocracia e a tecnoburocracia, também não há um curriculum que inspire os indivíduos a chegarem à maturidade de passarem pela experiência de se tornarem pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a experiência de passar pela paternidade é mais um ato de experimentação, tentativa e erro, aplicação das experiências herdadas de seus pais, aplicação dos velhos e conservados paradigmas, dentro de uma sociedade que hoje quer uma nova ordem e uma lógica que agregue famílias e constitua a célula da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver a experiência de ser pai é única e intransferível. Todo o pós adolescente têm uma idéia de como procederá, quando chegar a hora de passar de filho à pai. Mas, ao colocar em prática seus arquétipos, descobre que na prática toda a teoria é outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda era uma criança, quando me colocaram às mãos um bebe, que possuía uma cor avermelhada, de tanto chorar e se esganiçar. Minha filha, quando pequena,&amp;nbsp;se mostrou, desde cedo, birrenta, chorona e cheia de caprichos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berrava todas as noites e, pela manhã, nos primeiros raios de sol, muitas vezes encobertos pela neblina de um rigoroso inverno, ressonava enquanto seu pai tinha de levantar e seguir para o trabalho, com os olhos esbugalhados, olheiras na face e uma indisfarçável expressão de noite mal dormida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, ao sair, ter de ouvir sua esposa dizer: “olha que amor, agora ela dorme como um anjo”. E foi assim que aprendi que um dos segredos da paternidade é uma grande e assumida disposição de renunciar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem bem me preparava para trabalhar a minha personalidade imatura, e já tinha que pensar, pela assumida experiência de paternidade, em renunciar e conceder. Acho que esse é o grande segredo de uma bem exitosa passagem por essa função, que exige esquecimento de si mesmo e sensibilidade aos desígnios de criar e crear um ser verdadeiramente em formação, desde seu estágio semente até chegar à plenitude de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fui bem sucedido? Sinceramente não sei. Mas certamente quando tiver deixado essa vida ensejarei meios e condições de ser avaliado e até mesmo receber uma nota por tudo aquilo que fui e também por tudo aquilo que não fui, enquanto era tratado pelo simples apelido de: “pai”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, volto-me ao passado e examino e faço cortes em minhas experiências. Em sua maioria, ao olhar a realidade de ontem, com os olhos de hoje, eu certamente as jogaria fora e, se pudesse passar pelas experiências novamente, as faria diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, entre as experiências que eu conservaria, está, sem dúvidas, uma passagem em que me lembro ter ido visitar o meu pai. Quando eu já tinha criado meus filhos e quando ele, já velho e vivendo sozinho, em outro estado, me recebeu como visita por dois dias. O via muito pouco, e, a cada vez, por períodos nunca superiores a uma semana, contra dois ou três anos de ausência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, dessa vez, ele, pleno de saudades e farto de sua solidão, perguntou-me: “e aí, então, o que tens de novo a me contar'? E eu lhe respondi, secamente: “nada”. Sua expressão foi murchando rapidamente, e de uma condição facial exitosa por minha presença, foi, rapidamente, trocada por um ar de frustração e de desânimo. Ainda hoje penso o que deve ter se passado por sua mente: “puxa vida, eu esperei quase dois anos para vê-lo, ele me faz uma visita de dois dias, para depois seguir viagem que o levará a outro destino, fico sozinho todo o tempo e ele não quer me contar nada de sua vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aparente desgosto se tornou perene, pois nunca mais tocamos nesse assunto. Mas o que ele nunca soube foram as razões que me levaram a&amp;nbsp;assumir aquela afirmativa, tão desestimulante ao seu modo de enxergar as coisas. Pois já acreditava que o essencial não pode ser expressado em palavras, mas sim em sentimentos. Não lhe havia visitado para falar de minhas emoções, mas, sim, para expressá-las, para lhe falar através de&amp;nbsp;meu coração, que&amp;nbsp;não pode ser dissecado&amp;nbsp;através da mente, mas com sentimentos de gratidão e afeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele não foi capaz, ainda, de entender o meu gesto, o deixo plasmado aqui, nessas linhas, para que elas cheguem até a eternidade e ele as receba agora, com os votos, nessa data, de todo o meu tributo à sua figura paterna, que me ajudou a me orientar por essa vida. Obrigado, meu pai, pois eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz um Mestre Ascencionado, que também é pai de muitos filhos: não agradeças a quem te ama, mas procures retribui-lo com o mesmo amor e com a mesma intensidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a paternidade é um ato de amor e está associada à doação e à entrega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, mesmo que eu seja, neste dia, homenageado não posso deixar de pensar em meus colegas pais. Fico pensando naqueles pais que hoje estão nas cadeias, nos leitos dos hospitais, nos manicômios, nas sarjetas, nos abrigos, nos asilos ou simplesmente desapareceram sem deixar pistas, como aqueles que ocuparam os porões da ditadura ou das trincheiras de uma guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqueles que se encontravam em hora e lugar errados, como em Hirochima &amp;amp; Nagasaki, como no atentado de 11 de setembro, como nos terremotos do Chile ou do Haiti, como os tsunamis da Tailândia e do Japão (Hokaido), da Nicarágua, da Ilha das Flores (Indonésia), do Peru, da Nova Guiné ou do Oceano Índigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me, neste dia de hoje, daqueles pais que viram seus filhos morrerem em seus braços, como em Serra Leoa ou Somália ou vitimas do caótico trânsito, como é o caso de Raul Mascarenhas, que teve que enterrar, recentemente, seu filho Rafael Mascarenhas, vítima de um atropelamento durante a madrugada de terça, 20, enquanto andava de skate com alguns amigos no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos pais anônimos viram seus filhos atropelados, prensados em ferragens ou arrastados pelas ruas, vitimas de assaltos ou balas perdidas. Quantos pais se esqueceram da missão divina que receberam, e acabaram por tirar-lhes a vida em lugar de amar, respeitar e incentivar um ser que é fruto de seus atos de amor ou de simples prazer imediatista, desprovido de responsabilidades e conseqüências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade tem, historicamente, reservado aos pais os papéis de provedor, de esteio, de mantenedor, de poder paternal, dele derivando a conotação de austeridade, disciplina, ordem, respeito e muitas vezes intimidação, arquétipos que vem sendo mudados, gradativamente, derivados pelo divórcio, pela separação, por lares desconstituídos, mas, também, pelo ensejo de assumir o amor e a compaixão de levar uma semente a ser regada, cuidada para que um dia assuma a sua condição plena de existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudesse, eu sairia, hoje, de casa para abraçar&amp;nbsp;a todos os meus amigos, que são pais, a todos os que são mais filhos do que pais, a todos os pais que são mais filhos, a todos os que, ao passarem por essa experiência, conseguiram adentrar por uma das principais leis espirituais que regem a esta vida, a lei da renúncia, e, também, a certeza que, embora pais, somos todos filhos de um ato de criação. E que, ao darmos os parabéns aos pais humanos, quase nunca nos lembramos de um Pai, o maior de todos os pais: Deus, que é quem nos provêm não do que queremos, mas do que é necessário para nosso crescimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja essa uma outra lição a ser incorporada por aqueles que assumem essa experiência. A de que um filho não é parte de nós, não pertence à nossa personalidade e não é a nossa imagem e nossa semelhança. Todo ato, criado através de nós, à medida que toma forma, vai, aos poucos, se distanciando, por suas experiências, construindo uma vida independente e soberana. Uma realidade às vezes difícil de ser assumida. Quando mudamos nossa percepção ortodoxa adquirimos mais condições de compreender que essa vida, que ajudamos a criar, somente se liga a nós pelo verbo, pela afetividade, em decorrência da maneira como as tratamos, em seus processos de formação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isso que aprendi e que hoje, nessa condição, me torna um ser completo e abençoado. Meus filhos, eu os amo, acima de quaisquer circunstâncias, e, se hoje me fosse dada novamente a opção de decidir, eu a tomaria novamente e repetiria tudo de novo, por todas as alegrias que resultaram de noites mal dormidas, de testas enrugadas e de decisões a serem tomadas, sempre envolvendo mais do que minha própria vida. Afinal, como dizia o poeta Fernando Pessoa: “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que me lê, neste momento, se já tiver vivendo ou passado por essa experiência, desejo-te um FELIZ DIA DOS PAIS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8116870095716274024?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8116870095716274024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/dia-dos-pais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8116870095716274024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8116870095716274024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/08/dia-dos-pais.html' title='Dia dos pais'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-119003534889940020</id><published>2010-07-24T15:58:00.002-03:00</published><updated>2010-07-25T12:03:12.456-03:00</updated><title type='text'>Sentimentos ou emoções?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conta-se que, longe da dimensão tempo/espaço, um Mestre Ascensionado estava empenhado em fazer seus adeptos entenderem o significado da harmonia entre o corpo e o espírito. Ele sabia muito bem que os anseios da carne ensejavam a ansiedade, a angústia, os medos, a raiva, a insegurança, a dispersão, a preguiça e muitas outras emoções. E, também, que seu antídoto, seria a concentração, a retidão, a amabilidade e a compaixão, como formas de permitir a união estável entre corpo e espírito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para falar sobre o assunto, visando aclarar a compreensão de seus adeptos, contou uma parábola sobre um asceta que estava empenhado em desenvolver, através da meditação, a profundidade de sua consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os dias esse asceta esperava os primeiros raios de sol, e, utilizando um banquinho, ia se sentar em frente a uma enorme parede branca, fixando o seu olhar sobre ela até o sol se por. Então ele levantava-se de seu banquinho e agradecia aos céus por mais este dia, e seguia rumo a seu lar onde registrava suas experiências num pequeno caderno, e, em seguida, preparava-se para alimentar-se, banhar-se e descansar o seu corpo, até que um novo amanhã surgisse e houvesse um novo encontro com a parede branca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um certo menino, que também fazia um trabalho ascético para desenvolver a observação, via aquele asceta, diariamente, prostrar-se frente ao muro e lá permanecer até o cair da tarde. E, movido por sua curiosidade, não resistiu à tentação e foi indagá-lo sobre seus motivos e propósitos, bem como resultados de seu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num ato de impulso, que quebrou a sua timidez, aproximou-se daquele homem e lhe disse: eu venho aqui todo o dia e o vejo nessa posição, sem se movimentar, e, como trabalho a observação, tentei fazer o mesmo que você. Mas não consegui. Fiquei fitando o vazio, sem produzir algo diferente. Por isso nada coloco em minhas anotações, já que tudo é vazio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem interrompeu a sua meditação, franziu a testa e esboçou certo tom de desaprovação, por ter que parar o que estava fazendo. Então perguntou ao menino: “o que estás me dizendo é que me observas, mas não vês nada de diferente em mim, não vês o que vejo e não consegues chegar a nada, senão o vazio”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O menino lhe ascendeu positivamente com a cabeça. O homem lhe respondeu que o que ele buscava, ao fitar a parede, é tão somente aprofundar o seu olhar e aprender a ver. Ao fitar a parede, ele viu uma fenda. E passou a dirigir o seu olhar sobre ela. Para ele, olhar a fenda, existente naquela parede, lhe dava inspiração para trabalhar a si mesmo, em seu dia a dia. Aprendia desvendar-se mais e mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O asceta acabou confessando que, de início, olhava a fenda e não conseguia avançar o seu olhar, e, assim como o menino, tudo, para ele, era um vazio. Mas ele insistiu naquele olhar, pois a fenda lhe mostrara como algo pode se transformar de modo sutil, porém profundo”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Mestre disse a seus adeptos que assim como esse asceta, muitos homens se preocupam em querer enxergar a mudança nos outros, através de seus atos e movimentos. Ele explicou que as verdadeiras mudanças não se iniciam por atos e movimentos, mas pela busca da profundidade, frente à imensidão de si mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o buscador encontra a fenda e a diferencia das demais partes da parede branca, observa que esta começa a mudar, sem que os seres humanos percebam essa mudança. Muitas vezes, os seres humanos&amp;nbsp;ficam alheios a essa transformação, porque seu foco não está na fenda, nem sequer na própria parede branca, grande demais para permitir um olhar contínuo sobre ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse o Mestre a seus adeptos, que os seres humanos costumam observar no outro seus atos e movimentos, mas não chegam a compreender porque aqueles que mais se debatem, que mais agem, que mais se movimentam, são tão mais vastos que uma parede branca, porque não conseguem ver-se com profundidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Mestre lhes disse que, se quiserem aprender o dom da observação, não devem fixar-se em atos e movimentos, porque geralmente a verdade não está lá, mas, sim, na profundidade do seu ser. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Mestre lembrou ser comum, entre os seres humanos, encontrarem-se frente a si como se estivessem frente a uma parede branca, como se esse fosse o seu futuro. Como não conseguissem enxergar a si mesmos, ficando inquietos, sentando-se em seus bancos e passando a dizer que sua visão não enxerga outra coisa senão o vazio. Que nada muda em suas vidas, que vivem sempre a mesma rotina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agindo assim, segundo o Mestre, esses seres perdem a profundidade de si mesmos, porque se deixam levar por suas emoções, que, para Ele, são vastas, vagas e, ao primeiro sinal de ventos a soprar, se perdem e se deixam flutuar por onde a brisa sopra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quando buscam colocar um foco em si mesmos, eles encontram as fendas, as feridas e também as soluções, as dores, os valores, porque estão mais profundos, entregando-se às suas verdades, uma vez que o sentir sempre sabe e jamais pára de evoluir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Mestre costuma lembrar que, se aprenderem com essas verdades, que emerge de seu interior, os seres humanos entenderão que jamais estão estagnados, mas continuam sentindo suas vidas, e, quando sentem, é chegada a hora de fazer os movimentos, caso não estejam anestesiados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele diz a seus adeptos que tudo muda, tudo caminha, tudo se transforma e tudo evolui, porém é preciso se ter profundidade, frente à parede branca. O Mestre chama a esse procedimento de Lei das Escolhas, pois, do outro lado desta parede existe apenas um caminho, chamado de “a escolha certa”. Para isso, é necessário apenas um fluido divino, que é o único capaz de fazê-lo passar pela fenda e, daí em diante, poderá até pintar a parede de uma nova cor, criar novos muros ou talhar novas fendas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos tentam achar o caminho e se esquecem que, se não existisse a parede, achariam tudo sem sentido, como o fazem com suas vidas. E, quando se aprofundam em suas verdades, também encontram a si mesmos. Quando acham o fluído divino, trilham o caminho certo, recebendo, a partir daí, a certeza de que há um cajado para cada discípulo, oferendado por um Mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Ele, quando fazem a escolha certa, são sempre bem-vindos, suas verdades são quase sempre certas, seus atos e movimentos permitidos, porque já chegaram ao Caminho. Mas, para receberem o cajado, devem seguir duas verdades maiores: observação e profundidade. Ultrapassado o umbral da parede branca, saberão que não estão sozinhos, porque outros seres também estão em busca de uma parede branca e, certamente, vão se encontrar para seguirem juntos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, naturalmente, eu acrescento: dispor do amor, da entrega, da dedicação de um Mestre, que ilumina o caminho e oferece uma caminhada compartilhada, cheia de experiências, que se escondem por trás de uma parede branca, que se revela ao início, sem sentido, sem mostrar as fendas, por onde todo o caminho deve começar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A consciência surge de dentro para fora e não de fora para dentro. É preciso observar e aprofundar o que se apresenta, de início, um imenso vazio, cujas aguas profundas deixam de ser turvas e se tornam límpidas e por onde o caminho se apresenta claro e evidente.&amp;nbsp;Para se chegar a essa clareza, é&amp;nbsp;só seguir as fendas e tudo se dará por acréscimo. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-119003534889940020?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/119003534889940020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/sentimentos-ou-emocoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/119003534889940020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/119003534889940020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/sentimentos-ou-emocoes.html' title='Sentimentos ou emoções?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5468248443351453156</id><published>2010-07-19T22:17:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T15:08:00.922-03:00</updated><title type='text'>Hanami</title><content type='html'>Kirschblüten – Hanami é um filme belíssimo. Uma história tocante, uma bela reflexão sobre o nosso tempo, marcado pelo individualismo. Sua trilha sonora é bonita, sua fotografia maravilhosa e seus atores e atrizes excelentes. Produção franco-alemã, de 127 minutos, filmado em 2008, recebeu, no Brasil, o sugestivo nome de Cerejeiras em Flor. Direção e roteiro da alemã Doris Dörrie, Música de Claus Bantzer, Fotografia de Hanno Lentz e Montagem de Inez Regnier e Frank Müller. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comovente, o filme conta a trajetória de Rudi Angermeier (Elmar Wepper) e Trudi Angermeier (Hanellore Elsner) um casal de terceira idade que vive de forma rotineira e tranqüila, até que Trudi recebe a notícia de que seu marido está com uma doença que lhe dá poucos meses de vida. Os médicos a aconselham a tomar cuidado ao contar ao marido sua enfermidade. Eles sugerem que o casal aproveite os últimos momentos para viajar ou realizar alguns de seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar ao marido sobre sua doença, Trudi convence-o a saírem do interior da Alemanha e irem à Berlin para visitarem os filhos. Envoltos em suas vidas, os filhos consideram suas visitas verdadeiros incômodos. O filme leva ao espectador a pensar sobre as relações atuais entre pais nessa faixa etária e seus filhos adultos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face do desencontro entre gerações, o casal resolve viajar para a região do oceano Báltico para aproveitar os momentos. O assunto morte vêm à tona, quando Trudi pergunta ao marido o que ele faria, se soubesse que iria morrer logo. Esse lhe responde que voltaria para sua casa e viveria de sua rotina, saindo para o trabalho todos os dias e retornando para ela ao cair da tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação se complica ainda mais quando, inesperadamente, Trudi morre, deixando o marido aos cuidados dos filhos. Rudi se desespera pela ausência da esposa e procura reavivar experiências e redescobrir quem foi sua esposa. Suas lembranças o levam a conceber uma nova imagem para sua esposa, apaixonada pela vida e conseqüentemente pelo amor. Rudi lembra que sua amada tinha vontade de ir ao Japão para conhecer o Monte Fuji e visitar as cerejeiras em flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a presença do filho, que mora em Tóquio, Rudi se desloca para o Japão, como forma de resgatar o convívio com seu dileto filho, – Karl Angermeier (Maximilian Bruckner). Da mesma forma que os seus irmãos, Karl também não tem tempo e muito menos disposição para tomar conta do seu pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitário e vivendo numa terra estranha, Rudi começa a conhecer Tóquio por sua conta, ao mesmo tempo em que vê sua relação com o filho cada vez mais deteriorada. A cidade, que combina modernidade e tradição, o seduz e o assusta ao mesmo tempo. Buscando conhecer as Cerejeiras em Flor, por ocasião o Hanami, o festival das cerejeiras, conhece uma jovem de 18 anos, Yu (Aya Irizuki) e as coisas começam a mudar em sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yu o introduz na arte do&amp;nbsp;butô, uma dança que visa fazerem as sombras dos corpos humanos dançarem, simbolizando o lado oculto que não conhecemos. Yu também padecia da perda de sua mãe e ambos buscam se comunicar com seus entes queridos através da dança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sua viagem se faz em homenagem à sua esposa,&amp;nbsp;Rudi leva consigo, para dançar, as roupas e colares de sua amada,&amp;nbsp;passando a vesti-los. Há um simbolismo em tudo isso, pois Rudy não sabe para onde foi sua esposa, depois de deixá-lo e, assim, ele deseja que sua esposa, do lugar desconhecido por ele, o acompanhe em suas experiências através das roupas femininas que veste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yu utiliza em suas danças o uso de um velho e ultrapassado aparelho telefônico,&amp;nbsp;confeccionado ao tempo em que a discagem era feita por meio de um disco,&amp;nbsp;que girava para acionar o número discado, como forma de&amp;nbsp;tentar se comunicar com sua mãe desde a sua morte. Ao também tentar utilizar um aparelho telefônico semelhante, Rudi se dá conta que&amp;nbsp;só pode adotar a dança e seu simbolismo, se começar a liberar a sua mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade entre Yu e Rudi se desenrola dentro de uma preocupação, mantida pela diretora, de levar seus espectadores, a pensar sobre a perda e superação dos ciclos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos resolvem visitar o majestoso Monte Fuji, na zona rural do Japão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tentativa passa a ser sucessivamente frustada, pois o Monte permanece, por alguns dias, sem ser visto, em razão da existência de nuvens baixas. Mas Rudi insiste, até que, numa certa madrugada, ele acorda, abre a janela e consegue enxergar todo o explendor e opulência de suas formas. A Fotografia é impecável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudi procura fazer um ritual, utilizando as técnicas do butô, em seqüências as mais bonitas do filme, quando sua imaginação o leva a dançar com sua esposa, até o amanhecer. Ao raiar do dia, Rudi deixa esta vida, agradecido e de bem com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os críticos, o filme, apesar de uma proposta interessante, peca na seqüência de imagens, assim como de edição e, ainda, pela tentativa de a diretora imiscuir, numa só proposta, valores culturais germânicos e nipônicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim acho que tais “críticas” são preciosismos de quem precisa provar que entende do que está analisando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme deixou claro, para mim, uma pergunta fundamental, que poderia muito bem ser colocada nos lábios de Rudi mas que é pertinente a cada um de nós: “eu sei viver”? Ou apenas sobreviver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que me deixo levar pela rotina, em razão da ausência de sonhos existenciais, ou sei dar à minha vida uma direção conseqüente e capaz de me tornar um ser feliz, apesar das agruras da vida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, quando temos uma vida pela frente, para ser vivida, nunca buscamos descobrir a essência da vida. Só quando estamos condenados à morte, como Rudi, é que saímos em busca dos valores essenciais que justificam a nossa passagem por este plano de existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, quando ingressamos na chamada “idade madura” descobrimos que o importante não é termos emoções existenciais que nos fazem vibrar diante da vida. De nos sentirmos vivos. Mas, sim, os nossos sentimentos. Sentir, em lugar de emocionar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos mostra Rudi é que, enquanto esse viveu sob o domínio de suas emoções, ele sofreu e se abrigou na rotina para impedir as inconstâncias na vida. Mas quando passou a aguçar a sua busca em aprimorar os seus sentimentos, passou a ver a sua vida de forma diferente, deixando de temer o devenir, as inconstâncias e a também perceber, com sua sensibilidade, a magistral obra da natureza, a partir de valores que conformam sua espiritualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, tenho aprendido que o espírito que habita cada ser humano costuma falar com sua alma e sua personalidade através de diferentes maneiras, mas, de uma foma usual, raríssimas vezes utiliza a mente racional para fazê-lo, sendo mais usual utilizar-se dos canais da intuição, dos sentimentos e até mesmo do instinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nós, assim como Rudi, prefere viver a sua rotina, dentro de sua paralisia humana, cativos que somos de nossos bloqueios e inibições, pois somos escravos de nossos medos, e onde gastamos uma grande quantidade de energia simplesmente para manter tais limitações em seu cativeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que somos compelidos a enfrentar antigos padrões e estruturas que, durante um longo tempo, nos serviu como cativeiro para escondermos os aspectos menos agradáveis de nossa personalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de nossas máscaras, que utilizamos em nossas profissões, filiações a nossas instituições, atitudes sociais, sorrisos afáveis e diplomacias, e de nossas rígida moral familiar, tão bem tratada pelo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a sensibilidade, para com os valores existenciais, nos faz romper com essas estruturas e as colocarmos fora, como roupa velha que não nos serve mais, principalmente diante de eventos desencadeantes, como foi a morte de Trudi para Rudi. A partir daí nos desfazemos de todas as estruturas que construímos no mundo externo para completar o nosso eu incompleto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças internas provocam mudanças externas, como nas cenas em que dança o butô, porque algo dentro dele, assim como no interior de cada um de nós, atingiu o ponto de ebulição e já não pode ser contido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes se fechando para vida, criando rotinas e guardando no interior de si o eu incompleto, chega o momento em que tudo eclode e desperta a consciência presente na vida de todos. O ideal de perfeição se acende, a noite escura é dispersada e se abre, no interior do ser humano,&amp;nbsp;a fé no espírito de luta da vida que, dentro de seu ritual, chega ao esplendor quando nos ternamos verdadeiros em relação a nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa beleza o filme nos incita. Como diz a frase de um internauta: o filme é “Um canto a novos começos”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5468248443351453156?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5468248443351453156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/hanami.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5468248443351453156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5468248443351453156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/hanami.html' title='Hanami'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5572388804299968427</id><published>2010-07-14T14:03:00.000-03:00</published><updated>2010-07-17T10:49:19.614-03:00</updated><title type='text'>A CABRA</title><content type='html'>Entre as muitas histórias, acerca de Gandhi, uma me vem à cabeça, neste momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que, certa vez, Gandhi recebera, em sua casa, para uma reunião, os principais líderes da Revolução pró-independência da Índia. Todos reunidos, pauta em andamento, Gandhi recebeu a visita de um menino, que lhe cochichou alguma coisa ao seu ouvido. O Grande Marratma interrompeu a reunião e saiu às pressas, deixando a todos atônitos. O que aconteceu?, perguntavam. Todos foram à janela para ver Gandhi atender a uma cabra, que estava com dor de barriga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presentes se olharam e perguntaram, de forma ironica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poxa, ele interrompe uma reunião com altos representantes do movimento para atender a uma cabra que está com coligas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos não entenderam o significado daquele gesto para Gandhi. No Mundo de Deus, nenhuma coisa é mais importante do que outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes ignoramos coisas pequenas, compromissos já assumidos, porque achamos que&amp;nbsp;estamos dando importância&amp;nbsp;às coisas relevantes, gesto que estaria justificando plenamente a sua omissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes um político ou um&amp;nbsp;gestor vai de encontro a compromissos menores, já firmados, porque está agindo “em nome do bem comum" . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a democracia como o autocratismo&amp;nbsp;usam o mesmo discurso: trabalham para o bem comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para mim, nenhuma causa, por mais nobre que seja, vale a quebra de cumplicidades estabelecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi entendeu que dar a atenção a uma simples cabra é tão importante quanto discutir os destinos de sua Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Universo, criado por Deus, todos são iguais, perante o Criador. A diferença está nas formas como olhamos as situações que nos cercam: olharmos o universo manifestado com o que é invisível aos olhos e afeto ao coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltar a palavra empenhada, deixar de reconhecer tratos formulados, não dar importância&amp;nbsp;às coisas menores, porque estamos tratando de questões maiores, em nome do benefício de todos, é permtir que nos deixamos impregnar pelo discurso coletivo, quando nossas intenções não querem outra coisa senão satisfazer a nossos desejos pessoais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi se deu conta disso. E nós pobres mortais? Em que amparamos nossos discursos? No altruísmo e na reverência a todas as formas criadas por Deus ou no discurso inflamado, baseado em intenções de servir, carregando, de forma subjacente, nosso universo egocêntrico em busca de satisfação de nossos desejos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5572388804299968427?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5572388804299968427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/cabra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5572388804299968427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5572388804299968427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/cabra.html' title='A CABRA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-376411780246003926</id><published>2010-07-12T14:53:00.000-03:00</published><updated>2010-07-16T08:43:28.931-03:00</updated><title type='text'>O legado aos mais jovens e a espiritualidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazendo um monólogo sobre a situação atual do Brasil, tenho me perguntado se não estou sendo moralista demais, quando analiso o legado que estamos deixando para nossas crianças. É que pessoas mais velhas, como eu, costumam considerar as suas experiências, trazidas da infância e da juventude, que constituem a sua realidade vivencial, para tentar entender o que se passa com essa nova juventude, que há de nos suceder na condução dos destinos deste País e de nosso Planeta. À guisa de tais elementos, no entanto, nós, mais velhos, estamos correndo o risco de parecermos caretas, conservadores em relação às transformações porque passa cada nova geração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas escolas, alunos, até mesmo menores de 12 anos, começam a andar armados. Alunos agridem, fisicamente, professores e professores agridem seus alunos. Alunas são estrupadas por colegas. Alunos que incendeiam mendigos. Fora dos ambientes escolares, são deixadas em companhia de babás eletrônicas. Jovens que formam gangues, a princípio, para maior segurança, mas, depois, desvirtuam-se pelo caminho, intimidando os mais fracos e susceptíveis ao poder que emanam. Jovens que, em escala crescente, experimentam drogas como forma de escape de suas questões existenciais e em busca de conquistar um prazer imediato que, na maioria das vezes, culmina com a dependência e alienação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por certo que contam com exemplos pouco significativos para a sua formação psicológica, em meio a ambientes escolares e familiares desprovidos do principio da solidariedade. E, ainda, as deficiências de um sistema de ensino que enseja a falta de aulas e a fazerem passar de ano alunos sem estudar. Tudo isso em meio à remuneração deficiente de professores e a existência de um número expressivo deles que dão aulas de matérias as quais não possuem formação. A Escola não constitui um ente a parte, mas é resultado da interação que mantém com a sociedade que a criou e a alimenta. Muitos deles derivados de lares desestruturados, formados pela imaturidade emocional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de limites, impunidades para atos de desvios, geram comportamentos de arrogância, ausência de escrúpulos, como conseqüência da falta de noção entre o que é certo e o que é errado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasce uma geração violenta, marcada pela a exacerbação de direitos individuais e a invasão sobre os direitos alheios. Ao chegar na vida adulta, esses adolescentes transformam essa transgressão em estatística. Neste momento, o caso Bruno invade as manchetes dos principais jornais do mundo, que vê estarrecido como os efeitos que a falta de afetividade, na infância, pode causar aos indivíduos quando alcançam a vida adulta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mesmo dia em que escrevo este artigo, domingo (11), um jovem é preso, em Alagoas por tentar estuprar uma idosa de 88 anos, na zona rural de Coruripe, a 85 km de Maceió. O que dizer desse fato? E dos valores existenciais presentes na vida deste jovem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelamente, a grande imprensa divulga os números de uma pesquisa disseminada pela Central de Atendimento da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, durante o decênio 1997 a 2007. Os números mostram que, em média, dez mulheres são assassinadas por dia. A maioria vítima de crime passional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio de Janeiro é registrada uma vítima a cada 24 horas. Segundo uma pesquisa do Instituto de Segurança Pública do Rio, 128 mulheres sofrem ameaças de parceiros todos os dias. Quarenta e quatro são vítimas de tentativa de homicídio por mês. Delas, 45,8% conhecem os acusados, que não se conformam de terem sido rejeitados. Segundo conta uma vítima, que não quis ser identificada aos promotores da pesquisa, e que engrossa essas estatísticas: “Do beliscão e do puxão foi para o tapa, para agressividade mais forte. Quebrou o carro todo, me agrediu de várias formas com pontapé, soco. Foi quando eu resolvi denunciar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado dessa escalada? Apesar da violência, muitas mulheres não conseguem romper o relacionamento. Muitas dependem psicologicamente ou financeiramente dos companheiros e desistem de prosseguir com as denúncias. “Terminei o namoro e hoje em dia eu consigo ter uma relação ótima, sem violência”, conta uma vítima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No âmago desta realidade está a existência de indivíduos com baixa estima e a formação inadequada de ambientes familiares. E de suas conseqüências no ambiente escolar e social, onde as influências, o poder econômico e a impunidade estão presentes de forma subjacente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente, a iminência de fatos, guardados na intimidade, virem a ganhar repercussão pública, constitui o estopim para descontrolados desatinos. É como se uma represa que, depois de rompida, carrega tudo o que esteve represado, levando com suas águas tudo o que se mantinha contido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa contingência não é só privativa de alguns poucos, mas afeta o ser humano indistintamente. Quanto mais o ser teme a revelação de fatos que preferem permanecer escondidos, maiores são os desatinos, assim como maior será a tendência de ver a sua vida esmiuçada e transparente no domínio público. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos que me lêem hão de perguntar: “o que eu tenho a ver com tudo isso? Se não fui eu que criei essa realidade, não estou diretamente envolvido, nem presencio a maioria dos casos de violência. Está longe de minhas experiências existenciais, longe dos meus olhos e fora dos ambientes que convivo”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não existe o livre-arbítrio? Não seriam essas pessoas, diretamente envolvidas, responsáveis por tudo o que criaram?”, perguntam. “Então porque tudo isso tem a ver com a minha vida e com o meu destino?” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos parte de um Universo e, como a palavra já diz, uno, indivisível, conformado por partes que se complementam, para formar o todo, assim como uma puzzle, cujas peças, sozinhas, podem se bastar mas precisam de outras para formar o desenho final. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos parte de um todo e ao todo vamos, progressivamente, nos integrar. Sem perdermos a individualidade, porém fazendo parte de um esforço de concretizar uma obra que depende de encaixes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que podemos fazer para reverter essa tendência à violência que acomete a atual sociedade brasileira? Trabalharmos tanto espiritual quanto materialmente para revertermos o quadro em que se encontra a atual sociedade brasileira. Do ponto de vista espiritual, trabalhando para aumentar as boas energias e, do ponto de vista material, acabarmos com a impunidade e a ausência de limites na formulação das relações sociais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos acostumados a encarar a realidade dentro de uma lógica cartesiana que costuma separar a semi-consciência biológica de uma consciência humana. Vivemos trabalhando para fazermos plasmar um mundo idealizado e estável, ignorando a existência de um mundo instável e evolutivo que é alimentado por energias, de ordem eletromagnéticas. Tais energias emanam de uma só fonte, circulam, assumindo diferentes graduações, que vão das mais grosseiras às mais sutis, sem deixar de perder a integralidade e unicidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que escolheram alguma forma de trabalhar a expansão da consciência e a encontrar estados não ordinários, para alcançar a dimensão espiritual, sabem da unicidade que une os homens. Ao alcançarem esta extraordinária lucidez, meditação, concentração e contemplação profundas, essas pessoas entram num estágio de abstração que lhes permitem sentir as dores que outras pessoas sentem, se tornando parte do outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alcançam uma espécie de consciência transpessoal, onde predomina uma energia estática que lhe dão a condição de liberar-se de suas limitações humanas e lhes darem a certeza de estar em contato com a realidade divina. É uma experiência intransferível, que extrapola as estruturas e dogmas estabelecidos por igrejas e doutrinas. Essas pessoas aprendem a distinguir a realidade dinâmica ordinária dos planos transpessoais, descritos por Patrick Drouot, em sua obra “O Físico, o Xamã e o Místico”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses estados, vivenciados por aqueles que alcançam uma realidade transpessoal, são alcançados por todos, durante o sono, embora a maioria não se aperceba das formas de contato que mantém, enquanto encontra-se fora de sua consciência biológica. Tudo isso está ao alcance de todos, como forma de realizarem o seu aprimoramento nas relações entre homens e o Universo, e, também, que sua evolução pessoal não é suficiente e que, para ser completa, necessita dos demais seres que o rodeiam para alcançar níveis mais elevados de evolução. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o mal avança, ruidosamente, o bem se recolhe silenciosamente, para dentro do coração daqueles que buscam uma consciência mais elevada. Como diz Patrick Drouot: “a matéria não poderia existir sem uma consciência para percebê-la”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos de novos líderes, mais preocupados com seus liderados do que com a sua própria satisfação de seus desejos. Precisamos de pessoas compromissadas com o desenvolvimento espiritual, que levem o equilíbrio à forma para evitar as dissociações patológicas. E não de maus líderes, que usam o domínio da força, da arrogância e da intimidação, convertendo-se em maus exemplos para os mais jovens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos quebrar com o princípio grego dualístico vigente, dos pares de opostos, substituindo-o pela crença de que o universo é uno e não separado. E que, em decorrência, todos os atos de irresponsabilidade, de quem os pratica, estarão diretamente ligados à contingência de retornar a si mesmos, dentro da lei de causa e efeito, pois o Universo não é infinito e, portanto, tudo o que é feito em seus domínios volta a seu ponto gerador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles mais conseqüentes, com o que acontece, hoje, no Brasil, em relação à escalada da violência, resta a abertura de canais de discussões sobre as formas como podemos enfrentar, conjuntamente, os seus sintomas, de que pelo menos parte da população carece de um sentido mais transcendente para suas vidas e, também, que suas formas desarmoniosas de constituição colidem com o princípio da harmonia que rege o grupo humano a que pertencem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A impassividade e o imobilismo podem parecer uma posição mais cômoda: a neutralidade. Mas logo-logo os efeitos desse imobilismo poderão reverter-se no agravamento dessa realidade que já atinge, de forma sintomática, a toda a sociedade brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-376411780246003926?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/376411780246003926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/o-legado-aos-mais-jovens-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/376411780246003926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/376411780246003926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/o-legado-aos-mais-jovens-e.html' title='O legado aos mais jovens e a espiritualidade'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-4552749184339329526</id><published>2010-07-08T22:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-08T22:22:18.103-03:00</updated><title type='text'>Virtudes e espiritualidade</title><content type='html'>De volta às reflexões comportamentais, após a minha recente digressão no campo político, lembro-me do que dizia o escritor Fernando Sabino, de que escrever é a arte do monólogo. E eu digo, também, que escrever é a arte de aproximar, pela escrita, seres humanos que possuam afinidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma evolução natural nas relações, assim como existe uma evolução na condição humana, já que tudo evolui, tudo muda, tudo se transforma. A dor aparece, na vida de cada um, como forma de realizar o resgate de nossas dívidas existenciais, quando um ser humano teima em não realizar esse resgate de forma consciente e através de seu livre-arbítrio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem por este mundo, queremos deixar nossas marcas, sermos lembrados com admiração e respeito, estabelecermos atalhos para não sofrermos, não sermos vítimas do destino. O acúmulo de riquezas serve para atender não só as necessidades de consumo, mas, também, como ícone para sermos lembrados para muito além de nossa passagem por esta forma de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as verdeiras mudanças espirituais não ocorrem porque temos virtudes que são usadas quando assim o desejamos. Muitos dizem: mas eu rezo tanto, eu sou bonzinho, respeito os demais, por que acontecem os revezes em minha vida? Não merecia passar pelo que estou passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser bonzinho para ganhar prêmios não é nada mais do que barganhar com a vida, dentro de uma relação de troca: eu te dou isso (sou bonzinho) e a vida me dá aquilo: dinheiro, estabilidade, saúde, status, poder, ascendência, condição de interferir na vida dos outros, simplesmente porque pratico virtudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser bonzinho não é condição para se alcançar maior desenvolvimento espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre Jesus, considerado o Mestre da Compaixão, têm o seu Reino de Amor para ensinar que, se amarmos a cada criatura ou coisa através de um amor puramente pessoal, um amor que esteja vinculado ao doar como forma de conceder, uma forma de amar que se compraz mais da sensação de amar do que com o bem de ser amado, nos afastamos de nossa real condição de ascensão espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos ligarmos à grande corrente ascensionada do amor, temos que aprender a amar de uma forma tão inteiramente destituída de egoísmo, sem sentir angústia, sem se sentir atraída por recompensas muito maiores do que somos capazes de dar. Isso é viver a dimensão do amor superior, que nunca nos será tirado, nem elevado, nem rebaixado, nem qualquer outra pessoa poderá nos tirar do objeto do amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho do desenvolvimento espiritual, não são os deveres, mas os desejos que devem ser gradativamente aperfeiçoados até a sua gradativa extinção. Os deveres devem ser cumpridos, sem se eximir, cada dívida humana tem que ser amortizada, para nos tornarmos almas livres. Os Mestres da Sabedoria nos aguardam ao longo de nosso caminho ou trajetória. A um dado momento eles nos tomam pelas mãos e nos ajudam a seguir pelo caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso trabalho consiste em conquistarmos os meios, porque, seguramente, Deus será quem nos indicará como usarmos as nossas conquistas. Nossas incompetências não servem de passagem para uma condição maior. Então temos que buscar a evolução fazendo o melhor de nós mesmos. Construirmos a nobreza de caráter e o equilíbrio da mente. Caso venha a falhar nisso, alguma coisa nos ficará faltando tal qual subir uma escada que está faltando um degrau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que desejam embrenhar-se pelo caminho do desenvolvimento espiritual, algumas coisas são consideradas básicas, e, à medida que se os alcança, nos tornamos capazes de colher os seus frutos. São eles: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pureza e paz, mente sã em corpo sadio, misericórdia no pensamento e na ação, bem como na palavra ou na escrita, ordem e limpeza, tanto na mente como no ambiente, tratamento justo e honesto no cumprimento das obrigações; e, principalmente, bondade simples para adoçar os relacionamentos humanos. Em duas palavras: nobreza de caráter e equilíbrio da mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada um fizer a sua parte, estaremos, juntos, nos harmonizado com o meio e com o agrupamento que vivemos, dentro de uma condição mais solidária, pluralista e verdadeiramente favorável para que demos curso à evolução natural do ciclo da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-4552749184339329526?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/4552749184339329526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/virtudes-e-espiritualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4552749184339329526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4552749184339329526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/07/virtudes-e-espiritualidade.html' title='Virtudes e espiritualidade'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3017740727161368462</id><published>2010-04-20T13:29:00.001-03:00</published><updated>2010-04-20T13:38:56.068-03:00</updated><title type='text'>A SOLIDÃO E A INSPIRAÇÃO NO POETA</title><content type='html'>Quem nessa vida ainda não padeceu de solidão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que disseram sim, é só lidar com ela, é só lidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo o poeta Rainer Maria Rilke consigo extrair a essência desta verdadeira digressão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Solidão é entrar em si mesmo, não encontrar ninguém durante horas ... estar sozinho como se estava quando criança, enquanto os adultos iam e vinham, ligados a coisas que pareciam importantes e grandes, porque esses adultos tinham um ar tão ocupado e porque nada se entendia de suas ações... só depois de um dia a gente descobre que suas ocupações são mesquinhas e suas profissões petrificadas, sem  ligação alguma com a vida. Por que não voltar a olhá-los outra vez como uma criança olha para uma coisa estranha, do âmago de seu próprio mundo, dos longes de sua própria solidão que é, por si só, trabalho, dignidade e profissão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, como sugere o poeta, quando a solidão nos bate no peito, é preciso olhar para dentro de si e observar as coisas que nunca nos abandonam, como procurar ver a Deus que se encontra em toda a parte, inclusive em nós. Estás perdido de Deus? Bem, talvez nunca tenhas sido tomado por Ele, como pergunta o poeta: “que coisa então o autoriza a sentir falta de alguém que nunca foi e a procurá-lo como se estivesse perdido”?  “Não vês como tudo o que acontece é sempre um começo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre estamos acostumados a ver em Deus o inicio de algo, mas poucas vezes pensamos na possibilidade de vê-l0 como um fim, a encerrar tudo em si!  E o poeta pergunta: “Que sentido teria a nossa vida se Aquele a que aspiramos já tivesse existido”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, essa angústia que sentimos, pelos corredores de nós mesmos, seja o começo de uma nova realidade nascendo. Talvez seja Ele querendo gerar a consciência maior, dentro de nós, e, aí, como sugere o poeta, devemos “procurar dificultar tão pouco o seu nascimento, quanto a terra dificulta o advento da primavera, quando ela tem de vir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre digo que há uma tênue porém substancial diferença entre estar só e se sentir só.  Sentir-se só é percorrer os caminhos interiores, sem nada encontrar. Estar só é se deixar esvaziar, para que esse vazio se encha de uma coisa nova, que dá princípio e também fim a tudo o que em nós existe. E, quando esse algo chega, só a plenitude pode explicar a sua continuidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, como diz o poeta: “ Que sentido teria, com efeito, a união com  algo não esclarecido, inacabado, independente? Cada um se perde por causa do outro e perde ao outro e a muitos outros que ainda queriam vir. Perde os longes e as possibilidades, troca o aproximar-se e o fugir de coisas silenciosas e cheias de sugestões por uma estéril perplexidade de onde nada de bom pode vir, a não ser um pouco de enjôo, desilusão e empobrecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois esses procuram salvar-se, agarrando-se a uma das muitas convenções que se oferecessem como abrigos para todos nesse perigoso caminho. Nenhum terreno de experiência humana é tão “próprio de convenções como este.. Não podemos dizer quem veio, talvez nunca o venhamos a saber, mas muitos sinais fazem crer que é o futuro que entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós mesmos muito antes de vir a acontecer. Por isso é tão importante estar só e atento quando se está triste. O momento, aparentemente anódino e imóvel, em que nosso futuro entra em nós, está muito mais próximo da vida do que aquele outro, sonoro e acidental, em que ele nos sobrevém como se chegasse de fora. Quanto mais estivermos silenciosos, pacientes e entregues à nossa mágoa, tanto mais profunda e imperturbável entra a novidade em nós, tanto melhor a conquistamos, tanto mais ela se tornará nosso destino e quando num dia ulterior, vier a 'acontecer' senti-la-emos familiar e próxima.... há que se reconhecer, aos poucos, que aquilo que chamamos destino sai de dentro dos homens em  vez de entrar neles... O futuro está firme, nós é que nos movimentamos no espaço infinito”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para aqueles, que não querem conviver com os corredores interiores vazios, antes de enche-los de vida, talvez o horror do devenir, seja, conforme o poeta, uma forma de desamparo que implora o nosso auxílio. Sair ao encontro do silêncio, perseverar nele e buscar transcendê-lo é, antes de tudo, unir passado, presente e futuro, simplesmente num ato de existir, onde a eternidade é quem marca toda a forma de transição, pois a solidão é a evidência maior do silêncio, que não é algo que se possa tomar ou deixar. Somos nós quem temos que admitir que somos sós, e, a partir daí, alterarmos todas as distâncias, todas as medidas, para aceitarmos a existência em toda a sua plenitude, incluindo o inaudito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, como diz o poeta: “Não é apenas a preguiça que faz as relações humanas se repetirem numa tão indizível monotonia em cada caso; é também o medo de algum acontecimento novo, incalculável, frente ao qual não nos sentimos bastante fortes. Somente quem está preparado para tudo, quem não exclui nada, nem mesmo o mais enigmático, poderá viver sua relação com outrem como algo de vivo e ir até o fundo de sua própria existência”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu acrescento: a solidão, condição inerente ao ser humano, não é um fim em si, mas um sinal, uma revelação, sempre a indicar que mesmo diante de qualquer abismo há sempre uma outra margem, e, mesmo que fiquemos presos a uma de suas bordas, ele  migrará para algo bem mais familiar, mais fiel e mais revelador, são circunstâncias de um momento, marcados por dor, inquietação ou melancolia que se  transforma em amparo, mão estendida pela própria vida, o verdadeiro  triunfo que marca a todos  os momentos maiores de uma existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3017740727161368462?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3017740727161368462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/04/solidao-e-inspiracao-no-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3017740727161368462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3017740727161368462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/04/solidao-e-inspiracao-no-poeta.html' title='A SOLIDÃO E A INSPIRAÇÃO NO POETA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-963565718963510113</id><published>2010-04-06T15:11:00.000-03:00</published><updated>2010-04-09T21:04:24.442-03:00</updated><title type='text'>Chico Xavier</title><content type='html'>Fico-me perguntando, sem respostas conclusivas, se ainda há, no Brasil, alguém que nunca tenha ouvido falar em Chico Xavier. Mesmo sem muitas referências, creio que todos, sejam pobres,  classe média ou mesmo ricos tenham pelo menos uma idéia de quem foi essa verdadeira alma de luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estivesse nesta forma de vida, Francisco Cândido Xavier estaria completando 100 anos de existência. Para homenageá-lo, os Correios reservaram para amanhá, 7 de março, no auditório da Sociedade Espírita Alan Kardec, localizado na Fernando Machado, 833, em Porto Alegre, o lançamento de um selo comemorativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma foto de Francisco Cândido Xavier, autografando um de seus livros, é o motivo, que traz, ainda, uma frase de sua autoria: “Ama Sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo”. O Selo também traz, na impressão de fundo, uma carta psicografada por Chico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, em todos os séculos, a humanidade tenha recebido seres de luz para inspirá-la em sua caminhada.  Cada ser humano recebe, ao nascer, uma carga vital, que será utilizada segundo seu destino e seu livre-arbítrio. É raro um ser humano saber, ao nascer, qual a missão que o trouxe a esse mundo, pois a grande maioria deve descobri-la, ao longo de sua caminhada. Uma das mais elevadas é alcançar a iluminação, desvendando os verdadeiros mistérios que cercam nossa existência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que a grande maioria não será consagrada, ao final, como santa ou iluminada. Perde-se pelo caminho, sucumbindo às suas limitações, prendendo-se a seus apegos materiais, atendo-se às leis da matéria e permanecendo circunscritos à estrutura de sua personalidade, como fruto do meio onde viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há seres como Jesus, Gandhi, São Francisco de Assis, Madre Tereza, São João da Cruz, Buda, Eckart, Krisha, Milarepa, Rumi, Vivekananda, Kout Hoomi, Serapis, Gurdieff e tantos outros, que conseguiram superar seus limites pessoais e se tornaram referências à trajetória de passagem humana por este plano de vida. Suas obras servem de inspiração para os que vêm depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é observar que, embora tenham vivido em séculos diferentes, em países diferentes e culturas também diferentes, todos eles perseguiram os mesmos postulados. No caso, Francisco Cândido Xavier não fugiu a essa regra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após participar por 20 anos de uma Ordem Esotérica, verifiquei que Chico Xavier perseguiu os mesmos postulados, não só encontrados neste caminho, como em muitas outras ordens esotéricas, fraternidades, grupos e escolas de caráter transcendente. E, o mais importante: se tornou ele mesmo exemplo vivo de coerência entre pensar e materializar tudo aquilo que acredita. Talvez seja esse o aspecto mais notável a ser destacado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre partindo de minhas limitações e defeitos, tantos que considero estar apenas no início da caminhada, procurei alinhar alguns dos preceitos, adotados por Chico Xavier, a partir da leitura do livro “As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior, Editora Planeta, lançado  em 1994, em primeira edição, revisado e ampliado pelo autor em 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de sua trajetória, Chico Xavier teve inúmeras pessoas que lhe influenciaram o caminho:  desde os seus primeiros passos, orientado por sua mãe, Maria João de Deus, que fora embora cedo demais, mas lhe guiava o caminho através de suas visões, desenvolvida desde os quatro anos de idade, até chegar em Emmanuel, seu orientador que o acompanhou por toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico aprendeu que, para cumprir com o que lhe fora designado, deveria, dentre outros preceitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencer a preguiça&lt;br /&gt;Abrir mão de si mesmo&lt;br /&gt;Servir ao próximo&lt;br /&gt;Aprender a calar-se&lt;br /&gt;Praticar a obediência e a resignação&lt;br /&gt;Assumir a fraternidade&lt;br /&gt;Viver com amor&lt;br /&gt;Compreender e tolerar o próximo&lt;br /&gt;Ter sempre metas e disciplinar-se para alcançá-las&lt;br /&gt;Ter prudência e respeito pelos outros&lt;br /&gt;Não se deixar envolver pela vaidade e pela ambição&lt;br /&gt;Ser humilde e desapegar-se do dinheiro&lt;br /&gt;Trabalhar intensamente, pois o trabalho é o ouro da vida&lt;br /&gt;Exercitar o riso em relação a si e aos problemas que cercavam&lt;br /&gt;Suportar as suas cruzes com paciência e coragem&lt;br /&gt;Compreender que a dor e a fé são os maiores tesouros terrenos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Cândido Xavier não teve uma vida fácil. Em nenhum momento de sua existência deixou de estar envolvido com alguma prova, a ser vencida. Tinha tudo para se tornar uma alma amarga. Desde a mais tenra idade levou muitas surras porque revelava suas visões. Acumulou inúmeros problemas de saúde, com os quais teve que conviver, não sendo nem mesmo ajudado por seus mentores espirituais, porque ele tinha que aprender, a partir da dor e do sofrimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era considerado esquisito, feiticeiro, maluco (que não sabia separar sonho de realidade), ignorante (pois só estudou até o primário), impostor. Os jornalistas, a todo o momento, buscavam desacreditar-lhe, recebeu processos judiciais por plagio e falsidade ideológica, teve seu trabalho esmiuçado por cientistas, desconfiados da existência de fraudes, foi traído inúmeras vezes por pessoas que se diziam fiéis amigas e companheiras de jornada. Chico sempre se sentia vigiado, assediado por “ fantasmas” e por aqueles que queriam visitar o “ matuto de Pedro Leopoldo “ para que provasse, de forma cabal, a existência dos espíritos. Eram verdadeiros e sucessivos golpes contra sua auto estima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta, Chico Xavier deixou a maior de suas obras: sua própria vida. Ele aprendeu a exercitar o humor e a humildade ao longo dos anos, a trabalhar de forma intensa em favor das coletividades invisíveis e pelo progresso humano, defendeu a mensagem dos espíritos como um consolo para os tristes e uma esperança aos desafortunados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Os homens aprenderão à custa de suas dores, com todo o fardo de suas misérias e de suas fraquezas, e as palavras do infinito cairão sobre eles, como chuva de favores do alto” , dizia. (As vidas de Chico Xavier – Marcel Souto Maior – Editora Planeta). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu a suportar as suas cruzes com paciência e coragem, acreditando que a dor e a fé são os maiores tesouros terenos e, também, a empreender uma campanha, sobre si mesmo, de anti-vaidade, como um servidor que está no mundo para aprender, a partir de suas experiencias e provas, inspirado no amor deixado por Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu trabalhar por trabalhar, sem recompensas, deixando a cabeça vazia, forma de anestesiar a solidão, antídoto contra obsessores e até mesmo como meio de adiar a sua morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem alivia é aliviado” dizia ele. Estudou muitos livros, mas também lavou privadas, varria o seu próprio quarto e limpava o seu banheiro, pois o amor deve ser operativo. Ajudou a quem teve fome, lavou feridas de irmãos, e atendia, em seu Centro Espirita Luiz Gonzaga, doentes, visitava-os em suas casas e dava assistência social aos menos favorecidos. Sempre ativo, acreditava em aproveitar o máximo o tempo que dispunha. Respondia a seus algozes de forma pacifista e postura ecumênica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sobretudo, foi um defensor do direito de cada cidadão adorar a Deus a seu modo, segundo a sua fé e a sua crença. Por certo que Francisco Cândido Xavier adquiriu virtudes que pertencem à humanidade e são reivindicadas por cada um de nós, estão a nosso alcance a um esticar de braços e nos levam a um estado de plenitude de nos sentirmos almas completas e harmonicamente integradas às energias maiores da existência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para isso todos nós temos que aprender a ousar a ousar, adotar, para nossas vidas, uma ascética de renúncia e nos inspirarmos no amor, na fraternidade , na fé em propósitos transcendentes. Chico Xavier não passou muito tempo nos bancos escolares, mas sua sabedoria, acumulada ao longo de sua vida, é verdadeiramente inspiradora. Aprendeu a conjugar o verbo, a aceitar a vida como uma dádiva e a encontrar a sua verdadeira riqueza interior. Para os destituídos desse poder, sempre dizia: “ Ele era tão pobre, tão pobre que só tinha o dinheiro para se sustentar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-963565718963510113?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/963565718963510113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/04/chico-xavier.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/963565718963510113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/963565718963510113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/04/chico-xavier.html' title='Chico Xavier'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-4334926795026542191</id><published>2010-03-02T10:46:00.000-03:00</published><updated>2010-03-02T10:47:06.180-03:00</updated><title type='text'>O SIGNIFICADO DO JEJUM NA QUARESMA</title><content type='html'>Cada ser humano é inteiramente responsável por definir o rumo que dá à sua vida. Por isso, durante o período de Quaresma muitos vêem uma oportunidade de ir ao encontro de sua “salvação` praticando o jejum, seguindo, assim, a tradição cristã. Muitos não entendem o significado dessa simbologia e recorrem a um regime de supressão de carne vermelha, migrando para pratos regados por muito vinho, que acompanham abastadas  moquecas ou bem preparadas ´bacalhoadas´, vindo a satisfazer mais a gula do que buscar dar um sentido crístico à sua vida. &lt;br /&gt; Como felizmente tudo evolui, o significado dessa tradição também tem evoluído. Não é o ato de imolação que se busca, a de outros seres vivos, para garantir a sua própria salvação.  Ao contrário. É o ato de ir ao encontro da dimensão holística da vida. Muitos esquecem que esse é o período  em que a alma deixa de olhar para si e passar a olhar o outro como a si mesmo, assim como ensinou Jesus Cristo. &lt;br /&gt; Sobre isso li na Internet um texto, cujo autor não se identifica, que resgata a forma correta de se viver o jejum da Quaresma. Diz o texto:&lt;br /&gt; Você quer jejuar nesta Quaresma?&lt;br /&gt; Jejue de julgar os outros e descubra o Jesus que vive neles!&lt;br /&gt; Jejue de palavras que ferem e farte-se de frases que purificam...&lt;br /&gt; Jejue de descontentamentos&lt;br /&gt; E viva cheio de gratidão&lt;br /&gt; Jejue de ofensas e injúrias&lt;br /&gt; E farte-se de mansidão e paciência &lt;br /&gt; Jejue de pessimismo&lt;br /&gt; E encha-se de esperança e otimismo&lt;br /&gt; Jejue de preocupações&lt;br /&gt; E satisfaça-se de confiança em Deus&lt;br /&gt; Jejue de lamúrias e queixas&lt;br /&gt; E satisfaça-se com coisas simples da vida!&lt;br /&gt; Jejue de pressões e farte-se de orações&lt;br /&gt; Jejue de tristeza e amarguras&lt;br /&gt; E encha seu coração de alegria&lt;br /&gt; Jejue de egoísmos&lt;br /&gt; E encha-se de compaixão pelos outros. &lt;br /&gt; Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação&lt;br /&gt; Jejue de palavras e viva de silêncios para escutar os outros &lt;br /&gt; Jejue de pensamentos de fraqueza&lt;br /&gt; E encha-se de promessas que inspiram &lt;br /&gt; Jejue de tudo o que lhe afaste de Jesus. &lt;br /&gt; E procure tudo o que DELE se aproxime.&lt;br /&gt; Se todos vivermos este jejum, nossos dias irão se inundando de paz, &lt;br /&gt; amor, de confiança.&lt;br /&gt; Que os corações se abram com o jejum na Quaresma para receber &lt;br /&gt; a Jesus Ressuscitado!&lt;br /&gt; E com muito amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Afinal, o significado da Quaresma não mora no estômago, mas no coração dos homens, que devem caminhar para o amor, a fraternidade, a paz, a concórdia, durante este período, antes  que a Páscoa nos suscite novamente a gula por chocolates, deixando de lembrar que a trajetória de Cristo reside em outra esfera, tão longe e tão perto do ato de jejuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-4334926795026542191?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/4334926795026542191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/03/o-significado-do-jejum-na-quaresma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4334926795026542191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4334926795026542191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/03/o-significado-do-jejum-na-quaresma.html' title='O SIGNIFICADO DO JEJUM NA QUARESMA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-313138160726519317</id><published>2010-02-23T13:29:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T13:37:10.651-03:00</updated><title type='text'>Realidade ou ficção?</title><content type='html'>AMOR SEM ESCALAS é a denominação que recebeu, no Brasil, o filme “Up in the Air”, inspirado no livro de Walter Kirn, rodado no último ano, sob a direção de Jason Reitman, responsável pelos sucessos Obrigado por Fumar e Juno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu seis indicações ao Oscar deste ano: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (George Clooney), Melhor Atriz Codjuvante ( Anna Kendrick e Vera Farmiga), Melhor Roteiro Adaptado, sendo vencedor do Globo de Ouro 2010 de Melhor Roteiro para Jason Reitman e Sheldon Turner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traz no elenco Jason Bateman, George Clooney, Anna Kendrick, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, Danny McBride, Chris Lowell, Tamala Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi assisti-lo em pleno carnaval, por não me considerar um compromissado folião. Antes de sair de casa, dei uma olhada na sinopse: “Especialista em redução de pessoal vê seu emprego ameaçado justamente quando conhece a mulher de seus sonhos e está perto de atingir dez milhões de milhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi há muito que não devemos escolher um filme pela sinopse, nem pelo nome que recebeu no País de exibição. De fato acredito que o título original faz jus à indicação, já que convida o espectador a fazer uma reflexão sobre temas atuais que pertencem às nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma óptica subjetiva, entendo que a proposta do filme tenha sido examinar a rotina das pessoas, suas decisões, que determinam seus rumos de vida, além de discutir atitudes e expectativas frente ao futuro que é reservado às pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estória gira em torno de Ryan Bingham (George Clooney), um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas.&lt;br /&gt;Presumo que o ato de despedir um funcionário, que conta com longos anos de casa, constitui um gesto de tamanha envergadura, pelo impacto e efeitos, que as empresas americanas resolvem terceirizar essa tarefa, colocando nas mãos de um especialista a missão de verdadeiramente balançar a vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Ryan viaja o tempo todo, cerca de 11 meses e meio ao ano, sempre vestido de terno e carregando uma maleta, em seus constantes deslocamentos pelos diversos cantos do país. E, quando não está no trabalho, gosta de passar o tempo em quartos de hotéis pouco conhecidos e cabines de vôos, estando próximo de atingir a sua maior meta: conseguir dez milhões de milhas como passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato de demitir vira uma rotina, a ponto de torná-lo um profissional frio e distante de seus desafetos. Surpresas, chocadas, revoltadas, confusas elas reagem de formas distintas, mas todas elas tendo como elemento essencial o fato de ver sua estabilidade financeira desmoronar e passarem à contingência de não mais contarem com proventos fixos para honrarem compromissos assumidos face à segurança de um vínculo empregatício que julgavam imorredouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o que eu vou fazer de minha vida? Como vou sustentar meus filhos? Como vou honrar os compromissos assumidos? Dei o meu sangue por essa Empresa e agora ela me despede? Fiz muitas horas extras, nada recebi, e agora, como pagamento, eles me colocam no olho da rua!&lt;br /&gt;Esses e outros comentários são reproduzidos exaustivamente durante o filme. A incredulidade e o estarrecimento estão presentes na expressão corporal de todos os entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior ironia, no tocante à responsabilidade atribuída ao Especialista, é a de fazê-lo buscar, junto a seus desafetos, que se encontram num momento de sua maior fragilidade, estimular-lhes a ter confiança em si para buscar novas oportunidades, talvez mais afetas às suas reais aspirações e espertizes. É uma forma de fazer reduzir o impacto de uma dispensa que somente beneficia a parte contratante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu trabalho consiste em anunciar a decisão, esperar pela reação e, depois, abrir-lhes os olhos para novas oportunidades de mercado, buscar a minimização de seus pontos fracos, que lhes conduziram à dispensa, e otimizar pontos fortes, levando-lhes a trocar a tristeza provocada pelo descarte por uma atitude construtiva de sair em busca da realização de sonhos alimentados e ainda não considerados ou de fazer do demitido tirar da gaveta planos profissionais nunca lançados em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ele consegue algumas vezes, ao analisar seus currículos, como é caso, ao descobrir que um deles adota o hobby culinário, nas horas vagas, incentivando-o a montar um restaurante, ou, então, sugerir a um funcionário da área administrativa que montasse seu próprio negócio, com a experiência acumulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ia bem, até que seu chefe contrata a arrogante Natalie Keener (Anna Kendrick), que desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório. Este sistema, caso seja implementado, põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, passando a viajar com Anna para mostrar-lhe a realidade de seu trabalho.&lt;br /&gt;Com isso, o filme também discute a relação tecnologia x relações humanas, onde modelos de funcionalidade e sistemas digitais tendem a ocupar o lugar do velho e simples contato presencial, olho a olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse momento que o sistema se mostra verdadeiramente draconiano. Em sua condição de aprendiz, a recém promovida especialista demite uma funcionária de uma empresa e essa lhe diz que iria se jogar de uma ponte, por não ver solução à situação criada, possibilidade relevada pelos especialistas. Mas tempos depois acabam sabendo que a funcionária demitida cumprira com o que havia anunciado, pondo fim à sua vida.&lt;br /&gt;Esse fato provoca um verdadeiro abalo entre todos os envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constrangida e traumatizada, a nova especialista se demite. E com a ajuda de seu ex-colega consegue um novo emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também coloca em discussão a questão da felicidade e seus vínculos com a solidão, vivida por seu personagem central, que era destituído de vínculos emocionais, mantendo apenas o rumo conforme itinerários traçados por seus dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse momento que surge uma mulher em sua vida, vivida por Vera Farmiga (não muito conhecida do público brasileiro), mas que também conserva o estilo de viajar sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se encontram quando suas agendas de viagem batem. Oposto a eles está Natalie, uma recém formada cheia de vida que acha que pode conquistar o mundo. Quem nunca pensou assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryan descobre que sua amada Alex é casada, chegando a fazer a sua opção por viagens para quebrar a rotina de seu lar. Ela lhe imputa o papel de “endosso de cheque” quando deseja apimentar sua vida sexual. Ryan é o verdadeiro objeto de suas fantasias libertárias. Já Natalie, ao esconder suas incertezas e inseguranças atrás de uma capa de arrogância e petulância, recebe a dispensa do namorado através de uma lacônica mensagem em seu celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem drama, nem comédia (sua classificação oficial), o filme discute o papel da família e possibilidade de as pessoas viverem uma vida livre. Vale a pena constituir família, entregar-se à rotina e permitir que as intenções originais sejam solapadas, ao longo do tempo, pela mesmice? Será que a rotina e o imobilismo de uma relação vai desfigurar o encanto e o fetiche que chegou, algum dia, a unir pessoas enamoradas? O personagem observa que, por mais que sejam felizes em seus relacionamentos, as pessoas sempre acabam morrendo sozinhas. Sem atrativos para aceitar família e convívio familiar, Ryan opta por uma vida sem vínculos, preferindo a solidão e a estabilidade de viver uma condição sem altos e baixos, proporcionados por compromissos mais duradouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, há uma tênue linha que separa ficção da realidade. Ambos os lados são concebidos por mentes que projetam ideações e visões subjetivas no contexto onde vivem. As pessoas compartimentam suas vidas para que elas se tornem mais fáceis: o seu trabalho, o seu lazer, a sua vida familiar, a sua vida social, etc. E se esquecem que são elas mesmas o tempo todo. São elas que estão vivendo suas experiências. Há uma aparente dicotomia em suas existências: estabelecem rotinas para se sentirem seguras, refutam todas as suas conseqüências, mas não estão devidamente preparadas para sair delas. Como se suas vidas fossem uma linha reta que segue rumo ao horizonte sempre imutável e sob controle para evitar desestabilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao serem dispensadas de seus vínculos empregatícios, tanto na ficção quanto na realidade, todas são tomadas de surpresa, sentindo-se chocadas e estarrecidas. A possibilidade de uma demissão nunca passou de uma quimera em suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente quem já passou por isso sabe o que significa verdadeiramente sentir o chão desabar. Eu já passei, recentemente, por tal experiência, verdadeiramente singular. Porque, quem é demitido, na atual sociedade, é considerado um verdadeiro perdedor, sendo estigmatizado como objeto do preconceito e da exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como acontece em nossas vidas profissionais, também podemos ser demitidos por outras pessoas de nossa condição afetiva, que resolvem nos excluir de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão levantada nos leva a um alerta de que a rotina e a estabilidade podem ser quebradas a qualquer momento. E quando uma nova realidade se instaura, ela quebra com todo o status quo existente anteriormente. Nossa vida nunca mais será a mesma. Posso arrumar um novo emprego, uma nova relação, uma nova pessoa para fazer parte da minha vida, mas seja como for a minha vida nunca mais será a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes não aceitamos isso, muito embora o ato de aceitar possa fazer parte da construção de novos paradigmas em nossa vida. Quando há uma ruptura, somente temos olhos para ver que somos seres infelizes, porque perdemos o que nos prendia a uma forma de vida, e passamos a ser carregados pelo peso de nossa autopiedade e de nossa “falta de sorte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria das pessoas, que são demitidas de seus relacionamentos, não consegue se reinventar, não consegue, de imediato, construir novos valores para encarar a vida. E vivem o desconforto da solidão. O papel de um especialista é o de apontar novas oportunidades, mas estamos tão envolvidos com o pesar da exclusão que nos esquecemos de ver e apontar novas e oportunas possibilidades em nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida nos convida, se não de forma espontânea, de forma compulsória, a reinventarmos a concepção que temos dela. Estamos aqui para aprender e a tirar lições de nossos erros. Pois sempre haverá um Ryan em nossas existências, viajando para cá e para lá, fixando metas, insensível às nossas emoções, proclamando mudanças, lembrando que a vida não é linear, nem estável, mas um eterno devenir. E esse personagem pode até esconder uma outra designação, ignorada por muitas, chamada destino, que engloba tudo, até mesmo a morte, sempre presente, mas nunca considerada em nossa incessante busca pela estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando Ryan vier bater em nossa porta, não poderemos dizer mais: eu não estava prevenido, eu não sabia, o que vou agora fazer de minha vida? Porque ele atingiu a sua meta de acumular 10 milhões de milhas. Feitas através dos mais desavisados, que insistem em deixar de acreditar que a conquista da felicidade depende das cores que pintamos a nossa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-313138160726519317?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/313138160726519317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/02/realidade-ou-ficcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/313138160726519317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/313138160726519317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2010/02/realidade-ou-ficcao.html' title='Realidade ou ficção?'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-7096308818586866232</id><published>2009-11-18T15:46:00.001-02:00</published><updated>2009-11-18T15:46:54.134-02:00</updated><title type='text'>Economia Providencial</title><content type='html'>Nunca, na história da humanidade, o homem atingiu tamanha ousadia e superação de limites, em suas ações, como agora, até chegar a constituir uma sociedade do conhecimento. O ritmo de geração de novos conhecimentos e descobertas acontecem de forma exponencial, não sendo impossível até mesmo pensarmos  em uma nova  revolução industrial, como resultado da construção de nanomáquinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como nessa vida tudo tem o seu preço, há que se cuidar para que os efeitos nocivos desse processo, não venham levar a humanidade a comprometer, de forma irreversível, a sua trajetória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que acontece em relação à combinação do binômio avanço tecnológico x consumo. Isso é: a todo o momento somos bombardeados por apelos, através de campanhas publicitárias, que estimulam o consumo como forma de mantermos o status quo no meio em que vivemos, sempre a partir da perspectiva de acompanhar e adquirir produtos que contenham inovações tecnológicas. Afinal, quem não gosta de novidades? E o resultado? Nos tornamos consumidores contumazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até nos tornarmos, nós mesmos,  verdadeiros objetos de consumo: queremos,  sempre, andar de carro novo, usar aparelho celular de última geração,  adquirirmos roupas criadas por estilistas famosos, freqüentar bons restaurantes, dispormos de computadores que incorporam tecnologias de ponta, termos, em nossas residências, os eletrodomésticos de última geração, para obtermos, em troca, o gosto de sermos reconhecidos por  nosso  próprio glamour. Até ouvirmos: “Ele(a) é o cara”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo gira em torno do dinheiro e sem ele somos peças marginalizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me o exemplo de uma pessoa próxima, que , num certo dia ensolarado de sábado, deu uma saída e retornou motorizado. “Olhem o carro que comprei” “Pela bagatela de R$19.000,00 por um bem conservado veículo ano 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pagar R$540,00 por mês. Coube direitinho em minha renda mensal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a calculadora e, após alguns toques no teclado lhe perguntei: “Você sabia que comprou um carro que custará, ao final do financiamento, a bagatela de R$32.000,00, pagos por um veículo com 7 anos de uso? E que a taxa de juros está beirando os 2% ao mês? E que o preço final será muito superior ao preço de um carro zero”? É claro que nada disso foi considerado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro é assim: primeiro “sente” o impulso de ter algo valioso, na escala de consumo. Aí verifica se a prestação cabe em seu bolso. Em seguida, busca tê-lo em mãos, o mais breve possível. Sem pensar que seu afã lhe deixará, como neste exemplo, amarrado por 60 longos meses a uma financeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há planejamento, nem maturidade. Apenas impulsividade e consumo imediato. Se esquecem que as grandes lojas não vendem fogões, geladeiras, televisões, mas o seu negócio principal é emprestar capital a juros elevados. Os artigos são meros chamarizes para o acesso ao dinheiro caro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de apelo faz com que não saibamos mais discernir entre necessidades essenciais e necessidades criadas por nosso modus consumista.&lt;br /&gt;Afinal, consumir tem algo a ver com a satisfação da alto estima. Se estamos deprimidos, vamos ao shopping e compramos, compramos até restaurarmos a nossa alegria. Compensamos nossa baixa auto-estima pela possibilidade de voltarmos para casa cheio de sacolas com grifes da moda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estamos alegres, consumimos para comemorarmos que estarmos  de bem com a vida.  “Afinal eu mereço”. A medicina arrumou um nome apropriado para isso: “síndrome do consumidor compulsivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso trabalhar essa questão dentro de si. É preciso praticar a economia providencial como forma de disciplinar nossas necessidades. Afinal, nossa verdadeira felicidade não depende de nossa capacidade de adquirir compulsivamente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de seguir à risca uma ascética religiosa a exemplo dos primeiros cristãos, guiados por Pedro, que faziam vida em comum, conforme se lê nos Atos dos Apóstolos: “e todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham todas as coisas em comum”; e vendiam as posses e os bens comuns que eram repartidos entre todos, segundo as necessidades de cada um”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas alguns dos fervorosos cristãos conseguiram cumprir com o ideal de pobreza evangélica que Cristo desejava como fundamento da felicidade de todos.  São Francisco de Assis é um dos exemplos mais dignos. O ideal de pobreza franciscana é admirável, gerando a atitude de prescindir do consumo e de despojar-se sistematicamente de todas as posses. A natureza humana se redime pelo sangue de Cristo e se diviniza pela imitação de seu desprendimento total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa senda não é para todos. Porque poucos são os que podem realizar a Deus por meio da pobreza total. Até mesmo Francisco teve que reconhecer que seus irmãos frades precisavam de roupas para vestirem, casa para habitarem, livros para estudarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a dimensão budista de optar pelo caminho do  meio seja a melhor forma de dosar a questão do consumo: corrigir tudo o que é excesso. Isso é: corrigir atitudes que levem ao afã possessivo e egoísta da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Economia Providencial caminha pela trilha de estabelecer uma harmonia entre as necessidades e os bens que se produz, aperfeiçoando o sentido de responsabilidade social. É o afã possessivo que torna o ser humano pobre e infeliz. O acúmulo excessivo e a especulação, que cerceia a possibilidade de os outros suprirem as suas necessidades,  provoca um distanciamento entre o possuidor e a posse, tornando-os forças distintas, antagônicas, que colidem entre si e se desfazem mutuamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lícito acreditar no consumo, como forma de satisfação das necessidades essenciais.  Mas há que se criar o hábito de discernir o que se pode e o que não se pode consumir. E até mesmo criarmos o hábito de planejarmos nossas aquisições, além de separarmos, a cada mês, uma pequena quantia para a poupança. Evita-se, assim, ingressarmos, como “vitimas”, na ciranda especulativa que está subjacente ao crédito. E, também, sermos vítimas de nossa sanha consumista, que nos distancia da condição de vivermos de acordo com o que ganhamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o primeiro passo para aprendermos a estimular a nossa consciência social, passando a nos lembrarmos das necessidades alheias.  Em outras palavras: “devemos ocupar apenas um lugar no mundo e não dois lugares”, quando seguimos impulsos e deixamos de dar medida a tudo aquilo que vai de encontro às necessidades coletivas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-7096308818586866232?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/7096308818586866232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/11/economia-providencial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7096308818586866232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7096308818586866232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/11/economia-providencial.html' title='Economia Providencial'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-1834878926650731290</id><published>2009-11-08T18:29:00.000-02:00</published><updated>2009-11-08T18:30:50.234-02:00</updated><title type='text'>Caminhos de Renúncia</title><content type='html'>Um cumprimento, entre membros que seguem caminhos espirituais inspirados na escola oriental, se baseia na inclinação da cabeça e de uma breve inflexão do corpo para frente, para simbolizar que a divindade que habita o corpo de um asceta saúda a divindade que habita o corpo de outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um gesto que inspira respeito, consideração, reverência por outro ser humano. Mas, infelizmente, é uma prática utilizada por poucos, se compararmos à ascensão do individualismo na sociedade contemporânea. No Brasil, está ficando cada vez menos comum as pessoas dizerem: “com licença, por favor, obrigado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, ao prestar atenção no desaparecimento dessas simples práticas de relações interpessoais, cheguei a pensar tratar-se de uma “falta de educação”, mas, olhando a questão com maior atenção, passei a entender que o problema não está ligado à etiqueta social, mas a falta de consideração, de quem não adota essa conduta, por seus semelhantes. Estamos perdendo até mesmo o hábito de saudarmos as pessoas, com um simples “bom dia”ou “boa tarde”. Ou mesmo um “até logo”, como gesto de despedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno das grandes cidades vêm produzindo relações cada vez mais impessoais e já é comum as pessoas residirem em prédios com muitos apartamentos, sem sequer conhecerem o seu vizinho de porta. Ao telefone vamos logo dispensando as formalidades para dizermos tão somente: Fulano, em lugar de dizermos: "Bom dia, por gentileza, poderia falar com o fulano? Ninguém tem a obrigação de chamar a quem  desejamos falar. Seria um gesto de delicadeza agradecer a quem nos presta um favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos tempos atribulados onde cada vez mais colocamos cada vez menos o outro em nossas vidas. Em lugar disso, nossa baixa auto estima nos leva à necessidade de estarmos em evidência. Já temos pessoas demais, querendo ser mais. A humanidade precisa, com urgência, de pessoas que queiram ser menos.  Sejam almas de renúncia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana recebi um e-email contendo, anexado, uma mensagem cuja autoria é atribuída a Martha Medeiros, intitulada “Quindim na Porta”. O texto se referia ao livro de Paulo Hecker Filho, Fidelidades, em que o autor deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio onde morava o poeta Mario Quintana, acompanhados dos dizeres “Para estar ao lado sem pesar com a presença”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura dessa mensagem se fez ao tempo em que também vi inúmeros  desabafos de pessoas de renome nacional, entre eles Paulo Coelho, a própria  Martha Medeiros, Leonardo Boff e o mais recente deles, Arnaldo Jabour, reclamando de inúmeros textos publicados como sendo de sua  autoria, porém escritos por pessoas não identificadas. Por isso não sei, ao certo, se a referida mensagem leva mesmo a assinatura de sua propalada autora, embora o seu teor tenha me levado a essa reflexão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gosta de carinho? Dar atenção, num mundo onde é cada vez mais comum o individualismo e a solidão é um ato solidário. Mas é preciso, antes, haver a preocupação prévia de não importunar as pessoas, quando essas estejam indisponíveis para nós. Isso é procurar “estar ao lado sem pesar com a presença”. Certamente teríamos um mundo mais humano, mais  solidário, sem adentrar na vida de outras pessoas sem sermos devidamente autorizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, seria praticarmos pequenas renúncias que nos tornam seres um pouco mais completos e um pouco menos inconvenientes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso implica em fazer compartilhar idéias e descobertas, compartilhar habilidades, alcançar o respeito mútuo, chegar a tomar decisões verdadeiramente de consenso. Praticar pequenos gestos pessoais de renúncia é apender a lidar com necessidades reais que possibilitem a superação de estados interiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calar, quando se tem a inclinação de se falar, e prestar a atenção no outro, é reverter a tendência de as pessoas colocarem suas almas num altar e passarem a adorá-las, percorrendo um caminho interior de crescente complexidade. Calar-se, para compreender, é estabelecer uma nova identidade com sua alma, separando necessidades reais de necessidades superficiais, distinguindo-se meios e fins, separando tudo aquilo que retarda ou cria obstáculos ao desenvolvimento espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atos de pequena renúncia levam, inicialmente,  à reverência ao outro,mas, depois, nos levam a compreender que  não  se pode amar e reverenciar a Deus se desprezamos os homens, ainda que seja apenas um deles, pois calar e escutar é fazer com que a nossa divindade, que habita em nós, reverencie a divindade que está presente em outros seres humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-1834878926650731290?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/1834878926650731290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/11/caminhos-de-renuncia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1834878926650731290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1834878926650731290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/11/caminhos-de-renuncia.html' title='Caminhos de Renúncia'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8783035873389993529</id><published>2009-10-30T17:42:00.001-02:00</published><updated>2009-10-30T17:43:31.091-02:00</updated><title type='text'>Amargo Pesadelo</title><content type='html'>Há filmes que marcam a nossa vida. Um dos que permanecem ainda vivos, em minha memória, é, sem dúvidas, o filme Amargo Pesadelo, que assisti aos 23 anos de idade (1972). Desde o primeiro momento estabeleci uma empatia instantânea com a fotografia, o enredo e o desempenho dos atores, mas, principalmente, com a proposta de roteiro, por representar  a eloqüência do comportamento humano. Dentre o elenco, as impagáveis atuações de Burt Reinolds e John Voigth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a trajetória de quatro amigos que resolvem sair em férias, longe do ambiente urbano, para desfrutar um convívio com a natureza.  Tudo segundo um planejamento prévio, onde a principal aventura seria seguir até as cabeceiras de um  caudaloso rio e descer suas correntezas, até o remanso, quilômetros rio abaixo. Tudo isso montados apenas num barco inflável e contando com a coragem e o desafio de  fazer a determinação vencer a força das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo que parecia, de início, apenas uma forma de executar o que fora programado, veio a se   tornar um enorme pesadelo, quando a canoagem virou a defesa da própria vida. No grupo havia um líder (Burt Reinolds), determinado e seguro frente ao que estabelecera como desafios programados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sorte troca de lado quando os aventureiros encontram dois homens predadores, que caçavam animais em vias de extinção, para ganhar um bom dinheiro no  mercado ilegal de peles. O confronto se estabelece e um dos nossos aventureiros é estrupado e humilhado. Em represália, o líder dos aventureiros (Burt Reinolds), acaba matando um dos caçadores, mas, antes, é ferido na perna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifica-se assim que, diante do perigo, o líder perde a sua empáfia, enquanto o mais tímido (John Voight) é compelido a assumir a liderança e vai, aos poucos, ganhando auto-suficiência e desenvoltura, para a chegar a assumir as características de um verdadeiro líder,  mais afeito ao imprevisto e dentro de um clima de hostilidade cujo perigo de vida era iminente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também devo fazer uma especial menção à cena de um “duelo”, que acontece entre um garoto autista e seu banjo e um dos personagens aventureiros e seu violão. Esta semana recebi um e-mail, enviado por uma diletíssima amiga, contendo o segmento do filme em que ambos tocam os seus instrumentos. Segundo esse mesmo texto, a cena surgiu de um imprevisto, onde a equipe parou num  posto de gasolina e encontrou o menino. O Diretor Boorman acabou por inserir tal “duelo”no roteiro, mas os expectadores é que foram realmente contemplados com uma das mais inesquecíveis realizações humanas, onde um dos protagonistas, considerado “normal”, consegue se relacionar com um menino autista através da música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço à minha amiga Ana por este envio, assim como a Deus por poder relembrar deste filme que marcou o final do último século. Inspirado na vida real, a arte é capaz de mostrar que as lideranças são relativas, dependem das circunstâncias e muitas vezes escondem os verdadeiros heróis, fazendo uma verdadeira apologia à tendência humana de construir seus mitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, na vida nacional, a realidade copia a ficção? Os líderes autênticos só surgem na adversidade. Quem sabe se, sob determinadas condições hostis, muitos dos  atuais governantes, que tecem a sua imagem pública, com o intuito de se tornarem mitos, possam derrubar suas máscaras e evidenciar os verdadeiros heróis anônimos, aqueles que possuem uma alma altruísta e estão despidos de quaisquer  relações de poder, mas que trabalham pelo bem-comum e carregam consigo a verdadeira condição de liderança. São, esses últimos, capazes de nos tirar do perigo que viceja o cenário nacional, tanto pela insegurança das ruas quanto pelos efeitos danosos das especulações e das negociatas que estão encobertas  pela visão mítica, mas que não resistem sequer à primeira adversidade e onde as coisas começam  a sair de controle. Daí para frente os atores mudam e só os verdadeiros líderes são capazes de levar ao remanso e à calmaria o bote das circunstâncias que assolam a vida nacional. Quanto ao final do filme? Bem eu acho que ainda existem, nas locadoras, cópias suficientes para você rever Amargo Pesadelo, e descobrir por si mesmo o final desta película, inspirada pela música e pela interpretação de um altista que se universaliza através da sua música e nos deixa a certeza que há, entre os céus e a terra, mais mistérios do que nossa vã filosofia consegue explicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8783035873389993529?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8783035873389993529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/10/amargo-pesadelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8783035873389993529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8783035873389993529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/10/amargo-pesadelo.html' title='Amargo Pesadelo'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3847427902818865808</id><published>2009-10-26T11:31:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T11:32:29.443-02:00</updated><title type='text'>IMAGEM</title><content type='html'>Todos nós temos uma imagem a preservar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta abrir os olhos para a vida, olhar sujeitos ou objetos, através de nosso olhar peculiar, aprender a enxergar o que está subjacente ao que nossa retina consegue captar, identificar o que é essencial para a existência, expandir a consciência para levá-la a compreender as grandes verdades universais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso alimentar a voraz fome de construção de nossa imagem pessoal, para que os outros nos vejam através dela, como filtros que recomponham a luz e permitam uma imagem instantânea adequada, captadas por lentes de uma máquina fotográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aparente desprezo pelo simples, pelo tangível, não nos serve, pois nossa visão imediatista acredita que a melhor forma de alcançarmos a eternidade seja através de uma imagem construída, um rótulo que retire nossas imperfeições e enalteça nossas virtudes, a serem mantidas como ícones de verdadeiros super-homens que passam à eternidade como verdadeiros mitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos ególatras que não encaram o próprio ego como uma ferramenta, mas como um fim em si mesmo, verdadeiros buracos negros que vão, aos poucos, sorvendo pedaços de humanidade que habitam em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ego que criamos para nossa libertação, mas que, aos poucos, se converte em verdadeira figura opressora que nos escraviza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que os outros vão pensar”? “Falem bem ou mal, mas falem de mim”!”Eles me adoram!” Eles não podem viver sem “mim”. “Sou mais eu”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessidade imanente, busca constante, alcance efêmero, vamos utilizando-a como escudo e também como trampolim para reafirmar a nossa presença neste Planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir nossas próprias pegadas, superar limites, enfrentar desafios, sem deixar que nossa imagem sirva de referência. E, quando ela é posta em cheque, pelas adversidades, nos dispomos a reconstruí-la, tal qual um barco que precisa de uma bússola para singrar os mares em busca de aventuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso ego trabalha a imagem como condição essencial para vivermos emoções e deixar nossas pegadas por onde passamos, até que os ventos do destino às apaguem, e até que uma nova cruzada seja empreendida, sempre pela teimosia de imprimir, de forma duradoura, as marcas por onde passamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nunca sabemos é se ela, a imagem, conseguirá construir vida própria, e sobreviver à nossa morte, para alcançar a eternidade, já que morrer faz parte da inexorabilidade da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil mesmo é renunciar. Senão de forma espontânea, de forma compulsória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renúncia caminha em sentido contrário à imagem e, por isso mesmo, é relegada como filha indesejável que nasce de um simples ato de prazer. Ao contrário, prevalece nossa eterna busca pela alquimia de fazer transformar imagem em mito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Mito é o nada que é tudo”, como dizia o poeta Fernando Pessoa, Renunciar x Preservar a Imagem é o grande dilema deste século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim seguimos pela vida, procurando a nossa identidade a partir dos ícones que herdamos de nossos antepassados, cujo nome é um selo de nossa individualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso escreveu o saudoso poeta Mario Quintana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um ser humano só é ele mesmo enquanto os pais ainda estão discutindo um nome para batizar. Até então é anônimo, como um animalzinho sem dono, simples filho da Natureza e de mais ninguém. Sem laços de parentesco e outras contingências sociais. E, depois, estará correndo o riso de lhe darem um desses horrorosos nomes tradicionais de família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúdica paixão pela imagem, tão passageira, tão impessoal quanto o passar das horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como escolher um outro caminho, sem imagem, porém com conteúdo? Basta encontrar o caminho do verbo e não do sujeito, cuja ação nos transporta pela estrada que nos dá a plenitude da criança, antes que o nome nos encontre, antes que a imagem seduza, como verdadeiro ópio que vai nos afastando do que é essencial para nossa eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3847427902818865808?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3847427902818865808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/10/imagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3847427902818865808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3847427902818865808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/10/imagem.html' title='IMAGEM'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-2571266519954585629</id><published>2009-09-30T09:47:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T09:50:02.809-03:00</updated><title type='text'>TÊMPERA</title><content type='html'>Lembro-me bem, apesar de passados quase trinta anos, quando visitei, pela primeira vez, o Município de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Cidade acolhedora, natureza pujante, povo hospitaleiro, economia calcada no turismo. Pois foi lá que tive uma das mais expressivas experiências de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui recepcionado por um dos meus melhores amigos, que já tive nesta vida, embora, depois disso, tenha desaparecido de minha vida sem sequer revelar o motivo. Não há mágoas nem ressentimentos, somente reverências e gratidão a         &lt;br /&gt;esse amigo, que já não sei mais por onde anda.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acomodado em sua bela e muito confortável residência, fiquei hospedado num quarto de onde, pela janela, descortinava a vista de um belo e majestoso pico, mata verdejante e um pequeno lago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário era tão luxuriante que lhe convidei para fazermos um passeio pela região. Aceito o convite saímos caminhando em meio à mata e aos campos inclinados por uma topografia acidentada, onde a declividade, às vezes, nos obrigava a curvar os nossos corpos para mantermos o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos uma ribanceira para chegarmos a um patamar de onde se descortinava toda a região entorno e de onde podíamos avistar de perto o vôo das águias em busca de suas presas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço pago por tal aventura foi a longa caminhada de volta, que passou por matas fechadas, nos tirando o senso de direção e a consciência do tempo a ser gasto até nosso lugar de origem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demoramos a aceitar o inexorável fato de estarmos perdidos, embora meu amigo fosse morador daquele local. Para isso ele sugeriu que subíssemos numa pequena plataforma que permitiria um vislumbre do sitio urbano e assim ele se localizar em relação ao rumo e o trajeto a ser seguido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao subirmos por aquela pequena ladeira, descobrimos que sua casa estava localizada em linha reta, um pouco abaixo de onde estávamos. Era fácil: bastava seguirmos alguns marcos visuais, caminhando em linha reta, para simplesmente chegarmos ao nosso destino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que parecia fácil e simples se revelou uma das mais difíceis experiências vivenciadas em toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o local onde estávamos e o nosso destino havia uma área extensa de capim gordura, que possuía dois metros de altura, aproximadamente, e, portanto, não permitindo visualizarmos nada senão aquela montanha de capim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já estava alto. Nós estávamos vestidos de bermuda e chinelo. Por isso o calor e a pouca roupa foram as primeiras adversidades, porque a cada passo que dávamos, o capim se enroscava em nossa pele suada e seus espinhos provocavam cortes que doíam como navalha. A vegetação espessa impedia o avanço rápido, obrigando-nos a dar passos lentos, vigorosos, para quebrar a barreira vegetal, assim como o advento de cada corte fazia doer não só a pele, mas a própria alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessar aquela vegetação por quase duas horas de caminhada foi uma verdadeira tortura.  À medida que avançávamos, em nossa caminhada, o cansaço aumentava, assim como a dor pelos cortes e pela coceira provocada pela mistura de suor e seiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então comecei e não parei mais de me queixar ao meu companheiro de infortúnio, por cada uma das dores sofridas, bem como pelo sacrifício da jornada. Ele ouviu, por um longo tempo, as minhas lamúrias em silêncio, até que não agüentou minhas súplicas e me perguntou: o que eu posso fazer? O jeito é aprender a suportar a dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Lá estava eu com um proveitoso material para análise e aprendizado. Depois de duas horas de verdadeiro inferno, saímos num campo roçado, localizado a poucos metros da residência de onde tínhamos partido. E não parei mais de pensar o quanto nos deixamos levar pelas fraquezas de nosso ego. Por tão pouco, deixamos a nossa auto-estima abalada e por isso mesmo, pela piedade a nós deixamos de seguir em frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pena que sentimos em relação a nós é essencialmente maior do que a determinação e a têmpera para vencermos os obstáculos. Quantas vezes recuamos, desviamos e fugimos da luta por termos pena de nós mesmos? Quantas vezes deixamos de acreditar em nossa capacidade para enfrentarmos os obstáculos que se interpõem entre nós e o nosso destino final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes nossa presunção nos leva a acreditarmos que, para chegarmos onde queremos, basta seguir em linha reta, através de uma caminhada visível aos olhos, porém ignorando os obstáculos por onde temos que passar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos, muitas vezes, atingir nossos objetivos sem caminharmos até lá. Ou não passarmos por obstáculos, que queimam a nossa carne e provocam dor em nossa própria alma, muitas vezes aumentada por nossa auto-piedade. Para tudo há um preço. E, quando a pela começa a doer e a coçar, é porque nossa tempera está começando a ser testada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, o melhor a fazer é deixar de olhar o prazer que nos aguarda e voltar toda a nossa atenção a cada passo que damos, renovando forças e buscando coragem renovada para chegarmos, novamente, aos campos limpos e fáceis de caminhar. Senão, as contingências que a vida nos reserva fará a sua parte, criando situações onde somos compelidos a atravessarmos campos hostis, se quisermos chegar ao remanso e o conforto de olharmos a natureza pujante como lazer e prazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo não pensando nelas, as adversidades chegam, sem convite, para lembrar que ninguém vem a este mundo a passeio. A tempera só nasce onde haja, antes, a ousadia e determinação, mesmo que essas estejam acompanhadas por dor e sofrimento. Quando menos esperamos, encontramos a adversidade onde esperávamos encontrar uma estrada aberta e confortável, fruto mais de nossos   devaneios do que a dura realidade que o destino nos coloca por onde devemos passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-2571266519954585629?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/2571266519954585629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/09/tempera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2571266519954585629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2571266519954585629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/09/tempera.html' title='TÊMPERA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-1667661547374436008</id><published>2009-09-26T11:34:00.000-03:00</published><updated>2009-09-26T11:38:19.527-03:00</updated><title type='text'>COERÊNCIA</title><content type='html'>Há uma passagem de Mahatma Gandhi, um dos seres mais perfeitos que esta Terra já conheceu, que se refere ao princípio da coerência humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que uma mãe foi procurá-lo, lhe fazendo o seguinte pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre! Eu gostaria que o Senhor ensinasse o meu filho a não comer açúcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre pensou um pouco e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Mas volte daqui há duas semanas e traga consigo o seu menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe não soube bem entender o que o Mestre quis lhe dizer, mas acatou e esperou o intervalo que lhe fora solicitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas as duas semanas a mãe retornou ao Mestre e lhe disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fiz conforme o Senhor me recomendara. Agora gostaria de lhe pedir para que ensine o meu filho a deixar de comer açúcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grande Mahatma olhou o menino, se aproximou dele e se colocou de cócoras, para que seu rosto fitasse o menino frente a frente. E carinhosamente balbuciou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não coma açúcar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso se levantou e já ia embora, quando a mãe do menino lhe interpelou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre! Eu saí de casa de madrugada, andei quilômetros até chegar aqui. Enfrentei animais bravios, atravessei leito de rios com o menino no colo, carreguei-o após se cansar, para o Senhor fazer algo que eu mesma poderia ter feito, em casa, sem precisar passar por todo esse sacrifício. Por que o Senhor fez isso comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É porque antes eu comia açúcar, minha filha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coerência está entre as atitudes humanas mais difíceis de ser praticada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, procuramos mostrar às pessoas não a imagem de quem realmente somos, mas a imagem de quem gostaríamos de ser. Criamos uma imagem distorcida, capaz de esconder a nossa própria arrogância, a nossa soberba. Outras vezes criamos falsas imagens para sermos admirados, respeitados e até mesmo temidos por atitudes contundentes que escondem o medo, a insegurança e a nosso complexo de inferioridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos um mundo à nossa própria imagem e semelhança. E queremos que tudo se encaixe dentro dele do jeito que nós projetamos por nossa concebida persona. Somos críticos ferozes dos outros, vorazes julgadores dos demais, para demonstrar a nossa sapiência e sabedoria de enxergar o mundo.  Mas somos benevolentes e modestos em relação a nossos atos e atitudes. Tudo isso para evitarmos o confronto com nossos arquétipos, construídos para referendar a imagem de pessoas fortes, inteligentes, bem-sucedidas, que estão um degrau acima, em ascendência sobre os demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ama a si mesmo sabe do amor a si mesmo e também a coerência entre os arquétipos que construímos e a realidade de quem somos. Quando temos auto-estima, sentimos respeito e confiança em relação a nós mesmos e em relação aos demais. Assumimos uma atitude positiva e aberta e sabemos que estamos de bem com o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nossa auto-estima é baixa, relativizamos a confiança em nós e nos fechamos para o mundo. Deixamo-nos, simplesmente, levar pelos arquétipos construídos. Quando nos amamos, damos importância à integridade e à ética, avaliando corretamente as implicações de nossos atos na vida de outras pessoas. Quando nos amamos de verdade temos um propósito de vida e a condição de traçarmos o futuro desejado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi sabia que a auto-estima é um fenômeno que tanto é causa como efeito. Foi sincero consigo, para encontrar a coerência, respeitou os sentimos alheios, sem deixar de reconhecer os seus próprios. Foi solidário com o outro, sem deixar de ser a si. Foi implacável consigo e amável com o outro. O resultado final demoveu frustrações e lhe possibilitou o equilibro em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um exemplo a ser seguido por todos aqueles que procuram levar uma vida coerente, conseqüente e feliz.  Afinal, os arquétipos existem enquanto não descobrimos a nossa essência. Enquanto a imagem que vendemos aos demais ainda é fruto de um mundo criado à nossa própria imagem e semelhança, porém insuficiente para responder as três perguntas que nos movem por esta existência: quem sou eu, verdadeiramente, de onde vim e para onde vou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-1667661547374436008?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/1667661547374436008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/09/coerencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1667661547374436008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1667661547374436008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/09/coerencia.html' title='COERÊNCIA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-7279187833495743853</id><published>2009-08-25T11:38:00.000-03:00</published><updated>2009-08-25T11:39:20.327-03:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES SOBRE A VIDA</title><content type='html'>Um discípulo procurou o seu Mestre e lhe perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, o que é a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre ficou em silêncio. Mas o discípulo não se contentou e novamente lhe perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, o que é a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente o Mestre permaneceu em silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconformado, o discípulo insistiu uma vez mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, o que é a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente o Mestre nada lhe disse. Em razão disso, o discípulo, mesmo inconformado, permaneceu calado, enquanto realizavam trabalhos manuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o Mestre rompeu o silêncio e disse ao inconformado discípulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, agora, parar de trabalhar e vamos ao cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discípulo perguntou uma vez mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cinema, Mestre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que o Mestre pegou as suas coisas foi saindo de casa. O discípulo o seguiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compraram bilhetes, pegaram pipocas e entraram na sala de projeção para assistir ao filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já haviam assistido dois terços do filme, o Mestre se levantou e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discípulo, também inconformado, levantou-se contrariado e o seguiu. Já na rua o discípulo disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre! Eu nem esperava vir ao cinema. O Senhor me trouxe. Já que eu fui compulsoriamente levado a assistir a este filme, passei a me interessar pelo enredo e, quando eu já estava gostando de assisti-lo, o Senhor se levantou e viemos embora. Por que o Senhor fez isso comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre lhe respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué! Você não queria saber o que é a vida? A vida é isso. Quando começamos a gostar das coisas, elas mudam. Os ciclos acabam. As coisas se transformam. Então, meu filho, a vida é mudança. Quando achamos que estamos satisfeitos com alguma coisa, a vida nos coloca à prova e nos tira o que nos causa estabilidade e prazer. A vida é um eterno devenir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito. Somos surfistas, com a missão de permanecermos fixos à nossa prancha, enquanto o mar revolto nos carrega para cá e prá lá! Só temos que aprender a escolher, diante de nossas provas: lamentarmos o que nos acontece ou simplesmente buscarmos nos liberar de nossas culpas e mantermos a serenidade enquanto caminhamos através de nossas experiências. Muitas vezes, estamos tão preocupados em querermos saber o que é a vida que acabamos por nos esquecermos de vivê-la, e encontrarmos nossa felicidade, apesar de todas as armadilhas que a própria vida nos surpreende. Muitas vezes renunciar às contingências que ela nos coloca no caminho constitui o primeiro ato para vivermos as mudanças compulsórias. Tal qual surfista, nos deixamos levar pelas ondas, mas nossa preocupação maior deve ser manter o controle, apesar de seguirmos correntes que mudam e mudam de direção. Quando começamos a gostar do filme, a vida nos chama para levantar e sair para uma nova jornada, onde a única constância é saber que nada é verdadeiramente constante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-7279187833495743853?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/7279187833495743853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/reflexoes-sobre-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7279187833495743853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7279187833495743853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/reflexoes-sobre-vida.html' title='REFLEXÕES SOBRE A VIDA'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5468463153876883310</id><published>2009-08-18T14:16:00.001-03:00</published><updated>2009-08-18T14:20:20.270-03:00</updated><title type='text'>Paz interior</title><content type='html'>Chega um momento, na vida de um ser humano, que ele deixa de buscar fora de si e passa a se interessar em fazer uma verdadeira viagem a seu interior, no sentido de encontrar respostas às suas indagações existenciais.  O seu lado transcendente lhe chama. Não segue mais pela estrada da ambição, pois ela leva a caminhos voláteis. Nem o da ira, pois essa somente destrói. Nem o do medo, pois esse estanca a sua caminhada. Nem o do prazer, pois esse é efêmero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o do apego, pois esse não lhe leva à grandeza de sua alma. O poder lhe subtrai a solidariedade e a participação. A luxúria leva à sensação momentânea. A gula à insaciedade. A vaidade conduz ao egocentrismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas limitações indicam a desarmonia interior. Somos seres imperfeitos, em busca da tão almejada perfeição. Nascemos assim, imperfeitos, como única forma de aprendermos com nossos erros, para sabermos separar conquistas transitórias de conquistas permanentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há seres que conseguiram superar todas essas limitações e hoje estão livres de quaisquer vaidades, apegos ou situações criadas pelo ego. Dedicam-se a ajudar àqueles que precisam e estão envoltos em visões nebulosas dos caminhos a seguir. São os Mestres Ascencionados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu estado evolutivo, os Mestres não gostam de notoriedade e, por isso mesmo, preferem permanecer no anonimato. Nesse sentido, há um amado e consagrado Mestre que vive lembrando: “Se encontrares a paz, no que sentes, estarás eternamente grato ao seu coração”. Ele lembra que estar em paz é estar com sua consciência em paz, sem culpas, sem conflitos, sem julgamentos, mas em perfeita harmonia em relação atodo o seu ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de sabermos se estamos seguindo o rumo certo é sabermos se o que estamos fazendo nos deixa em paz e em perfeita harmonia e sintonia com aqueles que interagem conosco em nosso quotidiano. Com a paz compreendemos nossas limitações e também vislumbramos os caminhos a seguir. Ouvimos a voz de nosso coração e nos alinhamos ao verdadeiro eu que quase sempre permanece calado, enquanto nos ocupamos em alimentar um ego ávido de paixões e prazeres caracterizadamente voláteis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5468463153876883310?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5468463153876883310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/paz-interior.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5468463153876883310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5468463153876883310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/paz-interior.html' title='Paz interior'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-2515260855200118167</id><published>2009-08-03T11:48:00.000-03:00</published><updated>2009-08-03T11:49:45.634-03:00</updated><title type='text'>O Espelho</title><content type='html'>Diz a lenda que um jovem rei formulou o propósito de conquistar todas as terras à sua volta e tornar o seu reinado único, senhor de todas as plagas, de todas as águas, de todo o ar que sopra prá lá e prá cá. Sonhou em ser um soberano entre todos os homens. E assim se dispôs a fazer, guerreando, conquistando, impondo-se, afastando tudo aquilo que lhe cruzava o caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, o Rei conseguiu realizar o seu intento. Não havia mais nada a ser conquistado. E, assim, finalmente se dispôs a desfrutar de suas conquistas. Mas o tempo foi passando ele acabou por entediar-se com a rotina e a sucessão de dias que se repetiam mais e mais. Já não sabia mais como lidar com aquela realidade, que lhe devorava o entusiasmo e a alegria de viver, embora fosse um soberano respeitado, admirado e cortejado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então resolveu instituir três prêmios para aquele pintor que conseguisse pintar o quadro mais bonito e significativo. O primeiro deles, é claro, seria a mão de sua filha, a princesa mais linda e mais cobiçada do Reino. O segundo era uma fortuna em jóias que trouxera de suas conquistas. E o terceiro era a doação de parte de suas terras àquele que viesse a lhe mostrar como devolver à sua alma a alegria de viver e a felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram pintores dos mais variados lugares de seu extenso reino. E o Rei foi selecionando as obras e candidatos, até que sobraram apenas dois pintores, um representando o lado ocidental e o outro o lado oriental de seu reinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, recomendou que cada um pintasse uma nova tela, da qual ele, pessoalmente, deveria acompanhar passo a passo a sua materialização. Colocou-os em um grande salão, mas cuidou de separar cada pintor, sua tela e suas tintas, em um recinto, dividindo o grande salão ao meio por uma cortina. Ambos não poderiam enxergar o que estava sendo produzido pelo seu concorrente. Mas o Rei e seus súdidos poderiam observá-los a trabalhar através de uma visão frontal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor que representava o lado ocidental de seu reino começou a trabalhar, colocando na tela inúmeras cores, iniciando um desenho a partir de uma apurada técnica. Enquanto isso, o artista, que representava a banda oriental de seu Reino, levara apenas um enorme espelho, acomodado entre cavaletes. O Rei não entendeu nada, mas deixou os pintores continuarem o seu trabalho. A noite já ia avançando e o pintor ocidental delineava um quadro muito lindo, com cores quentes que encantavam à medida que produzia cada pincelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o pintor oriental apenas pegara uma flanela e se colocara a polir o espelho. O Rei continuou a não entender nada, deu uma risadinha e determinou que os pintores fizessem seus trabalhos até o amanhecer do dia, quando seria escolhido o vencedor. E assim eles obedeceram e assim eles continuaram o seu trabalho. Enquanto o pintor ocidental projetava na tela a sua obra, o artista oriental apenas polia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei pensou consigo de como seria idiota e incompetente o pintor oriental, que, talvez, tivesse medo de pintar e de ser julgado por sua obra, assim como de quão inspirado estava o pintor ocidental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite avançou e, já de madrugada, o Rei pediu aos candidatos que culminassem os últimos detalhes de suas “obras”, pois o amanhecer já se avizinhava. Um pouco antes do amanhecer, o Rei determinou que os artistas parassem seus trabalhos, pois o tempo já havia se esgotado. O pintor ocidental havia produzido um belo quadro. O pintor oriental se limitara a polir o espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei, em sua soberba, já se preparava para indicar o pintor ocidental como vencedor. Levantou-se e, para proclamar a sua escolha, deu uma última olhada no espelho e em tom de ironia determinou que os panos, que separavam os ambientes, fossem removidos e o salão fosse restaurado em toda a sua dimensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos primeiros raios de luz, o Rei começou o seu discurso. Mas nem bem havia iniciado o seu pronunciamento, verificou que um raio de luz penetrara naquele recinto, pela janela, e se projetara diretamente em cima do espelho, que, por sua vez, refletiu a luz da alvorada por sobre o quadro, iluminando-o e tornando suas cores esplendorosas, seus traços luminescentes e sua obra a verdadeira expressão daquele amanhecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Rei compreendeu que, na vida, conquistas externas só levam ao tédio. Mas conquistar a si mesmo, para impregnar-se de amor, paz e bem-aventurança lhe dá o sentido maior de sua existência. E que sua felicidade não vinha de o fato de ser cortejado, admirado e reverenciado, mas, sim, de fazer a sua alma brilhar como reflexo de toda a criação, bebendo, assim, direto da fonte que lhe dá a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendeu que, em lugar de ter olhado para fora, para buscar novos domínios e para subjugação das pessoas, deveria ter polido sua alma, para que seus súditos fossem inspirar-se à construção de uma sociedade humana mais justa, mais fraterna e absolutamente mais solidária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor oriental ganhou o prêmio, não por ter esfregado, à noite inteira, um pedaço de vidro, mas por ter conseguido, por seu exemplo, inspirar o mais temido e o mais bravo dos guerreiros, porém não imune a esconder a sua condição humana que luta, sofre, entendia-se, mas nem por isso mesmo deixa de estar subordinado à maior de todas as leis: para se chegar a transcender o nosso estado de consciência mundano temos que colocar a luz em nosso interior, iluminando as trevas e seguindo rumo à plenitude de nossa condição cósmica e universal. Chamem-nas de paraíso, nirvana ou quais outras designações que só a vida interior é capaz de identificar ou reconhecer, destituída de adjetivos, mas repleta de significados de um verbo muitas vezes esquecido, enquanto nos dispomos a conquistar o que não é verdadeiramente duradouro*. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto produzido com base em contos que são disseminados de forma oral, pela tradição, cujo autor permanece desconhecido, até o momento de sua redação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-2515260855200118167?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/2515260855200118167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/o-espelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2515260855200118167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/2515260855200118167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/08/o-espelho.html' title='O Espelho'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-7462422309291570888</id><published>2009-07-27T18:54:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T18:55:22.769-03:00</updated><title type='text'>Nossa ira</title><content type='html'>Irado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra utilizada pelos mais jovens para designar coisas ou situações que lhe agradam ou, ainda, lhe geram bons sentimentos. Uma forma divertida de assumir uma nova conotação para o significado de um dos mais nefastos comportamentos humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente a palavra significa enraivecido, colérico. Quem entre nós, não foi ainda tomado pela ira? Quando ela toma conta, se manifesta pela perda de juízo, pela emoção incontida de fazer demover um obstáculo que não conseguimos retirar de nosso caminho de forma sensata e controlada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ira tem sua raiz vinculada ao medo e ambos remontam ao surgimento do homem neste Planeta, sendo responsável pelo luto, pelo sangue e pelas lágrimas que permeiam a nossa história até chegarmos a este início de século. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes a ira gera um efeito contrário ao medo, que estanca, mas ambas são parceiras, numa combinação explosiva, da mesma forma como é companheira do ciúme, para revelar o amor primário, e da intolerância, para fugir do dever, tornando-se uma autêntica carga explosiva para transformar uma sensibilidade em um incitamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse comportamento está associado ao instinto animal de autodefesa e ataque, incorporando-se à condição sapiens do homem e passando a ser deflagrado pela irritabilidade, impulsos e necessidades. Faz parte da sensibilidade que regula sua forma de pensar ou agir frente às experiências que realiza no meio em que vive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da impossibilidade de utilizar a persuasão para impor-se em seu habitat, o ser humano utilizará sua ira para demover o que lhe atrapalha para alcançar seus propósitos. A irritabilidade pode surgir de repente, sem uma causa aparente, quando os instintos suplantam a racionalidade, assumindo formas agressivas, onde irritabilidade e instintos se convertem numa condição dualista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há indivíduos que transformam a sua irritabilidade em agressão, mas, geralmente, é difícil acreditar-se que os mais agressivos sejam tomados pela irritabilidade. A ira e a ambição são filhos de uma mesma origem: o poder. As almas de renúncia, os ascetas, os devotos que resolvem desvincular-se da ambição material são mais imunes à sua manifestação, já que suas virtudes incluem atitudes que a impedem de se instalar de forma incontrolável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se lembrar o caso de Gandhi que, quando jovem, era tido como uma pessoa colérica e explosiva e que conseguiu dominar-se para chegar a enfrentar e a vencer o império britânico, isso sem perder a sua bondade. Jesus Cristo, São Francisco, São Tomas de Aquino, Madre Teresa são exemplos de seres humanos que conseguiram transcender a essa condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente o afã de dar curso a sua ambição que torna o homem suscetível à ira e de sua propensão de alimentar temores e medos de não ser bem sucedido em suas intenções. E, em escala coletiva, de construir sistemas belicistas que hoje já permitem requintes de destruição da própria terra simplesmente pelo apertar de botões. Hoje, um simples lap top consegue um poderio de fogo jamais imaginado por aqueles que estiveram participando das últimas duas grandes guerras. A guerra deixou de ser física para se tornar cibernética, sendo ela eclodida pela manifestação do medo convertido em ira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo do fracasso é mola mestre para deflagrar-se a ira, assim como sentimentos de limitação ou de enfraquecimento frente a nossos propósitos. A explosão acontece acompanhada de gritos, movimentos ou gestos. É uma torrente de energia vital que se desprende como forma de insurgir-se, principalmente quando se manifesta através de ataques a outras pessoas, às quais considera igual ou inferior, podendo, fisiologicamente, apresentar-se como cólera ou refrear-se, como temor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, em lugar da explosão ocorre o rancor silencioso, guardado tanto em relação a seus oponentes quanto a si mesmo, pela impotência de dar curso a seus arroubos desconcertantes.  O ato de conter-se é uma forma de repressão cujas principais manifestações escamoteiam as reais causas e intenções guardadas. É um momento em que todas as forças de quem a alimenta se convergem para remover os objetos ou pessoas que se interpõem a seu caminho ou permitam encontrar formas de compensar as frustrações de quem as reprime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a fúria é sua face explosiva onde seu autor perde a noção de medida, investindo destrutivamente contra suas causas ou procurando meios para desfazer, em si, a contraparte geradora de conflitos. Age contra si e contra os outros, às vezes simultaneamente, levados pelo discurso de “estar fazendo justiça”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incomum uma pessoa externar ou reconhecer o seu medo. Por isso, nem sempre suas atitudes colérico-destruidoras são facilmente reveladas ou associadas às conseqüências. O agressor sempre manifesta estar agindo para “reparar” uma injustiça. Outras vezes, adentra pelos caminhos do julgamento, da crítica e da parcialidade sempre demonstrando estar imbuído de um senso de justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá como for não devemos confundir levantar a bandeira da justiça quando estamos, na verdade, nos distanciando de uma correta compreensão dos fatos e uma empatia que nos aproxima dos demais seres humanos e, sim, praticando atos com base em nossa antipatia ou buscando compensar nossa auto-piedade por nos sentirmos verdadeiramente fracassados. Em nome da justiça muitos foram condenados à morte durante a inquisição que marcou a idade média ou foram executados a mando de um cabo austríaco que espalhou seus horrores, durante a segunda grande guerra, em nome da purificação das raças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, transformamos nossa ira em ironia, ou em uma de suas manifestações, o sarcasmo, para expressar uma agressão estratégica, de forma a humilhar outros seres ou a compensar, através de um ar superior, nossas fraquezas internas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre um sorriso no rosto esboça receptividade e altruísmo, mas ressentimentos, inveja, desequilíbrio interior, ainda que esteja acompanhada de humor, graça e popularidade. Nunca deixa de ser uma forma de alguém utilizar a ironia como forma de compensar as frustrações, fracassos internos ou conflitos afetivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ira constitui, assim, um gerador de comportamentos que nos desviam de nossos propósitos maiores. Através do livre arbítrio, podemos decidir se ela se converta em destruição ou em situações produtivas. Refletir sobre sua existência, em nossa personalidade, constitui o primeiro passo para decidirmos se devemos destruir, destruir-nos ou transformá-la em amor e auxílio ao próximo. Reconhecer a sua existência constitui uma boa razão para debelar fantasias, penetrar na realidade e encontrar a verdadeira humanidade que há em nós, que permeia os verdadeiros princípios universais contidos em nossa verdadeira condição humana*. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto inspirado no livro “Os quatro gigantes da alma”, Mira Y Lopes – Coleção Sagarana – Editora Jose Olímpio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-7462422309291570888?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/7462422309291570888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/nossa-ira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7462422309291570888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/7462422309291570888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/nossa-ira.html' title='Nossa ira'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-8571121666461376734</id><published>2009-07-24T15:07:00.000-03:00</published><updated>2009-07-24T15:08:36.040-03:00</updated><title type='text'>Nossos medos</title><content type='html'>No afã de guardar a essência da vida em versos, o poeta Vinicios de Moraes assim predicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De tudo, ao meu amor serei atento&lt;br /&gt;Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto&lt;br /&gt;Que mesmo em face do maior encanto&lt;br /&gt;Dele se afaste mais meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero vivê-lo em cada vão momento&lt;br /&gt;E em seu louvor hei de espalhar meu canto&lt;br /&gt;E rir meu riso e derramar meu pranto&lt;br /&gt;Ao seu pesar ou seu contentamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, quando mais tarde me procure&lt;br /&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;br /&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possa me dizer do amor (que tive): &lt;br /&gt;Que não seja imortal posto que é chama &lt;br /&gt;Mas que seja infinito enquanto dure”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançar o infinito e torná-lo durável, suplantar a angustia, a solidão, espalhar o canto, rir o riso, viver a plenitude do amor constituem conseqüências de um tempo e de um espaço vivido. É o eterno desejo de fazer passar pela peneira somente os bons momentos e deixar retido em suas malhas todas as formas de sofrimento que corroem nossa existência e nos tiram o brilho do olhar frente aos desafios oferecidos pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alcançarmos o estado de felicidade plena temos, muitas vezes, que cruzar o rio das adversidades, banharmo-nos nas águas do infortúnio e atravessarmos as correntezas da tristeza para atingirmos, de forma segura, as margens que nos levam ao remanso de estar em paz com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes nos perguntamos por que tanta dor e tanto sofrimento, tanto medo de experimentar, se, ao final, nosso destino maior é a morte? Talvez por isso mesmo passamos pela vida tentando extinguir a sede por alcançar a eternidade, que nos arrogará sempre esse gosto da vida que passa e tortura, marcado pela busca de solução ao problema de duração da própria alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais quero ser eu mesmo, encontrar minha identidade, deixar de querer ser o outro, para adentrar, a partir de mim mesmo, à totalidade das coisas, a partir da sensibilidade que é conduzida pelos próprios sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a constante busca pela transmutação, saindo de um estado de anulação de nós mesmos para atingirmos a consciência da auto-existência. Uma busca marcada, muitas vezes, pela solidão, quando bate a impressão do desamparo e a ânsia para se chegar ao amparo, principalmente quando descobrimos que nossos temores são fruto de nossa fértil imaginação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sucessão de medos nos leva ao maior deles: o medo da própria vida, das incertezas que o futuro reserva e da busca por desvendar o desconhecido, nos agarrando a toda a sorte de adivinhações para antecipar o futuro e, assim, orientar decisões e evitar o surgimento de surpresas desagradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecido suscita em nós o medo e esse nos deixa entorpecidos, tirando de nós a própria espontaneidade. Ou gera em nós a busca por uma “vida ordeira” e conservadora que é reiteradamente imitada para evitar abalos em nossa caminhada. Ou, ainda, nos faz regredir em nossas emoções para evitarmos o enfrentamento dos obstáculos que surgem ao longo da existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah esse medo da própria vida! Negamos a sua existência porque esquecemos que a única propriedade que possuímos com exclusividade e absoluto domínio é ela, a própria vida. É tão fácil resolver essa equação, deixando, tão somente, a eternidade adentrar por nosso interior. Mas o medo, em lugar disso, abre as portas para as forças obscuras, vindas da profundidade do inconsciente, para nos torturar e nos levar a cometer excessos que sempre terminam em arrependimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo instintivo-orgânico nos causa inibições, o medo racional é pensado antes de senti-lo e se manifesta através de uma voz que diz: “não te arrisques”. O medo imaginário nos leva ao desequilíbrio, aos atos passionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo é astuto, gosta de se camuflar em forma de modéstia, prudência ou preocupações, timidez e outras máscaras que surgem ante o fracasso ou ao ridículo, da auto-insuficiência ou ambição ou, ainda, de oportunidades de ser julgado pelos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tímido espera pela ajuda de fora e se ressente se a ajuda não vem a ele conforme previsto por ele. Já o pessimista busca a alegria, mas não tem coragem para conquistá-la. O cético se sente desenganado por tudo. O tédio revela o médio de ficar a sós. A vaidade esconde a insegurança e o desconsolo. A hipocrisia não revela a ambição desmedida. A mentira encobre o medo de domínio de si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o medo não é saudável. Exige coragem para debelá-lo, pela análise de causas ou fatores materiais que ocasionam processos inibitórios das atividades vitais. Enfrentar o medo exige o conhecimento de seu modus operandi, principalmente quando se trata de um estado permanente de insegurança, pessimismo, ansiedade ou quaisquer outras formas de desequilíbrio interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançar o infinito e torná-lo durável é suplantar nossos temores através da harmonização dos contrários. É aceitar fracassos e estabelecer progressivos triunfos. É estabelecer um ponto de encontro entre a medrosa inibição e a corajosa ação para se chegar à serenidade, onde o ser humano aprende a viver o seu próprio destino e construir uma personalidade superior onde ele é o artífice, criando, recriando e transcendendo os seus próprios limites. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto inspirado no livro “Os quatro gigantes da alma”, Mira Y Lopes – Coleção Sagarana – Editora Jose Olímpio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-8571121666461376734?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/8571121666461376734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/nossos-medos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8571121666461376734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/8571121666461376734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/nossos-medos.html' title='Nossos medos'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-1207480652440945635</id><published>2009-07-11T21:10:00.001-03:00</published><updated>2009-07-11T21:16:30.581-03:00</updated><title type='text'>Problemas e dificuldades</title><content type='html'>Há uma frase, proferida durante o velório de Michael Jackson, que me chamou a atenção. Ela foi pronunciada pelo Pastor Lucious W. Smith, da Igreja Batista de Pasadena:“Obrigado, Michael, porque você nunca parou, porque nunca desistiu, porque acabou com nossas divisões. Eu gostaria de dizer algo para os três filhos: não há nada de estranho com seu pai. Estranho foi o que ele teve de enfrentar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pastor Lucious, com a sensibilidade aguçada de quem persegue o amor altruísta como ideal de vida, reconhecia uma condição humana presente na vida de todos nós: são nossas atitudes que fazem toda a diferença em relação a problemas e dificuldades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre a vida se apresenta de forma límpida, mas dura, cheia de contradições em si, impregnada de convenções, preconceitos e erros, sentimentos constrangedores que não poupam ninguém e provocam angústia, tristeza e solidão. E tal qual a história de um copo que contenha líquido pela metade e será visto como quase cheio, por uns, ou por quase vazio, por outros, assim também podemos encarar fases adversas como o infinito findar de um ciclo, que é marcado pela angústia de viver ou como o início de outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, nesta vida, não os encontrou ou não os enfrentou? Acredito que haja uma tênue, porém substancial diferença entre ambos. Considero problema como uma hesitação frente a um obstáculo e dificuldade como um impedimento diante de um obstáculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é tão desafiante à nossa verdadeira condição interior do que ser suscitado pelos problemas e pelas dificuldades que vêm do ambiente e das circunstâncias que vivemos.  Lidar com eles faz parte de nossa formação humana, pois eles penetram em nós através de nossa parte obscura, aquela que traduz tais obstáculos em sentimentos de incertezas, dúvidas e impotências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles penetram em um lugar onde o tempo não serve de medida e onde há o medo de que estraguem ou desequilibrem o interior, por chegar de forma desprevenida e pela falsa convicção de que as virtudes disponíveis são incapazes para enfrentá-los, dentro de uma condição não inteiramente amadurecida e pura.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de experiências dos sentidos, onde a dor exerce um poder superior à vontade e à resistência, atritando e colocando em cheque nossa fecundidade. Mas a cada obstáculo, a ser vencido, nos encaminha à construção de um novo ser humano, em profundidade e magnitude, dentro de uma crescente maturidade carnal e espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São experiências que nos fazem refutar falsos sentimentos, construídos durante a existência de empecilhos, por outros que conduzem à harmonia e à fecundidade de se sentir pleno diante da vida, onde a confiança em si se faz mais e mais presente. Como uma escada onde subimos degrau a degrau, aprendendo a identificar e a preservar as poucas coisas que prevalecem até o eterno, enquanto problemas e dificuldades ameaçam nos consumir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de superar a cada problema ou dificuldade, vem o sentimento de solidão e de isolamento, tão grande e difícil de carregar. Tal situação exige penetrar-se em si, na grande solidão interior, principalmente quando descobrimos que aquilo que nos enseja ocupação não está diretamente ligado à nossa à vida. Talvez, nesses momentos, a melhor atitude não seja colocar-se na defensiva e no desprezo por si, mas simplesmente aceitar a não-compreensão que impede sair de labirintos e seguir rumo à luz como uma forma de viver as próprias perguntas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil viver a solidão. Mas, se encarada, mesmo com medo e palpitação, pode ser uma ótima oportunidade para se aprender a transformá-la em algo em si mesmo, aceitando-se o que se apresenta estéril, empobrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível viver sem perigos e inseguranças, mas é possível crer-se que o caminhar e o passar do tempo tragam o auxílio e a aprendizagem de como nos defrontamos com o adverso.  Se formos perseverantes, conseguiremos aproximar as referências de vida dos problemas emergentes, vencendo suas incertezas. Nossas tristezas serão dirimidas, sendo as experiências repassadas ao recôndito de nosso ser, tornando mais finito a nossa dimensão interior infinita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perseverar frente aos problemas é criar meios para vivermos melhor com o inexplicável, que se apresenta quando menos estamos preparados. Nossas covardias, ao contrário, nos levam a capitular frente aos mistérios que nos atrofiam, principalmente frente ao maior dos mistérios inescrutável: o da própria morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso vencer o medo do novo, quando não nos sentimos suficientemente fortalecidos. É preciso aceitar que a vida é um eterno devenir e que, por mais enigmática que se apresente, contempla incertezas tanto quanto as certezas, ainda que a tratemos como verdadeiros abismos a serem transcendidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva cada etapa dessa descoberta, não se censure, não seja impulsivo. Não pense no erro, no tropeço, na falha, mas naquilo que pode suceder ao que se revela como um problema ou dificuldade. O curso natural do que nos acontece vai, progressivamente, nos conduzindo à melhor compreensão do que está subjacente à experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure retirar de dentro, do mais absoluto inconsciente, a luz que se busca, o ato de recriar ou compreender cada experiência. Pois, aos poucos, a sucessão de problemas e dificuldades nos prepara para chegarmos a conhecer a grandeza da existência e da eternidade, quando certezas e incertezas se tornam os lados do ato de ser humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-1207480652440945635?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/1207480652440945635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/problemas-e-dificuldades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1207480652440945635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/1207480652440945635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/problemas-e-dificuldades.html' title='Problemas e dificuldades'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-638915291138100056</id><published>2009-07-05T13:48:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T13:49:38.981-03:00</updated><title type='text'>A arte de escrever</title><content type='html'>Dentre os livros que passaram à frente de minha retina, destaca-se “O Encontro Marcado” de Fernando Sabino. Em suas letras o autor dizia: “Escrever é exercitar a arte do monólogo”. Nada mais verdadeiro. Toda vez que me disponho a sentar e a escrever algo, para postar neste Blog, me deparo com inúmeras perguntas que me vêem à mente: “Quem é o leitor que me lê? Quais são seus gostos e preferências? Sobre o que gostaria que eu escrevesse? Estou acrescentando algo novo em suas vidas? Consegue ele penetrar em minha alma através de um processo de empatia, que se estabelece entre essas letras eletrônicas, suas paixões e expectativas de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tenho as respostas, devo contentar-me com as perguntas. E também continuar exercitando os meus monólogos. Mesmo que sejam através de mão única. Escrever está associado a todas as formas de leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez confessei a um gerente de um cinema, que exibia filmes de arte, que, dentre as experiências que gostaria de realizar, uma delas seria montar uma livraria. Nesse diálogo ele foi logo afirmando: “Livro é uma coisa pouco difundida no Brasil. A maioria dos proprietários de Livrarias que conheci faliram. Só vencem aqueles que possuem estabelecimentos em rede, se preocupam em lançar à venda aquelas obras que estão na moda e são ofertados por profissionais que conhecem pouco de seu ofício, mas que possuem um salário desse tamanho, pequeno e compatível com a função de empurrar Best Sellers. Não se meta nessa, não, camarada. Você vai quebrar a cara. No cinema é a mesma coisa: filme que leva a pensar não dá bilheteria. Somente filme de porrada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a platéia?, pergunta ele? Dia desses eu vi um menino chegar às 2 da tarde, aqui, sentar num dos sofás do saguão, e ficar parado, sem fazer absolutamente nada, só olhando quem chegava prá comprar ingresso, até as 22 horas. O cara sentou, colocou os pés no assento, mesmo sujando o tecido de revestimento, e ali ficou, parado, sem pensar, sem se movimentar. Somente fazendo nada”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto ele como eu somos pessoas, no mínimo, excêntricas, por querermos trabalhar com algo pouco cobiçado no Brasil. Vende-se, no Brasil, somente aquilo que é produto da mídia, do prazer vendido, da excitação em moda, do que é recomendado pelas famosidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui uma pessoa que se perguntou: o que faz os gostos e preferências de quem freqüenta uma livraria? Dentre os títulos, em exposição, o que leva um leitor escolher “aquele” título e não outro? Será que ele fica folheando brochuras prá ver o quanto deve se dedicar a devorar, naquele “monte de páginas”? E será que ele se contenta em ler livros massudos, sem fotos, sem pausas para descansar? Ou será que ele agora está atraído pela ambiência dos novos estabelecimentos, que são mistos de exposição de livros, cafés, pontos de encontros, música ao vivo, vendas de quinquilharias, seja lá mais o que, como estratégia de marketing para atrair potenciais clientes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém há de dizer: deixa isso prá lá, pois as pessoas passam mais tempo a frente do computador, já que agora têm twitter, Orkut, MSN, blogs, sites de relacionamento, amigos virtuais, etc., tudo isso para tornar o livro obsoleto. E, se assim é, então porque nunca se produziu tanto papel, em plena era da informática? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso volto a meu monólogo, para me perguntar: será que perdemos o interesse em aprofundar assuntos, em nossa relação com os outros, para apenas apreciar informações instantâneas que trocamos superficialmente com os outros internautas,  para validar um ego que a todo o momento precisa ser alimentado e engordado para declarar a sua onipotência?  Ou será que a livraria deixou de ser aquele ponto de encontro entre escritor e leitor, por termos a facilidade de “fazermos downloads”, pela internet, dos conteúdos sintetizados que aplacam nossa imediata e pragmática sede por conhecimento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As livrarias são hoje empreendimentos que perdem de longe para lan houses, lojas de discos, lojas de informática ou de telefonia, etc. Talvez pelo eventual equívoco de que o ato de ler não signifique empurrar informações para dentro, mas fazer despertar o que existe dentro de nós, renovado e colocado para fora como meio de manter a dignidade e a conseqüência de procurar responder as grandes questões existenciais que perseguimos enquanto estamos aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, ler, escrever e pensar são considerados atos verdadeiramente subversivos, em regimes de exceção, e libertários em regime democráticos, quando conduzem à liberdade do livre pensar. Escrever e ler são formas que transcendem o ego e vão ao encontro de nossa condição maior de ser humano, na esperança de que monólogos sejam transformados em verdadeiros diálogos fecundos para revelar nossa disposição em sermos guiados por ideais transcendentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos esse é o propósito de manter esse Blog, estimulando o debate, a tempestade de idéias.  E, por trás da letra digital, reconhecer a letra impressa, como ferramenta de reflexão, ainda que esteja tão fora de moda, mas tão eficaz para evitar o que previu George Orwell em sua obra “ 1984”, pelo surgimento do Big Brother, não o de Pedro Bial, mas o de uma máquina estatal totalitária, que venha abolir a todo ato propugnado pelo filósofo: “se penso, logo existo”. Enquanto eu ler e também escrever estarei vivo e livre para validar a vida interior, que pulsa e me faz sentir pleno, dentro de um universo em constante transformação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-638915291138100056?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/638915291138100056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/arte-de-escrever.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/638915291138100056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/638915291138100056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/arte-de-escrever.html' title='A arte de escrever'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-893197332568579748</id><published>2009-07-05T00:00:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T00:01:36.713-03:00</updated><title type='text'>De tudo um pouco!</title><content type='html'>Não foi ao acaso que o filme “O estranho caso de Benjamin Button” ganhou três oscars. É um filme que comove por mostrar o que acontece a um ser humano que nasce idoso e morre bebe. Na história de Benjamin Button, ele recebeu a mesma carga vital, destinada a qualquer ser humano, porém percorre-a em sentido contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido aos 90 anos vai, aos poucos, rejuvenescendo, fisicamente, enquanto sua mente vai adquirindo maturidade. Quando chega à idade de 10 anos, sua mente apresenta um comportamento decrépito, semelhante a todos os que ultrapassam a barreira dos 80 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tenta mostrar que um dos principais elos, que une a vida de um bebe a um idoso é exatamente a fralda. A ficção inspira-se na realidade. Para muitos a vida está envolta em um manto, que esconde a visão dualística de que a juventude é prazerosa e a velhice fonte de provas, sofrimentos e dor. É um passo que antecede a morte, redentora de toda forma adversa, trazida pela idade avançada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom se pudéssemos nascer enfrentando, de cara, todos os problemas trazidos pela velhice e depois, aos poucos, vindo a encontrar o prazer de viver e de explorar a juventude em toda a sua plenitude. O filme contradiz essa aspiração, pois mostra que a vida é um eterno devenir: nada é verdadeiramente definitivo em nossa existência, nem mesmo a faculdade de chegarmos a escolher em que momento, de nossas existências, experimentaremos sofrimento e dor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada etapa da existência está ligada a uma carga de experiências. Por isso o personagem descobre o seu maior sofrimento ao descobrir que sua vida caminha exatamente na contramão de sua maturidade emocional e cognitiva. E que a vida é em relação. De que o alcance da felicidade e da plenitude somente acontece quando em contato com outros seres humanos incluídos em sua trajetória existencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem sofre porque, enquanto as pessoas se encaminham para a velhice, ele estaria fadado a rejuvenescer mais e mais. É quando toma a decisão de abandonar o convívio de sua filha, porque com o passar dos anos não iria conseguir ser um pai para ela, mas um menino totalmente incapaz de exercer a sua paternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um ato de renúncia suprema, por amor, resolve se afastar do convívio da filha, para que essa se desenvolva segundo os padrões adotados pelas demais pessoas que farão parte de sua vida. E também desobrigar o amor de sua vida, a sua companheira de experiências, de ser compulsoriamente submetida as contingências de sua própria condição de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem final do filme é que, mesmo sendo pessoas tão diferentes, carregamos em nossa essência necessidades tão iguais, como encontrarmos os próprios caminhos, vivermos a dimensão do amor, em toda a sua plenitude, adquirirmos consciência expansiva, a cada etapa de nossa vida, não deixarmos de experimentar os desafios que vida nos reserva e, sobretudo, descobrirmos que prazer e sofrimento são ingredientes presentes no dia a dia, independente da direção biológica e das atitudes que irão temperar o que acontece, enquanto não usamos a fralda, tanto na chegada como na partida de nossa condição de ser humano, artífice que cria, recria e transforma o pensar e o sentir num eterno devenir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-893197332568579748?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/893197332568579748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/de-tudo-um-pouco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/893197332568579748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/893197332568579748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/07/de-tudo-um-pouco.html' title='De tudo um pouco!'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5890583010971727865</id><published>2009-06-28T15:59:00.000-03:00</published><updated>2009-06-28T16:00:46.642-03:00</updated><title type='text'>Michael Jackson e nós, pobres mortais!</title><content type='html'>Ele é filho da mídia, mas também seu procriador. E enquanto tal viveu sob a égide de sua ambigüidade: anjo para uns, demônio para outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente nessa aldeia global, a mídia não existiria se não tivesse o que mostrar. E ele estava predestinado a ocupar o seu lugar nela, desde cedo, aos seis anos, quando despontou para a notoriedade, a fama, o sucesso através de uma carreira artística que bateu recordes em vendas de discos, ajudou a erigir a pop music e a romper a barreira racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo e com a fama, o menino prodígio passou a ser conhecido como “o cara”, que tinha carisma, notória capacidade de se comunicar com qualquer tipo de platéia. Trouxe alento à juventude negra, liderou uma legião de adeptos do hip hop e soube reunir, em suas apresentações artísticas, música, tecnologia e coreografia, da qual ficou conhecido por seu “moon walker”. Detentor de muita criatividade, inventividade e senso de oportunidade profissionais também exibiu, em sua famosidade, suas excentricidades, seus escândalos, bem como a evidência, pelas acusações judiciais a que teve que responder. Assim viveu e também morreu Michael Jackson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao escrever esse artigo, confesso não alimentar a preocupação de fixar-me em enaltecer ou vilipendiar esse ícone da pop music, pois certamente ele será tratado, retratado, coberto pelo manto destinado aos grandes mitos ou mesmo despido pela mesma mídia que o colocou em evidência. A mídia cuidará de lembrar Michael Jackson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz a jornalista e também minha querida e dileta amiga Maristela Bairros, em seu blog, http://clinicadapalavra.blogspot.com e em sua coluna na revista eletrônica coletiva.net : “Porque, na verdade, quando desaba um fato da importância da morte de um ícone, mito, símbolo (e por aí vai a cantilena de adjetivos e definição) como MJ, é um Deus nos acuda, em especial nas grandes redes. Todo mundo fica lento, burro, indeciso, a gente percorre os endereços eletrônicos de jornais, tidos como exemplo de bom jornalismo, e a tela não muda, nada acontece de significativo. E quando finalmente confirma-se qualquer coisa, começa o festival de lugar-comum. O besteirol se instala, os arquivos voltam à telinha, overdose de coisas iguais, sem informação que importe, ao contrário, cuidando para não trazer o lado podre do morto para a linha de frente. Afinal, se o cara morreu virou santo. E o povo se refugia mesmo no msn e no twitter, para brincar de jornalista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, quero voltar a minha atenção para buscar entender o comportamento dessa legião de fãs que agora sente a sua morte como a de um familiar próximo. São milhões, em todo o mundo, que choram e se sentem órfãos, mesmo integrando diferentes raças, culturas e habitando diferentes espaços geográficos. São pessoas que, embora não entendam a língua falada por seu líder, certamente estabeleceram vínculos de comunicação através da linguagem universal dos sinais, da dança e da música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, um discípulo perguntou a seu Mestre: “Como se morre”? E o Mestre respondeu de forma simples e direta: “Morre-se como se vive”. O final de uma vida, seja de uma figura humana que passou sua existência no anonimato ou mesmo a de um grande expoente, lembra para quem fica, a sua própria morte. Há um vocativo subjacente que diz: “Michael Jackson morreu. Eu também vou morrer”. São nossos apegos e nossos laços que desejam uma longa vida. É a morte súbita que nos coloca a dimensão de que a vida é curta e que não podemos deixar para amanhã aquilo que devemos fazer hoje. Quando nascemos, seja em berço rico ou paupérrimo, recebemos como dote, uma carga vital a ser gasta. Uma vez esgotado esse manancial, devermos prestar contas de como dispomos desse “capital vital”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como ir ao banco e contrair um empréstimo, através do qual será colocada uma determinada soma em nossas mãos, para dispô-la segundo o nosso arbítrio. Chegará um momento em que deveremos prestar conta do dinheiro recebido. Michael Jackson se preparava para uma nova turnê, mas, em lugar disso, deverá, agora, não mais se apresentar a seus fãs, mas fazer seus relatórios a quem lhe concedeu o seu crédito de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua morte nos deixa uma lembrança: de que a vida é curta e deve ser encarada com responsabilidade e discernimento. E que o único patrimônio que possuímos, capaz de nos acompanhar, após essa forma de vida, é mesmo nossa alma. E é dela que devemos cuidar. O resto é descartável. Não nos pertence. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os vários depoimentos sobre Michael Jackson, um me chamou a atenção, prestado por um jornalista, ao qual não pude guardar o nome, que disse: “Ele era uma pessoa doce, com voz macia, meio afeminada, mas quando caminhava tinha um jeito de uma entidade que tentava se fixar no chão”. Todos nós carregamos uma entidade que tenta se ater aos princípios regidos pela matéria. Somos espíritos que realizam experiências nessa forma de vida e não o contrário. Quem sabe se nos apercebêssemos disso poderíamos mudar o valor e os rumos dados à nossa própria existência, muitas vezes sem sentido, muitas vezes sem propósitos definidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me perguntado, muitas vezes, porque criamos mitos em nossas vidas? Porque algumas pessoas são deliberadamente elevadas a um patamar acima dos nossos, como se fossem semideuses? E o que elas teriam a ver com nossas próprias vidas? A criação do mito, pelo ser humano, está ligada aos profundos mistérios que marcam nossa vida interior. Pela ausência interior de sinais, a serem seguidos, nos sentimos atraídos por fontes ricas e vivificadores que existem em nossos semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se nossos vazios pudessem ser preenchidos por outros, atribuídos por nós como detentores de uma vida que não possuímos, mas que fazem parte de nossas fantasias. Não copiamos a tendência hipocondríaca do artista, que muitas vezes se manifestou através do uso de máscaras e luvas, nem a sua condição de ausência de sociabilidade, fora dos palcos, que o levava a permitir que apenas um reduzidíssimo número de pessoas, familiares a ele, chegassem perto, ocasionado pelos traumas gerados por um pai severo que lhe surrava, quando pequeno. Nem por quaisquer outras excentricidades. Mas, sim, por sua musicalidade, que despertava, no interior de cada fã, a sua própria alegria de estar vivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais chamou a atenção em Michael Jackson foi sua capacidade de ousar a ousar em sua criação artística. Ser visionário, ter coragem e talento para propor algo novo. Tirar as pessoas da inércia e de intermináveis rotinas para viver algo nunca vivido ou experimentado. E levar a executar o que lhe fora proposto depois de ensaiado aos mínimos detalhes, até chegar quase à perfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de cada um de nós existe a figura de um Michael Jackson, assim como existiu a de um Elvis Presley, John Lennon, Jimmy Hendrix ou qualquer outra figura mítica, que representa, através da condição artística, a própria criatividade, inventividade e renovação de fazer frente à rotina, à mesmice, à preservação do status quo, que nos detém e nos faz separar realidade de fantasia. Como se tudo isso nos levasse, de forma segura, a deter a nossa vida. Como se ela fosse durar para sempre, e, principalmente, como se tivéssemos o carisma e a popularidade para ofuscar todas as limitações e medos que nos levam a economizar o caudal de vida, que recebemos ao nascer, mas que deverá terminar quando menos se espera. Dançar e cantar são formas de lembrar que estamos vivos e que, assim, estamos reverenciando a enorme herança que recebemos, ao botarmos o pé neste mundo, cheio de possibilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5890583010971727865?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5890583010971727865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-e-nos-pobres-mortais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5890583010971727865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5890583010971727865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-e-nos-pobres-mortais.html' title='Michael Jackson e nós, pobres mortais!'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-6171098785109526858</id><published>2009-06-19T16:08:00.000-03:00</published><updated>2009-06-19T16:09:43.446-03:00</updated><title type='text'>Da realidade e da ficção em nossas vidas</title><content type='html'>Pesquisas apontam um número médio de quatro horas diárias como o tempo que uma pessoa, no Brasil, gasta à frente da telinha. Durante essa jornada considerável, entre as 24 horas disponíveis, alimenta emoções, sentindo-se parte de uma aldeia global de quase sete bilhões de pessoas. É um preço caro, se considerarmos que, ao olhar para telinha, deixa de olhar para aqueles que estão mais próximos. Por isso os diálogos desaparecem da vida familiar, uma vez que se dá mais atenção ao casal que nos visita, através da telinha, Willian Bonner e Fátima Bernardes, do que a um familiar, também interessado no que esses âncoras estarão informando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha casa, a telinha fica num dos dois lugares mais estratégicos da edificação: a cozinha, uma vez que os telejornais acontecem exatamente na hora das refeições: entre 7 h e 8h, a partir das 12h30m, às 19 h e às 20h. A alimentação é sempre feita, assim, ingerindo-se denúncias, tragédias, medidas de impacto governamental, desastres ambientais, crimes, protestos, alta de preços e tudo mais, que é mórbido e que esteja no cardápio de nossos editores para nos mostrar, para nos chamar à atenção e gerar ibope, uma vez que notícia boa é rara e não atrai a atenção do espectador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo um telejornal, chega o momento de deixarmos a telinha um pouco mais ligada, mais presente, mais ruidosa, em nossa vida, talvez à espera de novas “noticias”, que, agora, deixam, de ser produzidas por jornalistas formados graças à decisão do STF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o momento em que a telenovela invade nossos lares. Por seu efeito lúdico, a telenovela nos tira de nossas apreensões diárias e nos conduz ao universo de personagens envolvidos com problemáticas semelhantes aos nossos, porém dissociados de nossas emoções existenciais. É um alívio saber que aquilo não esteja se passando conosco, porém com Maya, Raj, Bahuan, Opash e outros. E também com a Santinha, a Beata, o Zeca (Filho do Demo) e demais integrantes do enredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atrair nossa atenção, os autores utilizam um sentido dialético: incorporam, em suas tramas, situações da vida real, mas, ao mesmo tempo, criando, através da ficção, elementos alternativos, para dissociá-la de nossa realidade vivencial. Isso é: é parte de nós, mas também não nos pertence. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a vida é dualista em sua manifestação.  Sempre digo que o mal está contido no bem e que o bem está contido no mal. Para isso sempre dou um exemplo: num dia de calor, experimente tomar um chopp bem gelado, com colarinho, sentado à mesa de um bar que contenha música ao vivo. A bebida desce redonda e nos estimula a querermos mais. Isso é bom. Mas imagine que a noite seja criança e que ela venha amadurecer após tomados 20 chopps. No outro dia você jura nunca mais tomar aquela bebida dos demônios, que lhe fez sentir um gosto de guarda-chuva na boca. Isso é ruim. Então eu digo que toda a experiência depende de sua medida. Assim como não existe comida ruim, porém mal feita, assim também nossa vida depende do tempero que colocamos em nossas experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São desses temperos que as novelas são feitas, pois elas contêm um pouco de nós e nós carregamos um pouco do que elas acrescentam. Dia desses fiquei observando a novela Paraíso e fiquei me perguntando o que ela poderia dizer sobre nossas vidas. Entre os personagens, inspirados em nós, espectadores, se destacam três: uma personagem que busca, a vida inteira, ser beata. Seu maior sonho era tornar-se freira. Mas, embora eu não conheça direito o enredo, sei que ela acabou se casando e gerando uma filha. Frustrada na concretização de seus sonhos, ela passou a depositar na filha a forma de ver materializada o seu ideário de vida. E, para tanto, chamou sua dileta filha de “Santinha”, para personificar suas intenções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é: fez da vida da filha a própria a continuação de sua trajetória. Porém, a mocinha alimentava seus próprios sonhos, apaixonando-se por Zeca, considerado, naquelas paragens, o verdadeiro filho do Demo. Nesse momento da trama a mocinha está reclusa no convento, vivendo seu momento de expiação, dividida entre seu amor carnal e sua vocação transcendente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum, na vida real, pais desejarem que seus filhos venham a concretizar seus sonhos, nunca realizados. Esquecem-se que cada alma traz consigo o seu próprio caminho, a ser trilhado, e que, muitas vezes, o destino lhe reserva caminhos muitíssimos diferentes daqueles percorridos por seus pais. Cada alma traz, desde o momento em que chegou a esse mundo, a sua vocação e, ao longo de sua existência, ela vai simplesmente reavivando aquilo que já sabe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que filhos não seguem a profissão dos pais, filhos fracassam onde seus pais tiveram êxito ou alcançam êxito onde seus pais falharam. É por isso que filhos, nascidos em lares paupérrimos chegam a amealhar, durante suas vidas, verdadeiras fortunas. E também crianças nascidas em berço de ouro acabam por jogar suas fortunas fora, tornando-se, ao longo do tempo, desprovidos de quaisquer reservas financeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil levar pais a acreditarem que criam seus filhos para o mundo e que seu apego, se não é banido por sua livre consciência, é feito de forma compulsória, pelos ditames da vida. Também é difícil fazê-los crer que cada alma carrega, em si, a sua verdadeira busca pela felicidade e que não lhes cabe gerar infelicidade simplesmente para não renunciarem a seus egos e a seus apegos à personalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que muitos lares são desfeitos: porque as pessoas se esquecem que o maior objetivo de um ser humano é ser feliz. E é por isso que, inteligentemente, o autor da novela Paraíso consegue retratar o verdadeiro sentido dualista, tanto de personagens criados por ele, como seres humanos aos quais, ao escrever, se inspirou. Isso é: a novela se passa em meio a um verdadeiro paraíso, onde a natureza se mostra pródiga e exuberante. Porém seus personagens ignoram toda essa fortuna ambiental, que receberam de herança, e ficam enredados em seus egos, criando um mundo à sua imagem e semelhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo, concebido, a partir dos elementos representados pelos personagens principais, que nesta forma de existência, desfrutam de um verdadeiro paraíso e também convivem com um verdadeiro purgatório, criado por mentes que buscam satisfazer as suas próprias ambições, buscar suas ascendências sobre os demais, alcançar a conquista do poder e da riqueza, da notoriedade pública e da esperança de que as pessoas venham a se tornar iguais ao universo imaginado em suas dimensões egocêntricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, também, por isso que o autor traz, para a trama, situações da vida real, como a bajulação, o temor de as pessoas não se sentirem aceitas, pelas demais, caso resolvam assumir suas autênticas formas de vida. E também porque muitos têm medo, não de fracassar, mas de chegar ao êxito e se tornar aquilo que idealizaram para si mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade e ficção representam apenas os dois lados de uma só moeda, que simboliza a realidade dualística, que habita a alma humana, estigmatizada por uma mãe, fraca por dentro e que demonstra, externamente, a rigidez de suas convicções, uma filha forte por dentro, que demonstra, externamente, a fragilidade e a condição de se amalgamar às imposições alheias, alimentada por suas formas de apego, ligadas a um bom moço, que, por sua vez, carrega o estigma do mal a ser deixado para trás em função de uma vida transcendente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua senda, os homens alimentam, através de suas personalidades, o sonho da eternidade. Mas muitos seres humanos confundem a evolução de seus estados de consciência com uma vida voltada a alcançar a santidade e a perfeição aqui mesmo, nesta forma de vida. Somos seres imperfeitos, em busca de evolução e não da santificação. Tal direcionamento requer não o polimento de nossa personalidade, mas o seu esvaziamento progressivo para que, em seu lugar, seja ocupada pela substância crística e nos leve ao mundo divino e ao final do caminho, que é a verdadeira liberação de nossos apegos e personificações que nos detém em nossa trajetória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso depende não do bem e do mal, mas da medida e do tempero que demos à nossa existência, que tem, assim como num cenário de novela, o paraíso, de um lado, e provação e a dor de outro. Uma caminhada semelhante à letra da música de Gilberto Passos Gil Moreira, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE EU QUISER FALAR COM DEUS&lt;br /&gt;Gilberto Gil&lt;br /&gt;1980&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu quiser falar com Deus&lt;br /&gt;Tenho que ficar a sós&lt;br /&gt;Tenho que apagar a luz&lt;br /&gt;Tenho que calar a voz&lt;br /&gt;Tenho que encontrar a paz&lt;br /&gt;Tenho que folgar os nós&lt;br /&gt;Dos sapatos, da gravata&lt;br /&gt;Dos desejos, dos receios&lt;br /&gt;Tenho que esquecer a data&lt;br /&gt;Tenho que perder a conta&lt;br /&gt;Tenho que ter mãos vazias&lt;br /&gt;Ter a alma e o corpo nus&lt;br /&gt;Se eu quiser falar com Deus&lt;br /&gt;Tenho que aceitar a dor&lt;br /&gt;Tenho que comer o pão&lt;br /&gt;Que o diabo amassou&lt;br /&gt;Tenho que virar um cão&lt;br /&gt;Tenho que lamber o chão&lt;br /&gt;Dos palácios, dos castelos&lt;br /&gt;Suntuosos do meu sonho&lt;br /&gt;Tenho que me ver tristonho&lt;br /&gt;Tenho que me achar medonho&lt;br /&gt;E apesar de um mal tamanho&lt;br /&gt;Alegrar meu coração&lt;br /&gt;Se eu quiser falar com Deus&lt;br /&gt;Tenho que me aventurar&lt;br /&gt;Tenho que subir aos céus&lt;br /&gt;Sem cordas pra segurar&lt;br /&gt;Tenho que dizer adeus&lt;br /&gt;Dar as costas, caminhar&lt;br /&gt;Decidido, pela estrada&lt;br /&gt;Que ao findar vai dar em nada&lt;br /&gt;Nada, nada, nada, nada&lt;br /&gt;Nada, nada, nada, nada&lt;br /&gt;Nada, nada, nada, nada&lt;br /&gt;Do que eu pensava encontrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-6171098785109526858?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/6171098785109526858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/da-realidade-e-da-ficcao-em-nossas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6171098785109526858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/6171098785109526858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/da-realidade-e-da-ficcao-em-nossas.html' title='Da realidade e da ficção em nossas vidas'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5686374823791957264</id><published>2009-06-18T17:46:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T18:06:53.525-03:00</updated><title type='text'>Diploma para Jornalismo? Agora não mais!</title><content type='html'>O Supremo Tribunal Federal decidiu, ontem (17 de Junho de 2009), a revogação da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Foram 8 votos contra e apenas um a favor da manutenção da matéria, derrubando, assim, um decreto-lei, de 1969, época do regime militar, que estabelecia a obrigatoriedade deste requisito para habilitação profissional. O Presidente do STF, Gilmar Mendes, considerou o jornalismo uma profissão diferenciada, vinculada ao exercício amplo das liberdades de expressão e de informação, cuja exigência profissional fere, segundo ele, a Constituição Federal, que assegura essas liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto argumenta: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada. Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada”. Mesmo assim o ministro reconheceu a importância dos cursos superiores, com disciplinas técnicas sobre redação e edição, ética e teoria da comunicação para uma formação profissional sólida para o exercício de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa é uma razão importante para afastar qualquer suposição no sentido de que os cursos de graduação em jornalismo serão desnecessários após a declaração de não-recepção do artigo 4º, inciso V, do decreto-lei nº 972/1969 (que estabelecia a obrigatoriedade do diploma”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o Presidente do STF também considerou não ser necessário o diploma, de forma obrigatória, para outras profissões, pois “tais cursos são extremamente importantes para o preparo técnico e ético de profissionais que atuarão no ramo, assim como o são os cursos superiores de comunicação, em geral, de culinária, marketing, desenho industrial, moda, costura, educação física, dentre outros vários, que não são requisitos indispensáveis para o regular exercício das profissões ligadas a essas áreas”, esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordando com ele, o ministro Carlos Ayres Britto afirma: “nesse campo, nessa matéria, a salvaguarda da sociedade é não restringir nada”.  O único ministro a votar a favor da obrigatoriedade do diploma, Marco Aurélio Mello, afirmou que o jornalista tem de ter “técnica para entrevistar, reportar e pesquisar: ”devo presumir que o que normalmente ocorre, não é o excepcional que, tendo o profissional o nível dito superior, estará mais habilitado à prestação de serviços profícuos à sociedade brasileira”, complementou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma geral, os ministros se pronunciaram com base no que acreditam ser um excesso de regulamentação das profissões e que muitos profissionais, como Gabriel Garcia Marquez, Nelson Rodrigues ou Machado de Assis exerceram o jornalismo sem necessariamente terem um curso superior. É praticamente unânime, entre os ministros, a assertiva de que essa obrigatoriedade violava a atual Constituição Federal que garante a liberdade de profissão e de imprensa e prevê o direito ao livre trabalho e à livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se salientar que a matéria, votada ontem, não mereceu, antecipadamente, pelo STF, quaisquer aberturas para ouvir, a priori, a parte mais interessada: a sociedade civil, respaldando seus ministros em pareceres que se restringiram aos aspectos legais e às opiniões pessoais daqueles que exerceram o seu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, deixaram à própria sociedade civil os efeitos de uma matéria que se revela complexa, polêmica e que, certamente, não desaparecerá tão cedo das rodas de discussões. Nessa verdadeira plêiade de opiniões e posições, este autor deseja deixar claro a sua: ser contrário à desregulamentação da obrigatoriedade de existência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por motivos corporativistas, mas porque a decisão do STF vai de encontro à tendência atual de qualidade no trabalho. Se o argumento, apresentado pelos excelentíssimos senhores ministros, de que há excesso de regulamentação de profissões, é considerado válido, podemos pensar em desregulamentar as profissões de professor, por não ser mais necessário assimilar conteúdos didático-pedagógicos, do médico, por não necessitar mais de conhecimentos de anatomia, do advogado, por não precisar mais de fontes de direito, dentre outros, já que todos eles manifestam e fazem a difusão do pensamento e da informação de forma contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dá embasamento à profissão de jornalista é justamente a existência de uma ciência, a da Comunicação Social, que embasa e dá provimento à forma como se processa a interação de massa. Este autor ingressou na vida acadêmica universitária no ano seguinte à promulgação do decreto nº 972/1969. E pode afirmar que nunca se formou, nesse País, um profissional de Comunicação, mas de jornalismo, de publicidade, de relações públicas, cuja fundamentação teórico-metodológica esteve sempre amparada pela técnica e nunca pela ciência. A questão não reside em gerar técnicos de comunicação, habilitados para atuar em jornalismo, mas profissionais completos, com uma bagagem holística e pleno domínio das ferramentas para harmonizar-se às necessidades da comunicação de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca é preciso, de um vez por todas, gerar profissionais que estejam vinculados à formação humanística, capaz de dar sentido amplo à sua própria formação, englobando conhecimentos de filosofia, sociologia, antropologia, semiótica, aliada à visão operacional dos instrumentos utilizados pelos veículos onde atuará, capaz de dar ao profissional uma visão clara das responsabilidades que deverá considerar ao lidar com a opinião e a coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de dar provimento a tudo o que diz respeito à responsabilidade de lidar com a comunicação de massa, incorporando a preparação teórica e técnica de conhecimentos que estarão subjacentes ao exercício diário do jornalismo, de forma profissional embasada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que a revogação da obrigatoriedade, prevista no artigo 4º, inciso V, do decreto-lei nº 972/1969, não extinguirá o Curso Superior de Comunicação Social. Mas certamente que o bacharel ingressará no mercado de trabalho concorrendo com profissionais que não sentaram nos bancos da Escola Superior, não despenderam recursos, nem tempo, nem esforço cognitivo para se capacitar a estar melhor qualificado e preparado para o dia a dia jornalístico. E assim poderá existir, nas redações de jornais, uma verdadeira queda no patamar salarial em face da disponibilidade da força de trabalho que ingressa no mercado de trabalho somente contando com a cara e a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo do trabalho, que exige especializações acadêmicas, agora em nível de pós-doutorado, banalizando o grau de bacharelado, estamos possibilitando o surgimento de uma força de trabalho que prescinde da vida acadêmica e se apóia no provisionamento para chegar às redações, requerendo proventos mais baixos e superar com pragmatismo aquilo que deixa de aprender nos meios universitários. Bom para os empresários da comunicação, ruim para o corpo funcional que busca competência aliada à sólida formação acadêmica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, qualquer desatino poderá ser escudado, por uma eventual situação de provisionamento, pela inexistência de um grau maior de aprofundamento em matérias que lhe serão inerentes ao exercício de sua profissão e por um pragmatismo restrito à vivência de redação. Ou pelo acesso ilimitado às informações disponibilizadas pela internet, sem a devida existência de uma metodologia de pesquisa e ou arcabouço teórico ligado ao objeto de sua atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de condenar a tudo o que fora gerado durante o regime militar, que, embora tendo deixado seqüelas traumatizantes à vida nacional, incorporou os anseios da própria sociedade onde se inseria. Se o advento de ares democráticos ensejou a revisão de todos os atos de exceção, não cabe outra coisa senão abrir, de forma verdadeiramente democrática, um fórum de debates acerca do exercício da atividade jornalística, seus atores e sua relação com a ciência que lhe dá embasamento: a Comunicação Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que comprova a pesquisa de opinião, realizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que revelou, durante o último ano, que 74% dos dois mil entrevistados, em todo o território nacional, disseram ser a favor do diploma, contra 13,9% que defendem a atuação jornalística sem documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociedade brasileira quer, sim, bons profissionais, que tragam em si a vocação às artes, à literatura e a uma situação que transcenda a muito mais do que ciência, muito mais do técnica, como diz o ministro Carlos Ayres Britto, mas que estejam devidamente capacitados, através dos bancos de cátedra, para desenvolver a sua visão analítica, a aprimorar o seu senso ético e para despertar-lhe consciência do papel social que ocupa dentro de uma sociedade da comunicação e da informação.  E, principalmente a um registro qualificado junto ao Ministério do Trabalho, facultado a todos os que desejam desenvolver essas faculdades, mas agregado por um aperfeiçoamento conferido por um diploma. E nutrido não pelo interesse estrito de um profissional, mas dirigido a toda sociedade brasileira, principio e fim de todos os atos legais aos quais são depositários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5686374823791957264?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5686374823791957264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/diploma-para-jornalismo-agora-nao-mais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5686374823791957264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5686374823791957264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/diploma-para-jornalismo-agora-nao-mais.html' title='Diploma para Jornalismo? Agora não mais!'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3112282158910607422</id><published>2009-06-09T11:48:00.000-03:00</published><updated>2009-06-09T12:27:55.222-03:00</updated><title type='text'>Deus e eu no sertão</title><content type='html'>Este é o nome da música tema da atual novela das sete da Rede Globo, Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa. Desde o momento que ouvi, pela primeira vez, a sua melodia, ela passou a despertar em mim sentimentos de simpatia, empatia e contentamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As telenovelas são criação genuinamente brasileira, cujo modelo é incansavelmente copiado mundo afora. Concebidas, inicialmente, para desempenhar um estratégico papel político e ideológico, durante o regime militar, perdurou através dos tempos e, hoje, despertam, em seus expectadores, duas funções: servir para extravasar as tensões, acumuladas durante o dia, e fazer-lhes despertar os seus imaginários, levando-os a desenvolverem, dentro de si, questões lúdicas, tão amordaçadas por um sistema de vida atribulado e imediatista. Isso é: a telenovela está concebida para mexer inteiramente com emoções e sentimentos de quem a assiste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas inúmeras tarefas assumidas, inclusive envolvendo uma verdadeira biblioteca de referências bibliográficas a serem lidas, não tenho me deixado à frente da telinha para me envolver nas tramas criadas por seus autores. Nem por isso a música tema deixa de despertar em mim aspectos interiores de conteúdo emocional e lúdico. Sua letra é simples, direta, objetiva, e, principalmente, curta, mas contém o apelo necessário para quem deseja fazer ressurgir, em sua vida, valores essenciais e permanentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos tão cheios de coisas de fora que nem sequer chegamos a prestar a atenção em nossos valores internos, naquilo que nos é essencial e permanente em nosso mundo interior. Para reconhecê-los é necessário reconhecer, primeiro, a existência de uma vida interior, tarefa nem sempre fácil, nos dias atribulados, quando esquecemos do que é essencial, porque nos esquecemos de olhar para dento de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa música traz esse sentimento de plenitude dentro de nós, porque resgata três valores essências ao homem: Deus, natureza e felicidade. Isso é: a letra fala de um ser humano que carrega Deus dentro de si, trabalha feliz, em meio à natureza pródiga. Não está fixado nas horas, deixa o tempo passar e vive apenas a essência delas. Sabe que é hora de trabalhar quando o dia desperta. Canta enquanto trabalha. À noite assiste a um verdadeiro show de estrelas, tão difícil de enxergar no meio urbano. Quando quebra a rotina, vai à festa na cidade, à missa e ver sua namorada. De volta se hipnotiza com o brilho do fogo de lenha, ouve o  som da mata e, depois, alimenta sua alma com o som de um violão. E assim segue a vida, sem solidão, pois, para quem tem Deus no coração, a vida é uma verdadeira plenitude. Os autores, Vitor &amp; Léo, Caldas Novas, Goiás, ocupam o horário da 7 para despertar esse lado tão lúdico, mas também tão verdadeiro, de que é preciso parar, pensar e não perder de vista quem somos nós e para onde estamos indo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim  dispuseram a sua letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi ninguém&lt;br /&gt;Viver tão feliz &lt;br /&gt;Como eu no sertão&lt;br /&gt;Perto de uma mata e de um ribeirão &lt;br /&gt;Deus e eu no sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa simplesinha, &lt;br /&gt;Rede prá dormir&lt;br /&gt;De noite um show no céu&lt;br /&gt;Deito prá assistir &lt;br /&gt;Deus e eu no Sertão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das horas não sei, &lt;br /&gt;Mas vejo o clarão&lt;br /&gt;Lá vou eu cuidar do chão&lt;br /&gt;Trabalho cantando &lt;br /&gt;A Terra é a inspiração&lt;br /&gt;Deus e eu no Sertão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há solidão&lt;br /&gt;Tem festa na vila &lt;br /&gt;Depois da missa vou &lt;br /&gt;Ver minha menina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta para casa &lt;br /&gt;Queima a lenha no fogão&lt;br /&gt;E junto ao som da mata&lt;br /&gt;Vou eu e um violão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3112282158910607422?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3112282158910607422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/deus-e-eu-no-sertao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3112282158910607422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3112282158910607422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/06/deus-e-eu-no-sertao.html' title='Deus e eu no sertão'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-5016385187418854371</id><published>2009-05-07T15:31:00.001-03:00</published><updated>2009-05-07T15:38:05.349-03:00</updated><title type='text'>Profecias</title><content type='html'>Você, que me lê neste momento, saberia identificar, numa mata, quais as plantas que curam? Saberia dizer a seus filhos qual a melhor época para se plantar? E para se colher? Saberia viver somente do que a natureza oferece através de seu trabalho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes você andou, nos últimos tempos, pelas matas, ouvindo o vento bater nas arvores, os pássaros em sua ruidosa busca pelos alimentos que a mata oferece? Quantas vezes você, nos últimos tempos, conseguiu colocar suas mãos em forma de cunha para colher água diretamente das fontes que brotam do chão de nossa Mãe Terra? E andar pela natureza viva à noite vendo um céu coberto pelas estrelas?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos filhos de um processo de industrialização que nos faz chegar à nossa mesa o alimento embalado, separado, lavado, pronto para o consumo. Afinal, podemos deixar que mãos calejadas de agricultores mal remunerados cuidem disso por nós. Pois somos filhos do conforto, da coisa triada, do alimento que nos chega sem rugas ou cheios de pequenos organismos. Recebemos aquele alimento que é só colocar na panela e ou direto nos pratos para saciar a nossa fome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos filhos de uma sociedade de consumo que se alimenta do que os veículos de comunicação de massa exortam ao consumismo, o conforto e a satisfação ampla de nossos egos que criam e distorcem nossas necessidades primárias. E é através desses mesmos veículos que sabemos que a vida na terra corre perigo. Confundimos, em nosso imaginário, tomar conhecimento com participar dos processos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muitos ainda não compreendem é que a responsabilidade de reverter os processos degenerativos pertence a cada um de nós: a você que me lê e a mim também. Essa é a sentença. A utopia, agora, é fazer ações saneadoras que mudem o destino traçado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais ególatras, a solução é correr na frente e usufruir antes que seja tarde. Mas, para os mais responsáveis, há a consciência de que as novas gerações herdarão o que estamos fazendo agora por elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as florestas tropicais desaparecerem, se não mais houver águas potáveis, se nossa Mãe Terra não der mais alimentos, teremos falhado em nossa responsabilidade de deixar às novas gerações a qualidade de vida que elas vieram experimentar. Se não conseguirmos passar para as novas gerações o conhecimento de que somos filhos da terra e não seus donos, teremos falhado e também destruída toda a rica herança herdada de nossos antepassados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queremos olhar o futuro sob o filtro dos maus presságios, do desânimo ou tristeza, mas, sim, através da confiança e da esperança. Nossa Mãe Terra há de encontrar, contando com nossa ajuda, meios para se regenerar e criar novas formas de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que mais queremos, principalmente por todos aqueles que se dispõe, agora, a olhar o futuro e as novas gerações, a partir das feridas que já conseguimos imprimir ao meio em que vivemos. Qual será o futuro desse planeta? Inúmeras interpretações sobre seus desdobramentos. Os mais céticos dizem que o fim da terra é inevitável. Os mais realistas dizem que ainda há tempo. Os mais apocalípticos apontam o iminente desfecho apoteótico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, caro leitor, já deve ter lido sobre alguma previsão apocalíptica. Dentre essas podemos destacar aquela emanada pelo Caminho Xamânico Sagrado que pertence à tradição dos indígenas da América do Norte. Conta essa profecia que um fogo virá do Céu e atingirá a Terra através dos oceanos, interrompendo o atual processo de evolução das espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa profecia também alude o surgimento de um conjunto de homens e de mulheres que acordarão do sono do Quinto Mundo da Paz. Esses guerreiros se recordarão de sua herança e a utilizarão para o bem de todos os Filhos da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas, que se desligaram da Mãe Terra e não sabem mais como plantar terão que aprender a fazê-lo. O mesmo deverá acontecer em relação às potencialidades medicinais das plantas, abrindo condições para que os homens aprendam a servir e a partilhar, convivendo harmoniosamente com a Mãe Terra e  formando uma grande Comunidade Mundial. Esses homens e mulheres não mais pertencerão às tribos às quais fizeram as suas profecias, mas carregarão em si a sua alma e os seus conhecimentos, novamente relembrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo que nem todos nós encararemos essa ou outras profecias como dignos de nota. Mas por certo que tais predileções partem de uma realidade inexorável: tudo o que acontecer no futuro depende essencialmente do que fizermos agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em boa hora podemos aprender que os principais valores, que regem essa existência, são o amor e a alegria. E tudo o que hoje sabemos é depositório do que foi acumulado por nossos antepassados. Esse legado nos fala de que todas as formas de vida, ciclos e ritmos telúricos estão interligados e dependem, essencialmente, de uma harmonia planetária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa, para ser aplicada, depende significativamente da nossa crescente abertura de consciência aos valores que a terra nos dá. Por isso façamos a nossa parte: deixemos de ver a vida através de embalagens e produtos industrializados, que nos chegam às mãos através de sacos plásticos para nos alimentarmos. E façamos o trajeto inverso, até chegarmos ao humos da terra, cujo ventre revela os verdadeiros mistérios emanados pelo espírito de união de todos os fenômenos cósmicos que geram a vida, inclusive a nós, tão afastados de nossa verdadeira natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-5016385187418854371?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/5016385187418854371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/05/profecias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5016385187418854371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/5016385187418854371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/05/profecias.html' title='Profecias'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-3206459308046094053</id><published>2009-04-25T17:10:00.000-03:00</published><updated>2009-04-25T17:27:31.026-03:00</updated><title type='text'>As Lideranças Mundiais e suas organizações</title><content type='html'>"As Novas Lideranças Mundiais pós-reunião do G-20" (o papel do presidente Lula neste novo contexto - a união Brasil-EEUU e suas conseqüências para a AL, o OM e a África...)”. Essa foi a pauta que recebi de um dileto amigo, pedindo-me para discorrer sobre esse assunto. Muito embora não seja um especialista nesse temário, nem tenha livre trânsito pela política internacional, gostaria de formular a minha particular opinião acerca da solicitação encaminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom conservar certo distanciamento entre as primeiras reações que ocorreram, concomitantemente à reunião da cúpula do G-20, em Londres, no dia 2 de abril do corrente ano, e seus resultados mais duradouros. Certamente a mídia mundial acompanhou de perto a simples presença de inúmeras personalidades ao Encontro, que desfrutam de repercussão em nível mundial e que fizeram o seu show à parte. E todos já sabem que a grande figura estelar foi mesmo o presidente Barack Obama, procurando validar o seu carisma após recente disputa acirrada que o levou à Casa Branca. Foi nesse mesmo encontro, classificado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, como sendo de “avanços significativos” que o presidente Barack Obama teceu elogios ao presidente Lula.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um momento registrado pela BBC em que ambos se cumprimentaram, um pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”. Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente para Lula: “Esse é o político mais popular da Terra”. Rudd aproveita a deixa e diz: “O mais popular político de longo mandato”. “É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama. Isso tudo aconteceu após o primeiro encontro entre ambos, ocorrido há apenas três semanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após essa passagem, o presidente Lula circulou com desembaraço entre os dezenove mandatários presentes. E, para culminar esse momento de notoriedade, Lula ainda aparece na foto oficial sentado ao lado da rainha Elizabeth II. Esses episódios foram suficientes para que muitos interlocutores começassem a se perguntar se o reconhecimento do carisma de Lula, junto a outros estadistas, não seria o prenúncio de que os principais mandatários de países desenvolvidos já estariam passando a ver mais respeitosamente o presidente de um País considerado até agora emergente?  Na mesma linha, se já não seria uma forma de reconhecer a melhoria do Brasil no ranking mundial? E se já não teria chegado a hora de o País estar sendo dividido, em sua imagem internacional, em “antes e depois do presidente Lula”?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa, como já dizia a sabedoria popular. Nem tanto céu, nem tanta terra. A última reunião do G-20 foi considerada histórica, pela presença de novos e populares líderes de nações que certamente exercem influências na trajetória de nossa aldeia global. Mas frente a essa notoriedade, é o próprio presidente Lula quem relativiza a importância atribuída aos elogiosos tratamentos a sua pessoa. Luiz Inácio Lula da Silva disse que as palavras de Obama só podiam ser interpretadas como uma gentileza ou uma brincadeira e não um reconhecimento de sua importância histórica para o Brasil e para o mundo e, ao final, ainda completou: “tenho consciência do meu tamanho e não consigo entender de outra forma”. Quanto a sua posição na foto, Lula se encontra em final do segundo mandato e é, portanto, o membro mais antigo entre os mandatários presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta, pois, deixar os holofotes, os microfones e as câmeras ligadas aos acontecimentos festivos para examinar assuntos da pauta tratada durante o Encontro. A principal preocupação dos mandatários presentes seria a adoção de medidas eficazes e integradas para conter a recessão mundial, restabelecer o crescimento econômico, assegurar a reversão do desemprego e manter o poder de compra dos salários. As deliberações ficaram tão somente na autorização de injetar US$ 1,1 trilhão de dólares para reanimar a economia mundial e auxiliar os mais atingidos pela crise. Como medidas complementares a maior fiscalização sobre as zonas mais obscuras do mercado financeiro e o maior controle sobre os chamados paraísos fiscais. &lt;br /&gt;Esse pacote reveste-se em elemento aglutinador de uma série de providências, levadas a efeito ou anunciadas, que envolvem centenas de bilhões de dólares, de origem de Tesouros ou de Bancos Centrais, para intervenções em instituições financeiras, compras e fusões, resgate de dívidas e proteção aos clientes, sem que tudo isso tenha acalmado os ânimos ou levado estabilidade ao mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, apesar da ruidosa reunião do G20, marcada pelo brilho estelar de seus participantes, permaneça subjacente a eventual falta de confiança ou reconhecimento dos atuais mandatários em se converterem líderes mundiais para conduzir a economia com segurança e estabilidade até o remanso esperado. Afinal, não se deve confundir carisma e popularidade com liderança e capacidade de articulação de diferentes interesses envolvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, talvez, ainda, o que se queira discutir é a relação entre política e economia, onde o capitalismo deva passar por profundas alterações, cujo principal articulador, até agora, tem sido os Estados Unidos, assim como revisar-se um processo de desenvolvimento calcado na desregulamentação ampla dos mercados e a formulação de políticas econômicas restritivas, como sempre quis o próprio Fundo Monetário Internacional e o recíproco aparelho do Banco Mundial.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se coloca é a maior participação do Estado na regulamentação de mercado, procurando esse fazer resguardar as questões de interesse público e relativizar os interesses privados e, principalmente, maior controle sobre as especulações que operam hoje sem lastro e com o aval de instituições bancárias. &lt;br /&gt;Por certo que tanto Estados Unidos quanto Inglaterra não poderão mais continuar a exercer o mesmo papel preponderante, no sistema capitalista, o que já acena, como reflexo, o surgimento do protecionismo de caráter nacionalista, utilizado na em larga escala na grande depressão norte-americana e que trouxe nefastos resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas lideranças mundiais recebem a missão de coordenarem essa verdadeira reorganização do capitalismo financeiro, mas desta vez não totalmente desregulamentado e obscuro, e, sim, refratário e tutelado, a fim de garantir que os sistemas financeiros mundiais estejam mais voltados aos setores produtivos e menos ao especulativo, como deseja o presidente Lula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise será vencida, o capitalismo achará novos caminhos e continuará a estimular os avanços tecnológicos, a geração de novas riquezas e a prosperidade para uma parcela considerável da população mundial. Mas não conseguirá, por si só, evitar que surjam novas atitudes humanas ligadas à ganância e o egoísmo que segregam e discriminam. Por isso precisará de gestores públicos que venham disciplinar questões sociais que ainda não entraram em pauta, como a revisão do modelo de consumo vigente que traz resultados negativos ao ecossistema terrestre. Nem mesmo deixar de dar conta de questões sociais de fundo, como o combate efetivo à fome e à desnutrição, que atinge cerca de um terço da população mundial, o desequilíbrio ambiental, a discriminação racial e o preconceito religioso, a carência de bons serviços de saúde e de educação, em grande parte de nossa aldeia global, notadamente a educação profissional para atender trabalhadores de países emergentes e pobres, capacitando-os a trabalhar em ambientes que utilizam tecnologias mais avançadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recente reunião do G20 pode não ter avançado em alguns aspectos cruciais. Mas serviu para colocar à prova alguns mandatários que estão chegando agora no cenário político. Apesar de atribuir-se a Barack Obama uma verdadeira missão messiânica, de aplacar ânimos, resolver divergências, promover a expansão econômica, combater o protecionismo, vencer barreiras culturais, conter o radicalismo, enfrentar a especulação e o ortodoxismo, suplantar o racismo, evitar a corrida belicista, o novo presidente norte-americano já começa a mostrar a que veio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de inexperiente na política, quando em campanha soube ir à Europa como estadista, antes mesmo de promover a sua plataforma em seu País, além de conseguir arrebatar a simpatia das chamadas minorias e dos imigrantes, em território norte-americano, divulgando ao mundo o seu idealismo e o seu desejo de articular mudanças. Depois de eleito iniciou a sua cruzada contra os antagonistas da política norte-americana, utilizando a palavra cooperação como principal substantivo de seu discurso. Pacifista por convicção, conhecedor dos valores ético-religiosos, propugna um mundo melhor e relações mais cordiais entre povos e nações. Só o tempo dirá se a sua habilidade diplomática, o seu espírito de cooperação e a sua disposição em trabalhar por uma economia mais humana se tornará uma inexorável realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas de apagar as luzes e fechar a porta, o Presidente Lula trouxe da reunião do G20 o seu dever de casa: testar o seu modelo econômico frente aos efeitos da crise mundial, pela qual demonstra confiança e determinação em debelá-la, embora, na prática, a teoria seja diferente, já que nenhum guru da economia conseguiu ainda fazer diagnósticos convincentes. A tão propalada impermeabilidade, anunciada ao início da crise, a partir de uma reserva de 200 bilhões de dólares, contra trilhões de dólares envolvidos em terreno minado, poderão, certamente, levá-lo a medidas declaradamente desmanteladoras de alianças políticas existentes. Dentre essas o enxugamento das contas públicas, o freio na produção, a ampliação das demissões, a retração nos investimentos, os reflexos em setores ligados às exportações, e, sobretudo, as seqüelas que trarão em sua condição política, tais como a queda de avaliação positiva de governo, embora sua aprovação continue alta, mas com risco de aumentar a sua impopularidade à medida que diminua o desempenho da economia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo que, ao desmanchar as malas de sua viagem à reunião do G20, Lula trouxe na bagagem um dilema: tanto a sua popularidade no País, quanto a sua notoriedade, alcançada durante aquele Encontro, estarão, agora, na dependência de saber se o barco construído por seu modelo econômico impermeável agüentará firme as tempestades e se saberá congregar os papeis de estadista, político e ocupante do mais elevado cargo da República. Afinal, quem viver verá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos mandatários estão hoje envoltos em intricados jogos de ter e ser, permeados por interesses múltiplos, carregando paixões, sonhos e esperanças por dias melhores, com seus erros e acertos, seja por ambições pessoais ou por desejos de servir. O fato é que devemos distinguir aquilo que gostaríamos que eles fizessem, para satisfazer nossos desejos, daquilo que realmente deva ser feito.  Talvez o segredo esteja não em aumentar a visão de suas possibilidades e potencialidades, mas, sim, diminuirmos a lente através da qual os observamos, enquanto líderes mundiais. A solução não está neles, mas em nós, pois eles serão, no futuro, a medida de nossa própria evolução em prol da construção de uma aldeia global unitiva ou fracionada segundo nosso grau evolutivo de consciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-3206459308046094053?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/3206459308046094053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/04/as-liderancas-mundiais-e-suas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3206459308046094053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/3206459308046094053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/04/as-liderancas-mundiais-e-suas.html' title='As Lideranças Mundiais e suas organizações'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-4081305679963515051</id><published>2009-04-22T21:21:00.000-03:00</published><updated>2009-04-22T21:27:02.290-03:00</updated><title type='text'>Mahatma, o Líder</title><content type='html'>"O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.” (Oliver W. Holmes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, uma nação imperialista, o seu poder econômico, a sua avançada tecnologia, apoiada por um dos mais bem preparados exércitos da época, de outro, apenas um franzino homem, que tinha um caminhar arqueado, não possuía pertences pessoais e cobria o seu frágil corpo apenas com lençóis brancos, que ele mesmo confeccionava. Sua melhor arma era ele mesmo. Suas ações eram coerentes. Convencia por se converter, ele mesmo, em exemplo do que pregava, utilizando os princípios da não-violência, do perdão e da fidelidade à verdade. Porém conservando uma fé inabalável no rumo que traçara: ver o seu País liberto de seus invasores. Esse pequeno David ganhou o confronto com o gigante Golias sem disparar um tiro sequer, mudando o rumo da trajetória humana neste Planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim viveu Mohandas Karamchand Gandhi, um dos mais completos líderes egoentes que este mundo já conheceu.  Foi místico e político, político e místico, harmonizando, em si, matéria e espírito, espírito e matéria. Foi não só libertador da Índia, mas também um dos maiores líderes espirituais de seu tempo. Graças à sua trajetória a humanidade passou por uma nova evolução cultural. Gandhi é a prova inconteste de que o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos é uma utopia realizável. Suas conquistas se convertem em fonte de inspiração para resolvermos os principais desafios de ordem ético-espiritual e política, que assolam nossa aldeia global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À Política, Gandhi emprestou sua mística, baseada no princípio da existência cósmica, de que todas as coisas, incluindo o homem, como criatura, podem viver em harmonia e equilíbrio. À mística, Gandhi emprestou a sua política, de que, por mais que queira purificar-se e passar a viver uma vida consagrada à essência divina, o ser humano não o conseguirá completamente se não souber viver em relação, isso é: chegar a Deus através de seus semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse notável homem nasceu em 1869, quando a Grã-Bretanha exercia o seu poder imperialista na Índia. De personalidade explosiva, buscou, de início, igualar-se a seus dominadores, vestindo-se como um britânico, estudando como um, agindo como um, buscando privilégios em lugares onde só havia subserviência imposta e perda total das garantias individuais. Mas logo se apercebeu que o rumo que dera a sua vida não se coadunava com suas origens. E que, para chegar a mandar para casa seus oponentes e, assim, libertar cerca de 450 milhões de seres humanos da opressão, deveria primeiro libertar a si mesmo, renunciando aos valores humanos transitórios e apoiando-se tão somente em sua mística. Com sua forma de viver e de pensar conseguiu levar a Inglaterra a perder cerca de três quartos de seu império. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, Gandhi poderia ter amealhado uma fortuna, ter comprado palácios, ter tido o poder de comandar a nação que ajudara a constituir, marcada por diferenças culturais, religiosas e raciais. Em lugar disso viveu na renúncia, contando somente com o básico para sua subsistência. Não acumulou títulos, nem distinção acadêmica, nem quaisquer notoriedades científicas, mas foi, por isso mesmo, reverenciado e admirado por centenas de milhões de pessoas, em todo o mundo. Nem mesmo a cabra que lhe propiciava as proteínas que seu corpo necessitava lhe pertencia, sendo ela recolhida por seu dono, logo após a sua morte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinado por um fanático, em 30 de janeiro de 1948, recebeu homenagens de todos os governos, com exceção do soviético, além dos principais líderes religiosos mundiais. Dentre os mandatários que reconheceram a grandeza de seu ser, o presidente Truman, o rei da Inglaterra, o presidente da França, o arcebispo de Canterbury, o papa Pio XII, o rabino-chefe de Londres, o Dalai Lama do Tibet, além de cerca de três mil outras personalidades estrangeiras. As Nações Unidas abaixaram a sua bandeira a meio pau e seu Conselho de Segurança interrompeu as suas deliberações, para render suas homenagens a Gandhi, oportunidade em inúmeros delegados, entre eles o britânico Noel-Baker, enalteceram essa verdadeira expressão de humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo as gerações mais novas devem ter pouca ou nenhuma referência sobre esse pequeno grande homem. De lá para cá, surgiram inúmeros políticos que se apresentaram como líderes mundiais, valendo-se de seus egos para afirmarem as suas condições de homens públicos, calcando suas ações na crença de que são capazes de realizar coisas a partir de suas inteligências, de suas astúcias, suas sapiências, suas eloqüências ao falar, suas habilidades diplomáticas, suas capacidades de acumular riquezas ou influenciar pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São capazes de enfrentar uma arena política valendo-se de suas forças realizadoras, mas estando no jogo negociado de concessões e favores, alianças e interesses de alter egos envolvidos. Isso não se aplica a Gandhi, pois ele permaneceu na arena política conhecendo as características de seus adversários, assegurando livre transito entre eles, mas nunca se deixando corromper por benesses que certamente lhe seriam acenados, caso viesse a sucumbir a seu credo e a sua determinação de alcançar a sua meta máxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande Mahatma, designação que recebeu de seus conterrâneos e significa grande alma, era advogado formado pela Universidade de Londres, hábil orador, tendo participado, com sua dialética, de debates sobre temas nacionais e internacionais, em palácios, cortes da Europa, assim como em instituições públicas e privadas sempre com a intenção de combater o imperialismo e enfrentar seus antagonistas somente com a força do argumento e a habilidades de sua alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para isso, antes, ele conheceu a vida interior, o mundo de Deus, descobrindo o significado do verbo, fazendo a síntese entre a espiritualidade e materialidade, alcançando a visão cósmica ou o seu Eu divino, para, enfim, fazer a sua vida interior expandir até o coração dos homens, tendo, como meio, uma ética incorruptível e uma obediência aos valores transcendentes para reconhecer e evidenciar a igualdade e a liberdade entre os homens e a conclamá-los a tratar seus semelhantes com um verdadeiro espírito de fraternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob essa trilogia há que se perguntar qual a relação entre minha vida ou a sua vida e a passagem de Gandhi por este Planeta? O que regula o comportamento humano é uma condição intangível, onde todos são levados a travar uma luta interior entre o que somos e o que gostaríamos de ser. Há uma frase, da qual não consigo identificar a autoria, que diz: “Em 10 de abril de 1970, Paul Mac Cartney anuncia que não pretende mais tocar com seus companheiros. É o fim dos Beatles. O paradoxo é uma característica do ser humano. O que aconteceu com os Beatles acontece com cada um de nós. Infelizmente, uma parte de nosso eu quebra o estado de felicidade, rompe com o equilíbrio, e por não suportar a coisa boa, traz para cada um de nós uma cota de infelicidade, como se essa infelicidade viesse a restaurar a culpa e reparar o dano. É por isso que os laços se partem, os afetos se desfazem e o sonho acaba”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraditório em si, o homem também se motiva por alcançar valores transcendentes. O Grande Mahatma é uma fonte de inspiração para todos nós, pois ele toca diretamente o coração dos seres humanos por seus ensinamentos espirituais, baseado na condição de que a verdade não é introjetada no coração humano e sim nasce de dentro para fora. Há uma frase de Frederic Skinner, autor do livro “Ciência e Comportamento Humano” que diz: “ As principais disputas entre as nações, quer nas assembléias pacíficas, quer nos campos de batalha, estão inteiramente ligadas ao problema do controle e da liberdade humana”. Mohandas Karamchand Gandhi contribuiu ativamente para elucidar essas fronteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso escreveu Humberto Rohden, professor, escritor e autor do livro “Mahatma Gandhi”: “Quem não se sente plenamente livre deve evitar servir aos outros e deve assumir ares de dominador, porque onde falta a essência têm de prevalecer às aparências. Mas quem traz dentro de si o testemunho da sua liberdade real, esse pode ser servidor de todos, porque a sua firme liberdade não necessita de ser escorada em pseudoliberdades. Quem é sábio pode serenamente admitir aparências de tolo; mas todo o tolo tem de evitar solicitamente essas aparências e assumir ares de sábio, para que a sua pseudo-sapiência não sucumba ao impacto de sua insipiência. O mundo de hoje não compreendeu ainda a verdadeira grandeza de Gandhi, sem dúvida um dos mais lídimos discípulos que o Nazareno teve entre os homens, nesses quase dois milênios de era cristã. Mas o espírito do Mahatma está trabalhando as consciências humanas, qual divino fermento, levedando aos poucos a massa profana e preparando o caminho para a grande alvorada crística”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mundo não consiga reproduzir, em curto prazo, ninguém da estirpe de Gandhi, mas nossos atuais e futuros líderes podem estar conscientes de que, para promoverem algo novo, devem procurar agir de uma nova forma, onde suas ações se moldem nos princípios do altruísmo, nos valores coletivos e na liberdade interior e trabalhem para inspirar seres humanos sob seu comando a reverenciar a liberdade como bem maior do homem e anseio máximo a ser alcançado por toda a humanidade. Sobre isso o Grande Mahatma disse uma vez aos líderes de sua época: “nada se lucra, retribuindo-se o mal com o mal. Conservai limpos os vossos corações e descobrireis que todas as outras comunidades vos seguirão o exemplo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/876696631647143212-4081305679963515051?l=paginadofernando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paginadofernando.blogspot.com/feeds/4081305679963515051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/04/mahatma-o-lider.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4081305679963515051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/876696631647143212/posts/default/4081305679963515051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paginadofernando.blogspot.com/2009/04/mahatma-o-lider.html' title='Mahatma, o Líder'/><author><name>Fernando Sanchotene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12674732091473742037</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_2rjTd1Ffcv0/SaHkhB3C67I/AAAAAAAAABQ/1JHt2LQjjLc/S220/cara+fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-876696631647143212.post-9199277060374995956</id><published>2009-04-17T21:50:00.001-03:00</published><updated>2009-04-17T22:04:09.608-03:00</updated><title type='text'>Líderes Mundiais</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Ao longo de sua trajetória, seus líderes sempre assumiram um caráter visionário, estando enquadrados em duas estirpes: aqueles movidos por intenções egocêntricas e aqueles movidos por intenções &lt;i&gt;egoentes&lt;/i&gt;. No primeiro caso, são aqueles líderes que buscaram criar um mundo à sua imagem e semelhança, acirrando diferenças e estabelecendo privilégios para grupos de sua predileção. No segundo, por aqueles que buscaram criar uma unidade harmônica a partir de um reconhecimento das diversidades existentes. Sempre agiram segundo princípios maiores do que eles mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Certamente esse autor não poderia subestimar o leitor, dando-lhe exemplos óbvios de líderes que ganharam notoriedade, tanto a partir de uma, como de outra intenções. Mas nem sempre a realidade se revela translúcida. Quantas vezes surgiram na história humana personalidades públicas que ostentavam discursos eloqüentes e inflamados, mas cujas ações não eram compatíveis ou coerentes com suas bandeiras. São os chamados engodos. A sabedoria popular está certa ao afirmar que “nem tudo o que reluz é ouro”. Parte da história das lideranças foi escrita por autocratas de direita e de esquerda, déspotas vitalícios, populistas, corruptos, fanáticos, belicistas e tantos outros foram alternando-se no poder sem a compatível contribuição para tornar esse mundo melhor aos seus habitantes. São, sem dúvidas, os mais ruidosos. Mas, neste século, as inovações tecnológicas propiciaram o advento de uma aldeia global e a pergunta que se impõem é essa: ainda há lugar para líderes egocêntricos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Sim, nossa aldeia global carece de bons líderes para conduzir-nos a um mundo melhor e mais fraterno. Utopia? Pois essa premissa está escrita em nossa carta magna, chamada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:black;"   lang="PT"&gt;DECLARAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"   lang="PT"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:black;"  &gt;UNIVERSAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:black;"  &gt;DOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:black;"  &gt;DIREITOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;color:black;"  &gt;HUMANOS, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Verdana;color:black;"  &gt;a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;dotada e proclamada pela resolução &lt;st1:metricconverter productid="217 A" st="on"&gt;217  A&lt;/st1:metricconverter&gt; (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948. Ela está completando 61 anos e todos sabemos que não conseguimos ir além de seu artigo 1º, hoje ainda uma utopia: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Esta carta foi lançada no pós-guerra, quando sopravam os ares da democracia e das liberdades individuais, mas a história mostrou, nesses 60 anos, que elas foram estabelecendo mais direitos para uns, do que para outros. E agora, com o advento do processo de globalização, novos ares começam a soprar e se abre novamente a condição de se rever a pauta de assuntos necessários à concretização dos ideais firmados pelos povos no pós-guerra. A chamada distensão exige de nossos líderes uma pauta que inclui, entre outros assuntos, políticas mundiais inclusivas, economias voltadas a equacionar problemas de marginalidade social e combate à fome, políticas ambientais que regulem o consumo e resguardem recursos naturais não renováveis, políticas sociais democratizantes, que reconheçam as liberdades de expressão e religiosa, políticas culturais que reconheçam usos e costumes, além de políticas públicas que instaurem, nos aparelhos de estado, condições para prover, de forma ampla, a educação e a saúde pública eficiente, assim como garantias de direitos individuais e coletivos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Nos últimos 60 anos, nossa aldeia cresceu e se multiplicou acentuadamente. Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre, nossa aldeia global já possui 6,6 bilhões de pessoas e continua a crescer em ritmo acelerado, estando previsto, para 2012, uma população de sete bilhões de pessoas. Mas a sua trajetória é mercada por diferenças e contrastes acentuados que transforma o primeiro artigo de nossa carta magna em desafio a ser vencido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Nossa população se distribui de forma desigual sobre os continentes. A Ásia abriga mais de 60% da população mundial, com quase quatro bilhões de pessoas. China e Índia, sozinhas, abrigam, respectivamente, 21% e 17% desse contingente. Essa classificação é seguida pela África, com 840 milhões de pessoas, 12,7% da população mundial. A Europa abriga 710 milhões de pessoas, isso é 10,8% da população mundial. A América do Norte abriga 514 milhões (8%), a América do Sul 371 milhões (5,6%) e a Oceania em torno de 60 milhões (0,9%). Isso quer dizer que, enquanto em algumas regiões os homens se “acotovelam” por falta de espaço, notadamente na Ásia, aonde a densidade demográfica chega a 80 hab/km², a Antártica revela-se praticamente despovoada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;No plano econômico, uma questão continua recorrente, entre os economistas: a desigualdade entre os mais pobres e os mais ricos e a paralela existência de taxas menores de crescimento econômico de países pobres em relação aos países ricos. Até recentemente, os estudos, de caráter econômico, utilizavam a renda per capita como fator de aferição da distribuição de renda. Mais recentemente, as metodologias passaram a destacar o bem-estar dos cidadãos como principal parâmetro de medição de processos de reprodução do capital. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O economista Paulo Roberto de Almeida, em seu estudo “&lt;i&gt;Distribuição mundial de renda: as evidências desmentem as teses sobre concentração e divergência econômica”, &lt;/i&gt;publicado pela&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Revista Brasileira de Comércio Exterior, edição &lt;/i&gt;abril-junho 2007, cita o economista catalão Xavier Sala-i-Martim, da Columbia University, revelando, a partir de indicadores deste início de século, a diminuição da pobreza em nível mundial. Os dados da distribuição mundial da renda, após a adesão à divisão mundial do trabalho, pelos países considerados socialistas, até a década de 70, sinalizam uma reversão na tendência das desigualdades distributivas da renda, entre países ricos e pobres, embora não em todos os lugares e não com a mesma rapidez. Mas essa tendência reversiva poderá diluir-se se não houver maior desenvolvimento dos países localizados na África, além da necessidade de se pensar na aceleração do ritmo de evolução estrutural e na distribuição interna da renda aos países, abrangendo um maior número de setores beneficiados, associados ao aumento do bem-estar dos indivíduos envolvidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Para que se alcance o sucesso na quarta revolução industrial (a da nano e da biotecnologia) o economista Paulo Roberto de Almeida lembra a importância de nossos líderes mundiais: “como sempre ocorre na história humana, decisões erradas, adotadas por homens que estão em posição de decidir – as chamadas elites – podem, e em vários casos efetivamente já o fizeram, colocar tudo a perder, escolhendo caminhos errados no processo de desenvolvimento”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;E certamente esses líderes terão pela frente a tarefa de gerar políticas para satisfazer a duas das principais reivindicações dos trabalhadores desta aldeia global: bons empregos e ótimos salários, uma tarefa nada fácil de ser realizada. Para o Sociólogo e Professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, José Pastore, a Empresa moderna conseguirá atender em parte a reivindicação geral dos trabalhadores, de maior acesso ao consumo, uma vez que os produtos melhoraram de qualidade e baixaram de preço. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Mas o barateamento dos produtos industrializados e a qualidade maior deles foram alcançados com a utilização de menos mão-de-obra e mais especializada, pois agora se exige do trabalhador a &lt;i&gt;multifuncionalidade, isso é, &lt;/i&gt;várias habilidades para o exercício de suas funções, conforme assegura aquele economista. Ou seja, os novos métodos de produção usam pouco trabalho, geram desemprego, subemprego, jornadas de tempo parcial, trabalho temporário e outras formas atípicas. Segundo Pastore, o desemprego no mundo não é determinado apenas pelos métodos que poupam trabalho. Ele é causado também pela escassez de capitais para investimentos e pela carência de mão-de-obra qualificada para trabalhar nas novas condições de tecnologia e de administração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Segundo relatório, divulgado pela OIT – &lt;i&gt;Organização Internacional do Trabalho&lt;/i&gt;, em setembro de 2007, os níveis de produtividade do trabalho aumentaram durante a última década, embora haja um contraste entre países industrializados e as demais regiões. No entanto, essa distância tem diminuído, principalmente em relação às regiões onde se registraram avanços importantes, como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Ásia Meridional, a Ásia Oriental, a Europa Central e Sudoriental. O mesmo estudo apontou o desperdício do potencial produtivo dos trabalhadores como sendo uma das principais causas da pobreza mundial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O mesmo relatório, &lt;i&gt;“Indicadores Chave de Mercado de Trabalho&lt;/i&gt;”, 5ª edição, conhecido como KILM, segundo sigla inglesa, revela que os Estados Unidos leva considerável vantagem sobre o resto do mundo em relação à produtividade do trabalho por pessoa empregada, durante o ano de 2006, apesar do rápido aumento registrado pela Ásia Oriental, onde os trabalhadores produzem agora o dobro do que o faziam há 10 anos. O aumento da produtividade se deve principalmente ao resultado de uma melhor combinação entre capital, trabalho e tecnologia, isso é através da formação e da capacitação de recursos humanos, da utilização de equipamentos e de tecnologia adequados o que acarreta, em contrapartida, a subutilização do potencial humano no resto do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Para o Diretor Geral da OIT, Juan Somavia, há preocupação em relação à grande brecha existente entre produtividade e riqueza: “o aumento do nível de produtividade dos trabalhadores de países mais pobres é essencial para a redução dos enormes déficits de trabalho decente no mundo”. Segundo a OIT “o trabalho decente é 
